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Aclamação

O grito do Galo: Lula é ovacionado pelo povo e cala a boca da direita mentirosa

Em Recife, o maior bloco do mundo vira manifesto vivo contra a criminalização da popularidade presidencial.

Vanessa Neves
Vanessa Neves fev. 14, 2026

A imagem é o pesadelo estético e político da extrema-direita brasileira: Luiz Inácio Lula da Silva, cercado pela massa, sob o sol escaldante do Recife, sendo recebido não com o silêncio dos gabinetes, mas com o rugido ensurdecedor de um povo que ocupa o espaço público. No desfile do Galo da Madrugada deste sábado, 14 de fevereiro de 2026, a narrativa de que o presidente “não pode sair às ruas” foi desintegrada átomo por átomo. O que se viu na Praça Sérgio Loreto não foi um evento institucional asséptico, mas uma explosão de legitimidade democrática que a judicialização rasteira tenta, sem sucesso, sufocar.

A presença de Lula no maior bloco de Carnaval do mundo — título certificado pelo Guinness Book — carrega um simbolismo que transcende a folia. É a reafirmação de um projeto de país que se reconhece na diversidade e na ocupação cultural. Enquanto setores da oposição se refugiam em bolhas digitais para alimentar distopias sobre a rejeição popular, o Recife respondeu com o clássico “Olê, olê, olá”. Acompanhado pela primeira-dama Janja da Silva, pelo prefeito João Campos e pela governadora Raquel Lyra, Lula operou como o eixo gravitacional de uma frente ampla que, embora marcada por tensões locais, curva-se ao peso da realidade: o povo ainda sabe quem governa para ele.

A Geopolítica da Alegria e o Medo das Elites

A tentativa de judicializar a presença presidencial em festas populares revela o DNA autoritário de quem vê no contato direto entre líder e base um risco ao status quo. Argumentar que a participação em um evento cultural de relevância global configura “uso da máquina” é, no mínimo, um atestado de ignorância sobre a função de um Chefe de Estado. O presidente não é um monarca confinado; ele é a emanação da vontade popular. Ao caminhar entre os trios elétricos, Lula não apenas prestigia a cultura nordestina, ele valida a existência de milhões que foram invisibilizados em governos anteriores.

POLíTICA

Análise & Contexto

Em Recife, o maior bloco do mundo vira manifesto vivo contra a criminalização da popularidade presidencial.

A tensão política em Pernambuco, personificada na disputa entre o clã Campos e a gestão de Raquel Lyra, tornou-se pano de fundo para uma lição de convivência institucional sob pressão. A investigação da Polícia Civil contra secretários municipais, já devidamente trancada pelo ministro Gilmar Mendes por ser considerada “desproporcional”, mostra as garras de uma máquina que tenta usar o Judiciário como arma de contenção política. A ovação a Lula no Galo é a resposta das ruas a esse processo de lawfare paroquial que tenta sequestrar a agenda pública.

Carnaval como Ato de Resistência

Historicamente, o Carnaval no Brasil é o termômetro da alma nacional. Em 2010, o Galo serviu de trampolim para a consolidação de Dilma Rousseff. Em 2026, ele serve de escudo para Lula. O Nordeste, mais uma vez, posiciona-se como a vanguarda da resistência democrática, transformando o frevo em um manifesto de justiça social. A recepção calorosa desmente as pesquisas encomendadas e os recortes manipulados de redes sociais que tentam pintar um Brasil dividido em partes iguais. Nas ruas do Recife, a divisão dá lugar a uma hegemonia clara: a do reconhecimento de um governo que devolveu o país ao mapa da dignidade.

A agenda de Lula, que seguirá para Salvador e Rio de Janeiro, desenha um arco de reconexão com as massas que os adversários tentam isolar. A política, para o campo progressista, não se faz apenas com planilhas de ajuste fiscal — que seguem necessárias — mas com o corpo presente, com o olho no olho e com a coragem de enfrentar o veredito do asfalto.

Takeaways:

  • A ovação no Galo da Madrugada desmascara a “fábrica de mentiras” da oposição sobre a impopularidade de Lula.
  • A presença institucional ao lado de rivais como Raquel Lyra reforça a estatura de Lula como articulador nacional.
  • A judicialização de atos populares é identificada como uma estratégia de enfraquecimento da democracia participativa.
  • O Carnaval de 2026 marca o início de uma ofensiva de mobilização social focada na justiça e no combate às desigualdades.

Fatos-chave:

  • Público estimado no Galo da Madrugada: mais de 2 milhões de pessoas.
  • Primeira vez que um presidente em exercício desfila oficialmente no bloco.
  • Acompanhamento: Primeira-dama Janja, Prefeito João Campos e Governadora Raquel Lyra.
  • Investigações da Polícia Civil contra o PSB foram trancadas pelo STF por falta de provas.
  • Lula segue agenda para Salvador (BA) e Rio de Janeiro (RJ) nas próximas 48 horas.
  • O bloco é reconhecido pelo Guinness Book como o maior do mundo desde 1994.

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