Consciência

Dani Monteiro vota pela manutenção da prisão de Rodrigo Bacellar

Deputada sustenta gravidade das suspeitas e afirma que não há alternativas capazes de impedir interferência nas investigações.
Dani Monteiro, deputada estadual do Rio de Janeiro pelo PSOL. — Divulgação/Dani Monteiro
Dani Monteiro, deputada estadual do Rio de Janeiro pelo PSOL. — Divulgação/Dani Monteiro
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico

Jornalista do Diário Carioca.

A deputada estadual Dani Monteiro votou, nesta segunda-feira (08), pela manutenção da prisão preventiva do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Rodrigo Bacellar.

A decisão segue entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), amparado em indícios graves reunidos pela Polícia Federal.

Indícios apontados

Segundo o STF, há suspeita de que o parlamentar tenha participado do vazamento de informações sigilosas, o que teria protegido uma organização criminosa e interferido diretamente na Operação Zargun.

Rol de suspeitas

Os elementos apresentados indicam possíveis crimes de organização criminosa, obstrução de investigação, violação de sigilo funcional, fraude processual, favorecimento pessoal e associação ao tráfico.

Influência institucional

Para Dani Monteiro, diante da gravidade dos fatos e da influência institucional exercida pelo presidente da Casa, não existe medida alternativa capaz de evitar interferências no curso das apurações.

Integridade da Alerj

A deputada afirma que a Alerj deve ser símbolo de integridade e jamais espaço de conivência com facções ou abrigo para práticas criminosas. Segundo ela, permitir que denúncias dessa magnitude avancem sem obstáculos é essencial para preservar a legitimidade da Casa e a confiança da população fluminense.

Direito de defesa

Dani Monteiro ressalta que Rodrigo Bacellar tem direito à ampla defesa e ao contraditório, reconhecendo que a prisão preventiva é uma medida excepcional.

Proporcionalidade da medida

Ainda assim, a deputada considera que, neste caso gravíssimo, a manutenção da prisão é proporcional, necessária e imprescindível para assegurar o andamento das investigações e proteger a integridade das instituições democráticas, especialmente diante do risco concreto de interferência identificado pelo STF.

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