Choro Golpista

Bolsonaristas defendem criminosos e ameaçam derrubar veto de Lula

Parlamentares bolsonaristas articulam ofensiva no Congresso para resgatar projeto que esvazia punições contra invasores da Praça dos Três Poderes

Vanessa Neves
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Vanessa Neves
Vanessa Neves
Editora de Política
Vanessa Neves é Jornalista, editora e analista de mídias sociais do Diário Carioca. Criadora de conteúdo, editora de imagens e editora de política.
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O presidente Lula durante assinatura do veto ao PL da Dosimetria nesta quinta (8). Foto: Ricardo Stuckert/PR

OS FATOS

  • A bancada de oposição, liderada por nomes do PL e do Solidariedade, prometeu mobilizar votos para anular o veto presidencial ao projeto da dosimetria.
  • O relator Paulinho da Força e lideranças como Sóstenes Cavalcante classificam o rigor da lei como “vingança”, ignorando o rito jurídico do STF.
  • Para reverter a decisão de Lula, o bloco golpista precisa arregimentar 257 votos na Câmara e 41 no Senado em sessão conjunta.

A política brasileira assiste, mais uma vez, ao espetáculo do cinismo fantasiado de “pacificação”. Ao reagirem ao veto de Lula, as viúvas do autoritarismo tentam vender a ideia de que punir quem depredou a República é um ato de ódio, e não de justiça. O cenário remete à ironia de Millôr Fernandes: no Brasil, a ideologia do perdão serve apenas para quem tem poder, enquanto o rigor da lei é reservado aos descalços. Ao clamarem por “paz institucional”, os parlamentares buscam, na verdade, o salvo-conduto para o próximo atentado.


“A tentativa de transformar o julgamento de criminosos em perseguição política é o último refúgio daqueles que não possuem argumentos diante da robustez das provas e do peso da história.”


Quais são os principais argumentos da oposição para derrubar o veto de Lula?

O bloco bolsonarista utiliza uma retórica de “exceção” para camuflar o objetivo real: a anistia técnica. Figuras como Carlos Bolsonaro e Onyx Lorenzoni tentam personificar o veto como um ato de vingança individual do presidente, ignorando que a decisão protege a arquitetura das penas estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal. O argumento central da oposição foca na suposta “vontade coletiva do Congresso”, uma manobra que visa colocar o Legislativo como revisor das sentenças criminais, atropelando a separação dos poderes em nome da proteção de aliados políticos e eleitores radicalizados.

O Congresso Nacional possui força política para reverter a decisão presidencial?

O embate agora entra no terreno do cálculo fisiológico. Embora Sóstenes Cavalcante e Paulinho da Força prometam uma vitória fácil, a realidade do plenário é mais complexa. Derrubar um veto presidencial que protege a democracia exige que cada parlamentar assine, publicamente, seu compromisso com a leniência golpista em um ano em que a estabilidade das instituições é vigiada de perto pela comunidade internacional e por órgãos como a ONU.

O Diário Carioca entende que a tentativa de derrubada não é apenas uma disputa de votos, mas um teste de caráter para o Parlamento brasileiro: quem vota contra o veto, vota pela legalização do crime contra a pátria.


Expediente: 8 de janeiro de 2026, 13:12 | Edição: JR Vital (MTB 0037673/RJ). Siga o Diário Carioca: Instagram | X (Twitter) | Facebook.

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