Rio de Paz homenageia crianças vítimas de balas perdidas

28 de dezembro de 2024
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Ato na Lagoa contra a morte de crianças por balas perdidas — Foto: Reprodução/TV Globo
Ato na Lagoa contra a morte de crianças por balas perdidas — Foto: Reprodução/TV Globo
Por JR Vital JR Vital — Analista Geopolítico
JR Vital
JR Vital Analista Geopolítico
● Fato Verificado

Jornalista do Diário Carioca.

Rio de JaneiroA ONG Rio de Paz realizou neste sábado (28) um ato em memória de 49 crianças mortas por balas perdidas no estado desde 2020.

A manifestação aconteceu na Curva do Calombo, na Lagoa, local onde a ONG mantém um memorial dedicado às vítimas.

O evento incluiu fotos das crianças, como a de Diego Vieira Fontes, de 4 anos, morto com seus pais no dia 23 de dezembro em Paty do Alferes.

Além de homenagear as vítimas, o ato busca conscientizar sobre a violência e cobrar medidas de prevenção.

“Não há apreensão de drogas, armamento ou prisão de criminosos que compensem a perda de crianças em operações policiais”, declarou Antonio Carlos Costa, fundador da ONG.

Homenagem inclui novas fotos no memorial

No protesto, placas com os nomes das vítimas deram lugar às fotos utilizadas em um ato anterior, realizado em Copacabana no dia 18 de dezembro. A imagem de Ester de Assis de Oliveira, de 9 anos, foi uma das mais impactantes. Ester voltava da escola em Madureira, na Zona Norte do Rio, quando foi atingida por um tiro no dia 5 de abril de 2023.

Sua mãe, Thamiris de Assis, emocionou os presentes com seu relato: “Eu vivo aquele dia todo dia. Para mim, parece que foi ontem que ela foi para a escola e não voltou mais.”

Outras famílias transformam dor em luta

Leandro Monteiro de Matos, pai de Vanessa Vitória Santos, morta em 2017 no Lins, também esteve presente. Ele relembrou como perdeu a filha dentro de casa, após ela retornar da escola. “Minha filha foi assassinada. Não existe bala perdida”, afirmou.

Desde 2015, o memorial da Lagoa homenageia crianças vítimas da violência. O local foi originalmente criado para lembrar o médico Jaime Gold, morto em um latrocínio.

Impactos sociais e protesto contínuo

O ato reforça a necessidade de ações concretas para proteger crianças. Segundo a ONG, as mortes representam o custo mais alto da violência urbana. A família de Ester e outras vítimas se uniram à causa como forma de exigir justiça.

Entenda o caso das crianças vítimas de balas perdidas

  • Desde 2020: 49 crianças morreram vítimas de balas perdidas no estado do Rio de Janeiro.
  • Último caso: Diego Vieira Fontes, de 4 anos, morreu com os pais em Paty do Alferes, no dia 23 de dezembro.
  • Impacto: Memorial na Lagoa busca conscientizar e lembrar as vítimas.
  • Posição da ONG: Nenhuma ação policial justifica a perda de vidas infantis, segundo Antonio Carlos Costa.
  • Famílias lutam por justiça: Relatos de parentes destacam a dor e a busca por mudanças.
JR Vital

JR Vital

JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.

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