O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deu início à sua pré-campanha à Presidência da República com uma viagem internacional que começa na próxima segunda-feira (19). O primeiro destino será Israel, onde participará de um evento voltado ao combate ao antissemitismo, em Jerusalém, programado para os dias 26 e 27 de janeiro.
A agenda internacional antecede o início das viagens pelo território brasileiro e inclui ainda passagens pelo Bahrein e pelos Emirados Árabes Unidos. O retorno ao país está previsto para depois da abertura do ano legislativo, em fevereiro, conforme autorização concedida pelo Senado para a ausência do parlamentar em missão oficial.
Em resumo
- Flávio Bolsonaro inicia pré-campanha fora do Brasil
- Primeiro destino é Israel, em evento com Netanyahu
- Agenda inclui países do Oriente Médio
Articulação internacional
Flávio Bolsonaro foi convidado para palestrar na conferência ao lado do irmão Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ex-deputado federal que teve o mandato cassado no ano passado. O evento contará com a presença do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e reunirá lideranças políticas internacionais alinhadas à pauta da direita.
Israel
Evento internacional sobre antissemitismo em Jerusalém.
Bahrein
Ampliação de contatos diplomáticos com governos conservadores.
Emirados Árabes Unidos
Agenda política antes do retorno ao Brasil.
Aliados do senador afirmam que a viagem tem como objetivo ampliar contatos com dirigentes conservadores no exterior. A articulação internacional tem sido conduzida principalmente por Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos desde março e mantém interlocução com integrantes do entorno do ex-presidente norte-americano Donald Trump.
Após os compromissos em Israel, o senador seguirá para o Bahrein e, posteriormente, para os Emirados Árabes Unidos. Assessores não descartam a inclusão de países europeus no roteiro, seja nesta viagem ou em compromissos futuros ligados à pré-campanha.
INTERNACIONALIZAÇÃO POLÍTICA
“Quando o apoio interno é frágil, busca-se legitimidade fora.”
— Ciência política contemporâneaA decisão de iniciar uma pré-campanha presidencial por meio de agendas internacionais não é inédita na história política. Líderes que enfrentam limites de aceitação doméstica frequentemente recorrem ao reconhecimento externo como instrumento simbólico de autoridade. Ao construir alianças ideológicas fora do país, busca-se importar prestígio político e projetar força interna, ainda que desconectada das demandas concretas do eleitorado.
🌍 Antecedentes e próximos passos
No ano passado, Flávio Bolsonaro esteve em El Salvador, país governado por Nayib Bukele, frequentemente citado como referência por integrantes do bolsonarismo. Entre os próximos destinos considerados por sua equipe estão a Argentina, sob o governo de Javier Milei, e o Chile, onde o candidato de direita José Antonio Kast venceu as eleições.
A autorização do Senado prevê a ausência do parlamentar entre 26 de janeiro e 6 de fevereiro para o cumprimento da missão oficial no Oriente Médio. Mesmo com esse período fora do país, a previsão é de que Flávio Bolsonaro retorne ao Brasil em 15 de fevereiro.
Integrantes de sua equipe afirmam que, após a agenda internacional, o senador deverá intensificar viagens pelo país. Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do Brasil, é citado como um dos estados prioritários nesse planejamento inicial.
Roteiro internacional da pré-campanha
Perguntas e respostas
Por que Flávio Bolsonaro iniciou a pré-campanha no exterior?
Segundo aliados, a estratégia visa ampliar articulações com lideranças conservadoras internacionais.
A viagem tem caráter oficial?
Sim. O Senado autorizou a ausência do parlamentar como missão oficial.
Quais países fazem parte do roteiro?
Israel, Bahrein e Emirados Árabes Unidos, com possibilidade de expansão futura.




