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Delírio e Vassalagem

A Diplomacia da Humilhação: Carlos Bolsonaro clama por intervenção de Trump para soltar seu pai, defensor da tortura

No crepúsculo da relevância política, o vereador carioca busca no Salão Oval a chave para a cela em Brasília, traçando paralelos espúrios entre a justiça brasileira e as autocracias da América Central para resgatar o ex-presidente condenado por golpismo.

OS FATOS:

  • Carlos Bolsonaro solicitou publicamente que Donald Trump pressione o Estado brasileiro pela soltura de Jair Bolsonaro, preso desde novembro de 2025.
  • O vereador comparou o Brasil a regimes como os de Nicarágua e Venezuela, argumentando que a libertação de opositores nesses países deveria servir de modelo para o caso do pai.
  • Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos na sede da Polícia Federal em Brasília — curiosamente, um edifício modernizado e inaugurado por ele mesmo durante seu mandato.

O Simulacro da Perseguição e a Ironia do Cárcere

A tentativa de Carlos Bolsonaro de transmutar uma condenação por tentativa de golpe de Estado em “perseguição política” é o estágio final da negação retórica que caracterizou o clã. Ao evocar a Nicarágua de Daniel Ortega e a Venezuela de Nicolás Maduro, o “Zero Dois” não apenas ignora as abissais diferenças institucionais entre o Brasil e as referidas nações, mas admite, implicitamente, que a soberania nacional é uma moeda de troca diante de seus interesses familiares. O pedido de socorro a Washington é a rendição definitiva de um nacionalismo que sempre foi, em essência, de fachada.

A geografia do encarceramento de Jair Bolsonaro carrega uma carga de ironia que nenhum romancista ousaria conceber: o ex-mandatário é hóspede forçado de uma estrutura que ele próprio equipou, sob uma placa que ostenta seu nome. É o monumento à sua própria queda. A tentativa de Carlos de ressuscitar as teorias conspiratórias sobre as eleições de 2022, no momento em que Donald Trump celebra acordos pragmáticos com Caracas, revela um descompasso agônico com o novo realismo geopolítico.

O Tabuleiro das Libertações e o Delírio de Carluxo

PaísNatureza da LibertaçãoContexto PolíticoParalelo de Carlos Bolsonaro
NicaráguaPresos de consciência e religiososPressão externa e 19 anos de regimeAlegação de “presos políticos” no Brasil
VenezuelaAtivistas e jornalistasAcordos energéticos e diplomáticosExigência de tratamento recíproco para o pai
BrasilCondenados por atos golpistasProcesso legal no STF e ampla defesaVitimização e clamor por intervenção

A Soberania Brasileira sob o Crivo do Truth Social

Ao replicar as mensagens de Trump sobre a paz na Venezuela, Carlos Bolsonaro tenta pegar “carona” em um pragmatismo que ele nunca compreendeu. Enquanto Trump negocia estabilidade regional para garantir interesses americanos, Carlos oferece a dignidade das instituições brasileiras no altar da rede social do presidente norte-americano. O Brasil, no entanto, opera sob a égide de um Judiciário que, ao condenar Bolsonaro e Anderson Torres, sinalizou que o tempo da impunidade pretoriana encontrou seu fim na Constituição de 1988.

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A comparação com a Nicarágua, onde o governo Murillo-Ortega liberta dissidentes como um gesto calculado de sobrevivência, soa como um insulto à inteligência nacional. No Brasil, a liberdade de Bolsonaro não depende de um “gesto de compromisso com a paz” de um ditador, mas do cumprimento rigoroso de uma pena imposta por crimes contra o Estado Democrático de Direito — crimes que nenhuma pressão externa, por mais barulhenta que venha da Flórida, tem o poder jurídico de apagar.

Existe a possibilidade real de Donald Trump interferir legalmente na execução da pena de Jair Bolsonaro no Brasil?

Juridicamente, não. A soberania do Supremo Tribunal Federal é absoluta em território nacional para crimes cometidos contra a democracia brasileira. Qualquer tentativa de pressão diplomática direta seria interpretada como uma ingerência externa agressiva, ferindo tratados internacionais e a autodeterminação dos povos. Embora Trump possa utilizar retórica política para inflamar sua base, a institucionalidade das relações entre Brasil e EUA, especialmente no governo Lula, tende a priorizar acordos comerciais e ambientais sobre o destino penal de um ex-líder que já não possui capital de troca no cenário global.

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