Direita Vazia

Bolsonaro e aliados estão com medo de fracasso de ato por anistia no Rio de Janeiro

Manifestação em Copacabana pode não atingir público esperado, gerando incertezas sobre apoio popular
Rio de Janeiro RJ 21 04 2024-Em Copacabana o ex presidente Jair Bolsonaro exige anistia a presos de 8 de janeiro e exalta o bilionário Elon Musk. Foto: RS /via Fotos Públicas
Rio de Janeiro RJ 21 04 2024-Em Copacabana o ex presidente Jair Bolsonaro exige anistia a presos de 8 de janeiro e exalta o bilionário Elon Musk. Foto: RS /via Fotos Públicas
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

Rio de Janeiro – O ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados do Partido Liberal (PL) estão apreensivos com a manifestação marcada para o dia 16 de março, em Copacabana. O evento defende a anistia dos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023, mas parlamentares temem um público abaixo das 400 mil pessoas esperadas, o que enfraqueceria a narrativa de amplo apoio popular à pauta.

A escolha pelo Rio de Janeiro, em vez de São Paulo, ocorreu para evitar a deputada Carla Zambelli (PL-SP), organizadora do ato na capital paulista. No entanto, a Praia de Copacabana preocupa os organizadores por sua extensão, que pode dar a impressão de esvaziamento, além do calor intenso e do fracasso de eventos anteriores.

Rio de Janeiro RJ 21 04 2024-Em Copacabana o ex presidente Jair Bolsonaro exige anistia a presos de 8 de janeiro e exalta o bilionário Elon Musk. Foto: RS /via Fotos Públicas
Rio de Janeiro RJ 21 04 2024-Em Copacabana o ex presidente Jair Bolsonaro exige anistia a presos de 8 de janeiro e exalta o bilionário Elon Musk. Foto: RS /via Fotos Públicas

Estratégias para impulsionar a anistia

O PL e partidos aliados articulam mudanças no projeto de anistia para obter maior apoio. A proposta original, que concedia perdão total, deve ser ajustada para contemplar apenas crimes como associação criminosa armada e tentativa de golpe de Estado. A ideia é atrair o Centrão e parte da população contrária à anistia ampla.

O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), defende essa estratégia como forma de equilibrar a pressão da base bolsonarista com o risco de perder aliados moderados. Outras manifestações devem ocorrer em capitais brasileiras para ampliar a mobilização.

STF e incertezas sobre Bolsonaro

Nos bastidores, advogados de Bolsonaro não acreditam no sucesso dos pedidos ao Supremo Tribunal Federal (STF), como a anulação da delação de Mauro Cid e o envio do julgamento ao plenário da Corte. A defesa teme uma possível condenação e busca adiar o julgamento para 2026, ano eleitoral, na tentativa de evitar sua prisão.

Ministros do STF, no entanto, reforçam que os condenados devem cumprir pena após o trânsito em julgado, aumentando a pressão sobre Bolsonaro e sua base política.

Entenda o caso: a anistia dos atos de 8 de janeiro

  • O projeto de lei propõe a anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023.
  • A versão original previa perdão total, mas pode ser alterada para abranger apenas crimes específicos.
  • O PL e aliados querem atrair apoio do Centrão e de setores da sociedade.
  • O ato em Copacabana busca mostrar força, mas enfrenta risco de esvaziamento.
  • A defesa de Bolsonaro tenta adiar seu julgamento no STF para 2026.

Recomendadas