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EUA rompem com a ONU e Guterres adverte: contribuição financeira não é opcional

Por JR Vital Analista Geopolítico

OS FATOS

  • O presidente Donald Trump assinou ordem executiva retirando os EUA de dezenas de entidades da ONU, incluindo ONU Mulheres, Ecosoc e Unctad.
  • O porta-voz Stéphane Dujarric reiterou que o pagamento das contribuições ao orçamento regular e às forças de paz é uma obrigação legal de todos os membros.
  • Inadimplentes desde 2025, os Estados Unidos agora enfrentam a possibilidade real de perder o direito de voto na Assembleia Geral, conforme o Artigo 19 da Carta da ONU.

A diplomacia mundial assiste ao desmonte planejado de suas vigas mestras. Ao retirar os Estados Unidos de órgãos fundamentais como o Conselho Econômico e Social, a administração Trump não apenas isola Washington, mas tenta asfixiar financeiramente a única mesa de diálogo global que resta. É o isolacionismo do século XXI, tingido por um desprezo visceral pelo multilateralismo. Como na queda da Liga das Nações, o vácuo deixado por uma superpotência que se recusa a pagar suas dívidas éticas e financeiras convida o caos a ocupar o palco das relações internacionais.

“A saída dos EUA de agências de direitos humanos e desenvolvimento não é uma estratégia política; é a abdicação da liderança em troca de um egoísmo nacionalista cego.”

Qual o impacto real da saída americana para o funcionamento das agências da ONU?

Embora o anúncio na página da Casa Branca seja barulhento, a ONU sobrevive através de seus mandatos coletivos. António Guterres foi enfático: a organização continuará cumprindo seu papel com “determinação”, atendendo quem depende dela. Contudo, o impacto financeiro é inegável. A retirada de Marco Rubio de órgãos como o Fundo de População e a Aliança das Civilizações visa minar a capacidade operacional de projetos que combatem a desigualdade e promovem a paz. O Diário Carioca entende que essa “fuga” é o reconhecimento de que os EUA não conseguem mais dobrar o mundo aos seus interesses apenas com a retórica diplomática.

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Os Estados Unidos podem mesmo perder o direito de voto na Assembleia Geral?

O risco é real e está grafado no Artigo 19 da Carta da ONU. Se o montante das dívidas de um país for igual ou superior ao valor das contribuições devidas pelos dois anos anteriores, o voto é suspenso. Com o calote de 2025 já consolidado, Washington caminha para a irrelevância jurídica no plenário mundial. É o ápice da ironia: o país que sediou a fundação das Nações Unidas agora flerta com o banimento silencioso de seus corredores por falta de pagamento. A “polícia do mundo” parece ter ficado sem crédito para manter sua própria placa de xerife.


Expediente: 8 de janeiro de 2026, 17:50 | Edição: JR Vital (MTB 0037673/RJ). Siga o Diário Carioca: Instagram | X (Twitter) | Facebook

JR Vital

JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.

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