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Vasco vence o Maricá em noite de golaços, expulsão infantil e o novo uniforme da Nike

Por Vasco vence o Maricá em noite de golaços, expulsão infantil e o novo uniforme da Nike | Diário Carioca JR Vital Analista Geopolítico

Fernando Diniz, o filósofo do risco calculado, resolveu dar ao torcedor vascaíno o cardápio completo logo na primeira rodada. Em uma estreia que tinha tudo para ser um passeio bucólico, o Vasco superou o ímpeto do Maricá e a própria instabilidade defensiva para somar os primeiros três pontos. Com o time principal em campo — herança do vice-campeonato da Copa do Brasil de 2025 —, o Gigante da Colina desfilou seu novo manto da Nike e mostrou que o talento ofensivo sobra, embora o sistema defensivo ainda flerte com o perigo em saídas de bola que desafiam a física.

A estrela da noite foi Rayan. O jovem atacante, que já sente o hálito financeiro do Bournemouth (Premier League) em sua nuca com uma proposta de 35 milhões de euros, não se intimidou. Abriu o placar no rebote e marcou o terceiro em um contra-ataque avassalador, driblando o goleiro com a frieza de um veterano. Coutinho, por sua vez, provou que a classe é imune ao tempo: marcou um gol de manual, limpando a marcação e acertando o ângulo. Mas, como o Vasco sem drama é um corpo sem alma, Lucas Piton resolveu “animar” o jogo ao ser expulso aos 41 do primeiro tempo, após um erro banal na saída de bola que quase entregou o ouro ao Tsunami da Região dos Lagos.

O “Risco Diniz” vale a pena para um time que pretende reconquistar o Rio?

Será que a insistência em saídas de bola curtas, mesmo com um a menos, é ousadia ou teimosia? O Vasco viu o Maricá descontar duas vezes em falhas de posicionamento e na bola parada, expondo que a transição defensiva ainda é o calcanhar de Aquiles do projeto 2026. A vitória por 4 a 2 mascara um jogo que esteve nas mãos, mas que escapuliu por entre os dedos em diversos momentos de desconcentração. Se Rayan e Coutinho são a garantia de espetáculo, a zaga precisa entender que nem todo erro é perdoável, especialmente quando o rival não tem a grife de um time de Série A, mas tem a fome de quem quer fazer história em São Januário.


O Placar da Colina: Destaques e Vacilos em São Januário

ProtagonistaAção DecisivaNota do EditorStatus
RayanDois gols e transições rápidas.O “caixa” do Vasco vai agradecer ao Bournemouth.Em alta.
Philippe CoutinhoGolaço no ângulo e assistência.Joga de terno, mesmo no calor de janeiro.Maestro.
Carlos CuestaGol de zagueiro e segurança aérea.O xerife que a defesa precisa para não vazar.Sólido.
Lucas PitonExpulsão infantil aos 41/1T.Deixou o time na mão por excesso de confiança.Na berlinda.

A análise do Diário Carioca é cirúrgica: o Vasco venceu, mas não convenceu totalmente os céticos. O 4 a 2 é elástico, mas a vulnerabilidade exibida diante da pressão alta do Maricá é um sinal de alerta para os clássicos que virão. Diniz tem em mãos um elenco tecnicamente superior, mas que ainda se comporta como um laboratório de experiências arriscadas. Para o torcedor, fica o alento de ver Rayan em estado de graça e Coutinho desfilando inteligência, mas a pergunta persiste: até quando a “valentia” na saída de bola será a maior inimiga do próprio Vasco?

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Vasco vence o Maricá em noite de golaços, expulsão infantil e o novo uniforme da Nike | Diário Carioca

JR Vital

JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.

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