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Sem dó

O massacre do aço: Volta Redonda atropela um Flamengo à deriva e assume a ponta no Rio

Por JR Vital Analista Geopolítico

O futebol, em sua infinita capacidade de punir a soberba e a desorganização, ofereceu na noite deste sábado um espetáculo de competição contra a inércia. No Raulino de Oliveira, o Volta Redonda não apenas venceu; o “Esquadrão de Aço” desmantelou o que restava da pose aristocrática do Flamengo. Com uma vitória por 3 a 0, construída com inteligência e aproveitando a precocidade de uma expulsão que escancarou o despreparo mental rubro-negro, o Voltaço assumiu a liderança isolada da Taça Guanabara. Enquanto o time da Cidade do Aço ostenta 100% de aproveitamento, o Flamengo de 2026 parece um transatlântico sem leme, estacionado com um mísero ponto em três jogos e vendo o abismo da tabela de perto.

A tragédia carioca do Flamengo começou a ser escrita logo aos 10 minutos, quando Carbone, em um lance de imprudência juvenil, foi expulso e deixou seus companheiros à mercê do calor de Volta Redonda e da organização do time da casa. O Voltaço, que não pratica a caridade esportiva, leu o jogo com precisão cirúrgica. MV abriu o caminho, Dener ampliou o domínio e Rafael selou a goleada, transformando o Raulino em um caldeirão de euforia amarela e preta. Para o Flamengo, o placar não é apenas um revés estatístico; é o sintoma de um planejamento que, até agora, só produziu desculpas e um futebol de baixíssima voltagem.

O clássico da sobrevivência e a liderança de aço

O contraste entre as duas gestões é gritante. O Volta Redonda, com um orçamento que não paga sequer o café da manhã das estrelas da Gávea, lidera o Grupo A com a autoridade de quem sabe o que faz com a bola nos pés. Já o Flamengo, que se vangloria de seu poderio financeiro, amarga a quinta posição do Grupo B, transformando o próximo “Clássico dos Milhões” contra o Vasco em uma desesperada luta pela sobrevivência. Se o “Esquadrão de Aço” vai ao Nilton Santos enfrentar o Botafogo com a moral nas nuvens, o Rubro-Negro entra no Maracanã com o peso de uma crise que ameaça derreter sua temporada antes mesmo do Carnaval.

A anatomia da derrocada rubro-negra

  • Indisciplina Fatal: A expulsão de Carbone aos 10 minutos inviabilizou qualquer estratégia tática viável.
  • Eficiência Operária: O Volta Redonda finalizou com precisão, expondo a lentidão da recomposição defensiva do Fla.
  • Crise de Identidade: O Flamengo não consegue ditar o ritmo nem contra adversários de menor investimento, perdendo a “aura” de dominante.
  • Tabela Impiedosa: Com apenas 1 ponto em 9 disputados, o risco de ficar fora das semifinais deixa de ser um temor e vira uma possibilidade real.

A vitória do Voltaço é o triunfo do trabalho sobre o nome impresso na camisa. Em um campeonato tantas vezes acusado de ser um “jogo de cartas marcadas”, o resultado de ontem serve para lembrar que o dinheiro compra títulos, mas não compra a alma de um time em campo. O Flamengo, mergulhado em uma arrogância que não se traduz em gols, agora precisa olhar para o espelho e decidir se quer ser um protagonista ou apenas um figurante de luxo em um Cariocão que já coroou seu novo rei provisório.

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Abaixo, a situação dramática que coloca o “Mais Querido” em rota de colisão com o próprio fracasso.

EquipePontosAproveitamentoPróximo DesafioCenário
Volta Redonda6100%Botafogo (N. Santos)Líder isolado e sensação do torneio.
Flamengo111%Vasco (Maracanã)Crise instalada e risco de lanterna.
Fluminense350%Nova Iguaçu (Laranjeiras)Tentando se recuperar do tropeço.

O futebol carioca de 2026 começa a desenhar uma hierarquia inesperada. Enquanto o luxo da capital tropeça nas próprias pernas, o aço do interior mostra que está temperado para grandes conquistas.

O Flamengo terá no Clássico dos Milhões a sua última chance de evitar que o mês de janeiro se torne um velório antecipado de suas ambições. Já o Voltaço, líder por mérito e audácia, prova que o interior do Rio é muito mais do que um destino de veraneio: é onde se joga o futebol mais sério do estado no momento.

JR Vital

JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.

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