
O cenário de segurança no Oriente Médio atingiu um novo patamar de volatilidade nesta terça-feira (3).
No Estreito de Ormuz, barcos iranianos interceptaram o petroleiro Stena Imperative, de bandeira americana, ordenando sua parada imediata.
Perspectivas Editoriais
A embarcação, protegida por uma escolta de guerra dos Estados Unidos, acelerou e seguiu viagem sem violar águas territoriais iranianas.
Simultaneamente, no Mar Arábico, um caça F-35 abateu um drone Shahed-139 que se aproximava de forma agressiva do porta-aviões Abraham Lincoln.
Estes eventos não são isolados; são movimentos coordenados em um tabuleiro de xadrez onde o controle das rotas marítimas é a moeda de troca máxima.
A interceptação no Estreito de Ormuz — por onde passa um terço do petróleo mundial — é uma demonstração de força de Teerã contra a hegemonia naval de Washington.
Enquanto autoridades do Reino Unido investigam a tentativa de abordagem, o abatimento do drone reforça a política de “legítima defesa” aplicada pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM).
Esta dinâmica de atrito constante coloca em risco não apenas a estabilidade regional, mas a economia global, visto que qualquer bloqueio em Ormuz gera um efeito cascata imediato nos preços dos combustíveis em mercados como Brasil, China e Europa.





