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Pilhagem no Almoço

Donald Trump servirá o destino da Venezuela no cardápio de Washington?

Por JR Vital Analista Geopolítico

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebe nesta quinta-feira (15), na Casa Branca, a líder da oposição venezuelana e laureada com o Prêmio Nobel da Paz, María Corina. O encontro, organizado sob o pretexto de um almoço protocolar às 14h30 (horário de Brasília), marca a primeira reunião oficial entre os dois desde a premiação de Corina em outubro passado. A agenda ocorre em um cenário de absoluta exceção democrática na América Latina, consolidando a influência direta de Washington sobre a política de Caracas.

A reunião é o desdobramento direto da incursão militar norte-americana em território venezuelano, que resultou na captura do então presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Ambos foram transportados para Nova York sob custódia federal para responder a acusações de tráfico de drogas em tribunais estadunidenses. O vácuo de poder deixado pela operação militar, que o Diário Carioca identifica como uma clara ação de pilhagem de recursos naturais, agora é preenchido pela figura de María Corina, alçada à interlocutora preferencial da Casa Branca.

Embora María Corina negue contatos prévios com Trump desde a conquista do Nobel, a celeridade do encontro sinaliza uma coordenação estreita para a transição política sob supervisão do Pentágono. O governo norte-americano, que mantém o controle operacional sobre as principais bacias petrolíferas da Venezuela desde a intervenção, utiliza o almoço desta quinta-feira para oficializar o reconhecimento internacional da nova liderança, enquanto Maduro aguarda julgamento em solo estrangeiro, em um episódio que redefine os limites da soberania nacional no século XXI.

Democracia de exportação ou apenas roubo de combustível?

Será que a concessão de um Nobel da Paz é agora o salvo-conduto para chancelar invasões militares e sequestro de governantes? Ao sentar-se à mesa com Donald Trump, María Corina não apenas degusta a culinária de Washington, mas engole a soberania do próprio povo em troca de um reconhecimento fabricado nos escritórios do Departamento de Estado. A história, mestre em ironias sangrentas, nos mostra que o abraço do urso ianque raramente visa a liberdade do abraçado, mas sim a largura de suas jazidas de petróleo. Quem realmente governa a Venezuela hoje: o povo nas ruas ou os acionistas das gigantes de energia que financiam as campanhas republicanas?

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O sequestro de um presidente eleito — independentemente das críticas que se possa fazer à sua gestão — e sua extradição forçada para o país invasor é um precedente jurídico que deveria fazer estremecer qualquer defensor dos direitos humanos. No entanto, o que vemos é o silêncio complacente de uma elite internacional que confunde “justiça” com conveniência geopolítica. Onde termina o combate ao narcotráfico e onde começa o colonialismo extrativista 2.0? A Venezuela, sob as botas de Washington, torna-se o laboratório de uma nova era de pilhagem, onde o Nobel serve de verniz para esconder o cheiro de óleo cru que emana das mãos dos ocupantes.

A anatomia da intervenção: O que está realmente no prato?

Vetor da InvasãoNarrativa de WashingtonRealidade da OcupaçãoDestino dos Ativos
Justificativa“Combate ao narcotráfico”Controle geopolítico do Caribe.Extradição ilegal de mandatários.
Liderança“Restauração democrática”Colocação de governo satélite.Entrega da PDVSA ao capital privado.
Recursos“Ajuda humanitária”Extração intensiva de petróleo.Redirecionamento de lucros para os EUA.

Os dados acima são o inventário de uma tragédia anunciada. O “almoço” na Casa Branca é apenas a sobremesa de um banquete onde o prato principal foi a dignidade nacional venezuelana. A análise fria dos fatos revela que a prisão de Maduro não foi um ato de justiça, mas uma operação de logística para garantir que as reservas de combustível do mundo permaneçam sob o comando do dólar. Ao aceitar o papel de protagonista nesta encenação, María Corina arrisca entrar para a história não como a libertadora, mas como a fiadora de uma das maiores pilhagens financeiras e energéticas da história contemporânea. Quem pagará a conta dessa conta exorbitante, senão o povo venezuelano, que vê seu futuro sendo decidido entre garfadas de luxo em Washington?

JR Vital

JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.

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