Sem Anistia

Hugo Motta rejeita anistia a golpistas que planejaram assassinatos: ‘Não há clima’

Presidente da Câmara diz que não há clima para perdoar envolvidos em plano que mirava Lula, Alckmin e Moraes
Hugo Motta - Foto Lula Marques/ Agência Brasil
Hugo Motta - Foto Lula Marques/ Agência Brasil
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), descartou nesta quinta-feira qualquer possibilidade de anistia para golpistas que, segundo investigações, participaram do plano “Punhal Verde e Amarelo”, que teria contado com aval do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para assassinar o presidente Lula (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes (STF).

Pressão bolsonarista perde força no Congresso

Na semana passada, aliados de Bolsonaro ocuparam os plenários da Câmara e do Senado para pressionar pela aprovação de um pacote que incluía anistia ampla aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. O movimento foi interrompido após negociações internas, mas lideranças bolsonaristas mantêm o tema como prioridade.

Segundo Motta, uma proposta discutida no semestre passado, que previa perdão restrito, não encontra respaldo entre a maioria dos deputados. “Não vejo ambiente para anistiar quem planejou matar pessoas. Esse clima não existe dentro da Casa”, afirmou em entrevista à GloboNews.

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Alternativa com apoio moderado

O presidente da Câmara admitiu que há preocupação entre parlamentares sobre penas consideradas excessivas para alguns réus. Para ele, um projeto alternativo, sem anistia ampla, poderia ganhar adesão de partidos de centro e até de setores da oposição. “É esse que eu acho que é o sentimento da Casa”, disse.

Motta informou que pretende retomar conversas com o presidente Lula e integrantes do STF para avaliar uma proposta que não desrespeite a gravidade dos fatos.

“8 de janeiro foi muito grave”

O parlamentar ressaltou que qualquer negociação precisa ocorrer de forma transparente e com registro histórico do ataque às instituições. “O que aconteceu no 8 de janeiro foi muito grave e isso precisa ficar registrado para que — assim como vimos na última semana, no plenário — esses episódios não se repitam”, concluiu.

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