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Reino Unido foi cúmplice dos EUA em sequestro de petroleiro

Por JR Vital Analista Geopolítico

A captura do petroleiro Marinera pelas forças dos Estados Unidos — com participação operacional do Reino Unido — não é um episódio isolado, mas um ponto de inflexão em uma disputa que mistura sanções, soberania e jurisdição em alto mar. A operação, que ocorreu no Atlântico Norte entre Islândia e as Ilhas Britânicas, envolveu rastreamento contínuo, apoio de inteligência e uso de bases britânicas para aeronaves americanas.

O navio, originalmente conhecido como Bella 1, foi colocado sob sanções americanas em 2024 por suposto transporte de petróleo em uma “shadow fleet” vinculada a redes de evasão de sanções de países como Irã e Venezuela.

Quando tentou escapar da interceptação da Guarda Costeira dos EUA no Caribe em dezembro, mudou de nome e hasteou bandeira russa em uma tentativa de escapar da jurisdição americana — um movimento que só intensificou a crise diplomática.

“A liberdade de navegação não pode ser um álibi para burlar sanções e prescindir de responsabilidade jurídica; e, ao mesmo tempo, a aplicação da força contra embarcações registradas impõe um debate urgente sobre os limites do direito internacional.”

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Diplomacia em alta tensão

Para Washington e Londres, a apreensão é um componente de uma estratégia mais ampla que visa sufocar rotas de comércio que, segundo eles, financiam tanto regimes sancionados quanto redes de influência geopolítica hostis. A justificativa oficial invoca mandados judiciais e a legalidade de impor sanções por violações específicas.

Acusação de violação legal e retaliação de Moscou

A Rússia classificou a ação como “uso indevido da força” e uma violação da Convenção da ONU sobre o Direito do Mar de 1982, insistindo que nenhum Estado pode atacar embarcações registradas legalmente em águas internacionais.

A tensão diplomática pode repercutir tanto em fóruns internacionais quanto em relações bilaterais já frágeis entre Moscou e os aliados ocidentais.

Operação no contexto de uma nova ordem energética

Esse episódio ocorre em um momento de disputa intensa sobre fontes e rotas de energia global, em que navios, sanções e blocos militares se tornam peças móveis de um jogo de poder que foge da lógica estritamente econômica e entra na arena da segurança internacional.

JR Vital

JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.

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