
O embate deflagrado nesta terça-feira (3) entre o bilionário Elon Musk e o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, extrapola as fronteiras de uma mera discussão em redes sociais para se tornar um confronto direto entre o Estado de Direito e o poder desmedido das Big Techs.
Musk, utilizando a rede X como arma política, classificou o líder espanhol como “tirano” e “traidor”, reagindo de forma agressiva ao pacote legislativo que visa proteger menores de 16 anos e punir criminalmente executivos que tolerem o ódio e a violência digital.
Perspectivas Editoriais
A tática calhorda de Musk, baseada em ofensas de baixo calão e ataques à legitimidade democrática, é vista por analistas como uma tentativa de intimidar nações que buscam recuperar o controle sobre seus territórios virtuais.
A agressividade de Musk, entretanto, ocorre sob a sombra de um passado que ele tenta omitir: seu nome, assim como o de outros membros da elite financeira global, aparece nas conexões de Jeffrey Epstein.
O bilionário, que hoje se autointitula guardião da liberdade, mas que não passa de um filhinho de papai mimado e autoritário, é o mesmo que foi citado em documentos relacionados ao magnata acusado de tráfico sexual, levantando questões sobre a autoridade moral de quem ataca uma lei desenhada justamente para proteger crianças contra abusos e exploração.
Enquanto a Espanha avança com a regulação e a França investiga a manipulação de algoritmos na sede da X em Paris, Musk tenta desviar o foco da sua própria responsabilização através do caos informacional e do populismo digital





