O bolsonarismo sempre vendeu unidade como virtude moral. Bastou o vácuo de Eduardo Bolsonaro para que a fábula ruísse. A disputa pelo Senado em São Paulo virou um espetáculo de autofagia política, com a família Bolsonaro travando uma guerra silenciosa — e nada edificante — pelo controle do espólio eleitoral.
Eduardo, cassado por faltas e refugiado nos Estados Unidos, segue operando como se estivesse acima da lei e do calendário político. Réu no STF por tentar constranger o Judiciário via sanções internacionais, o “Bananinha” insiste em governar à distância, indicando Gil Diniz como seu preposto. É a política por controle remoto, versão miliciana.
O que você precisa saber agora
- Fato central O PL vive um racha interno em SP após a saída de cena de Eduardo Bolsonaro.
- Evidência Michelle, aliados de Eduardo e o entorno de Tarcísio disputam o controle do palanque.
- Impacto O caos ameaça o projeto presidencial de Flávio Bolsonaro.
| Ator | Movimento | Impacto |
|---|---|---|
| Eduardo Bolsonaro | Indicação remota de aliado | Fragmentação e insegurança jurídica |
| Michelle Bolsonaro | Expansão do PL Mulher | Disputa direta pelo palanque |
| Tarcísio | Omissão calculada | Vácuo de liderança |
Jair Bolsonaro, fiel à sua especialidade, não decide. Mantém todos em suspense enquanto o partido sangra. Marco Feliciano grita, Valdemar pede prazo até o Carnaval e Ricardo Salles reaparece como fantasma inconveniente. O resultado é um bolsonarismo sem comando, sem coesão e sem projeto.





