
A tempestade provocada pela liberação de três milhões de páginas pelo Departamento de Justiça dos EUA em fevereiro de 2026 está longe de se restringir aos bilionários do Vale do Silício.
O novo “quem é quem” do caso Jeffrey Epstein expõe uma rede de contatos que infiltrou o coração do esporte profissional e das instituições humanitárias.
Perspectivas Editoriais
Entre os nomes mais chocantes está o de Steve Tisch, coproprietário do time de futebol americano New York Giants.
Arquivos mostram Tisch consultando Epstein sobre “mulheres exóticas”, o que disparou uma investigação oficial da NFL sobre a conduta do magnata.
O caso sugere que Epstein não era apenas um investidor, mas o guardião de um sistema de trocas de favores sexuais para os donos do poder.
A diplomacia internacional também vive sua maior crise de credibilidade em décadas. Miroslav Lajčák, ex-presidente da Assembleia Geral da ONU e enviado especial da União Europeia, renunciou após a divulgação de jantares privados na mansão de Epstein.
Os documentos indicam que Epstein usava sua hospitalidade para atrair líderes como o ex-primeiro-ministro norueguês Thorbjørn Jagland, então chefe do comitê do Prêmio Nobel da Paz.
O prestígio desses cargos servia como uma lavanderia de reputação para o criminoso, que continuou a circular entre a alta cúpula política mesmo após sua condenação como agressor sexual em 2008.
Até mesmo figuras tidas como “referências de estilo e moral” aparecem em contextos embaraçosos.
Da apresentadora Katie Couric, que enviou e-mails agradecendo por jantares “ecléticos”, à guru do lifestyle Martha Stewart, que buscava o contato pessoal de Epstein, o dossiê de 2026 pinta um quadro de normalização assustadora.
Enquanto Richard Branson tenta minimizar sua proximidade falando em “contatos breves”, os registros de voos e mensagens sugerem uma convivência que desafia as notas oficiais.
Com milhões de páginas ainda em análise, o Dossiê Epstein de 2026 deixa de ser uma curiosidade sobre o passado para se tornar uma prestação de contas brutal para todos os que escolheram ignorar o horror em troca de acesso ao topo.
Takeaways:
- Steve Tisch (NFL) é investigado após e-mails sobre “presentes” femininos virem à tona.
- Miroslav Lajčák (ONU) renunciou ao cargo devido aos laços expostos no dossiê.
- Thorbjørn Jagland, ligado ao Nobel da Paz, hospedou-se na casa de Epstein em NY.
- O dossiê cita nomes como Martha Stewart e Katie Couric em círculos sociais do predador.
Fatos-chave:
- 3 milhões de documentos, 2 mil vídeos e 180 mil fotos liberados em fevereiro de 2026.
- Howard Lutnick (ex-Secretário de Comércio) forneceu coordenadas para a ilha de Epstein.
- A NFL confirmou que auditará as comunicações de Steve Tisch com o financista.
- Bill Gates nega as alegações de chantagem descritas nos rascunhos de e-mail de Epstein.





