O déspota e criminoso sexual Donald Trump nunca foi conhecido pela sutileza, mas sua nova ofensiva contra o “perigo externo” atingiu um nível de agressividade que rompe com qualquer protocolo diplomático mínimo.
Desta vez, o Departamento de Estado decidiu traduzir o ódio: em uma postagem direta em português, o governo americano avisou que o presidente “vai te jogar na cadeia e te mandar de volta” caso você ouse “roubar os americanos”.
A retórica, que trata a imigração não como um fenômeno social ou econômico, mas como um crime de rapina, é o ápice da criminalização da pobreza. Ao usar o idioma de Camões para ameaçar brasileiros, Trump deixa claro que o Brasil — outrora um aliado estratégico — foi rebaixado à categoria de “ameaça ao Tesouro”, com o processamento de vistos congelado indefinidamente para 75 nações, incluindo a nossa.
Os números da “limpeza” são apresentados com o orgulho sádico de quem bate metas de vendas. Entre janeiro e dezembro de 2025, a administração Trump celebrou a marca de 605 mil deportações forçadas, enquanto 1,9 milhão de pessoas se “autodeportaram” sob o peso do medo e de incentivos financeiros que parecem resgates de guerra.
O uso das redes sociais pelo governo dos EUA agora não serve para informar, mas para espalhar o pânico. A mensagem é inequívoca: os Estados Unidos de 2026 não são mais a “terra da liberdade”, mas um condomínio fechado e armado, onde o porteiro tem ordens para atirar — ou prender — antes de perguntar o nome.
Ameaçar imigrantes em sua língua nativa é o ápice da eficiência autoritária ou apenas desespero populista?
Será que os estrategistas da Casa Branca acreditam que uma postagem no X (antigo Twitter) vai apagar séculos de fluxos migratórios movidos pela necessidade que o próprio imperialismo ajudou a criar?
Ao acusar imigrantes de “roubar os americanos” para usufruir de programas assistenciais, Trump ignora deliberadamente que a economia dos EUA colapsaria sem a mão de obra barata que ele agora promete encarcerar.
Enquanto o presidente se vangloria de “limpar o país”, o que ele realmente está limpando é a imagem dos Estados Unidos como uma democracia funcional, substituindo-a por uma vitrine de xenofobia explícita que não se dava ao trabalho nem de traduzir suas ameaças — até agora.
A Indústria da Deportação: O Balanço do Terror (2025)
| Indicador de Repressão | Dados Oficiais (DHS) | O Impacto Real | A Crítica do Diário |
| Deportações Diretas | 605.000 pessoas | Famílias destruídas e voos fretados lotados. | O recorde da vergonha em nome do “Law and Order”. |
| Autodeportações | 1,9 milhão de pessoas | Fuga em massa por medo de repressão e milícias. | A “escolha” feita sob a mira de um fuzil. |
| Vistos Suspensos | 75 países (incl. Brasil) | Isolamento diplomático e fim do intercâmbio. | Trump ergue um muro de burocracia e preconceito. |
| Custo das Ações | Bilhões de dólares em detenção. | Enriquecimento de prisões privadas parceiras. | O lucro sobre o sofrimento de quem busca trabalho. |
A análise técnica do Diário Carioca não se engana com o tom “protetivo” da mensagem: Trump está alimentando a xenofobia doméstica para desviar o foco de uma economia que começa a sentir o peso do isolacionismo. Ao prometer a cadeia para quem imigra, o governo americano oficializa a xenofobia como política de Estado. O português, língua de um povo que construiu Massachusetts e a Flórida com suor e honestidade, agora é usado como ferramenta de tortura psicológica. O sonho americano morreu e, no seu lugar, Trump instalou um sistema de monitoramento de redes sociais e cercas eletrificadas que falam a nossa língua apenas para dizer “fora”.





