Não Passará

PEC da Blindagem sofre revés no Senado: Alessandro Vieira confirma rejeição

Relator da proposta na CCJ afirma que PEC é “inconstitucional” e “protege bandidos”; mobilização popular pressiona Congresso a enterrar manobra do Centrão
Senador Alessandro Vieira - Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
Senador Alessandro Vieira - Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

A pressão das ruas começa a surtir efeito no Senado. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da PEC da Blindagem na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), confirmou nesta segunda-feira (22) que seu relatório será pela rejeição da proposta aprovada na Câmara. As informações são de Andrea Sadi.

Segundo Vieira, o texto é “inoportuno, equivocado e inconstitucional”, ao criar uma “casta privilegiada” de parlamentares acima da lei.


Senado promete enterrar PEC já na CCJ

O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), também reforçou que pretende pautar a votação já nesta quarta-feira (24), para “sepultar de vez” a manobra do Centrão.

Vieira afirmou que a tendência é a PEC não avançar nem mesmo ao plenário:


Ruptura entre Câmara e Senado

O clima no Senado contrasta com a repercussão negativa enfrentada por deputados que votaram a favor da PEC, e agora tentam se justificar nas redes sociais. Parlamentares como Silvye Alves (União-GO), Merlong Solano (PT-PI) e Pedro Campos (PSB-PE) já alegaram arrependimento.

Vieira ironizou:


Mobilização popular e recuo estratégico

No último fim de semana, milhares de pessoas ocuparam as ruas de várias capitais contra a PEC da Blindagem e o projeto de anistia aos envolvidos no golpe de 8 de janeiro. Os atos deixaram a Câmara dos Deputados ainda mais exposta, mostrando que a manobra do Centrão e do bolsonarismo virou um tiro no pé.

Segundo analistas, o desgaste inviabilizou qualquer chance de aprovação da PEC no Senado — ao menos neste momento.



O que está em jogo

  • Centrão: busca blindar parlamentares investigados por corrupção e uso de emendas secretas;
  • Bolsonaristas: pressionam pela anistia de Jair Bolsonaro e aliados condenados por tentativa de golpe;
  • Sociedade civil: rejeita manobras que tentam desmoralizar o Judiciário e enfraquecer a democracia.

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