O presidente do Instituto Pereira Passos (IPP), Elias Jabbour, participou da abertura do seminário internacional “Por um Multilateralismo Inclusivo: Os BRICS+ Diante das Assimetrias Internacionais”, realizado nesta segunda-feira (2) no auditório do IAG, no campus da PUC-Rio. O evento é uma iniciativa do BRICS Policy Center em parceria com o Consulado da República Popular da China no Rio de Janeiro, e integra os esforços preparatórios para a Cúpula Brasileira do BRICS.

Diante de um público composto por acadêmicos, representantes de governos e organizações internacionais, Jabbour destacou a importância de reposicionar o Sul Global como protagonista no cenário internacional e enfatizou o papel transformador dos BRICS+ na construção de uma ordem global mais equilibrada.
“A China representa hoje a mais profunda e bem-sucedida experiência de desenvolvimento do século XXI. Mais do que uma potência econômica, ela oferece uma alternativa real ao modelo ocidental, baseada em planejamento estratégico, soberania nacional e erradicação da pobreza em larga escala. É uma referência para os países do Sul Global e um parceiro indispensável para qualquer esforço de transformação da ordem internacional,” afirmou Jabbour durante sua fala de abertura.
O seminário contou com três painéis de discussão sobre temas como reformas institucionais no sistema internacional, desafios geoeconômicos e a ampliação dos BRICS, reunindo especialistas do Brasil e do exterior. O encontro teve como objetivo fomentar propostas concretas para fortalecer a cooperação internacional, especialmente no contexto da próxima Cúpula dos BRICS, que ocorrerá em outubro, sob presidência brasileira.
“O BRICS+ não é apenas uma sigla ou uma aliança econômica. Ele expressa a aspiração coletiva de construir um mundo multipolar, menos desigual e mais democrático. Estamos falando de um projeto civilizacional de longo prazo, que precisa ser alimentado por iniciativas concretas de solidariedade, inovação e integração entre os nossos países,” acrescentou Jabbour.
O evento reforça o papel do Brasil como articulador de uma diplomacia propositiva e plural, mirando um sistema internacional mais justo, democrático e representativo.

