quarta-feira, janeiro 21, 2026
22 C
Rio de Janeiro
InícioRio de JaneiroCláudio Castro empareda o Rioprevidência em rombo de R$ 1,2 bilhão com o falido Banco Master
Bolsonarismo

Cláudio Castro empareda o Rioprevidência em rombo de R$ 1,2 bilhão com o falido Banco Master

Por JR Vital Analista Geopolítico

Enquanto Claudio Castro tenta equilibrar as contas de um estado em regime de recuperação fiscal, a previdência dos servidores estaduais acaba de sofrer um nocaute técnico que pode custar R$ 1,2 bilhão aos cofres públicos.

O impasse com o Banco Master — a instituição “queridinha” de certos setores políticos que ruiu sob investigação da Polícia Federal — atingiu o ponto crítico nesta quarta-feira (14). O liquidante Eduardo Felix Bianchini, interventor do Banco Central, deu um sonoro “não” à tentativa desesperada do Rioprevidência de trocar títulos sem valor por precatórios. A negativa expõe a fragilidade de uma operação que, desde o início, cheirava a fumaça.

A gestão de Castro permitiu que o Rioprevidência investisse R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Master entre 2023 e 2024 — ativos que não possuem a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Ou seja, o governo do Rio jogou o dinheiro da aposentadoria dos servidores em uma aposta de alto risco, sem rede de segurança, em uma instituição cujo dono, Daniel Vorcaro, agora é alvo da PF por fraudes bilionárias. Agora, com o banco em liquidação, o Estado tenta um “fura-fila” jurídico para não ficar no prejuízo, mas o liquidante foi claro: beneficiar o Rio em detrimento de outros credores é ilegal.

O “rebaixamento internacional” que a direita tanto propaga nos EUA (como no caso dos vistos) já acontece domesticamente na gestão financeira do Rio.

- Advertisement -

O Tesouro Estadual, que já sangra, será o garantidor final desse rombo. Se o Master não pagar — e as chances de um haircut (calote parcial) são imensas —, o cidadão fluminense pagará a conta para que o calendário de pagamentos não atrase. É a socialização do prejuízo após a privatização dos ganhos de um banco que operava nas sombras do poder.

A Anatomia do Rombo Previdenciário

A exposição do Rioprevidência ao Grupo Master é um estudo de caso sobre como não gerir dinheiro público:

Ativo de RiscoValor EstimadoSituação Atual
Letras FinanceirasR$ 970 milhõesSem garantia do FGC; liquidação suspensa.
Fundos de CorretorasR$ 1,5 bilhãoSob investigação da PF e do TCE-RJ.
Precatórios (Proposta)R$ 1,2 bilhãoRejeitada pelo administrador do BC.
Resgate ‘Revolution’R$ 250 milhõesSolicitado emergencialmente em janeiro/26.

A “Incompetência Planejada”

Por que o Rioprevidência continuou injetando dinheiro no Master mesmo quando o mercado já sinalizava dificuldades? A resposta parece estar nos corredores da Alerj e nos palácios, onde as conexões políticas de Vorcaro sempre foram mais fortes que os relatórios de compliance. Claudio Castro, que agora vê seu aliado e doador de campanha (via familiares e sócios) sob a mira da Justiça, terá que explicar ao servidor público por que o futuro de suas pensões foi atrelado a uma instituição que a PF classifica como um ninho de fraudes financeiras.

A tentativa de Deivis Marcon Antunes, presidente do Rioprevidência, de “dar um jeitinho” via precatórios foi barrada pela realidade técnica da liquidação bancária. No Rio de Janeiro de Castro, a previdência não é tratada como um direito sagrado do trabalhador, mas como um fundo de investimento para sustentar bancos amigos. Se o rombo se confirmar, a fatura chegará via impostos ou corte de serviços básicos. A conta da má gestão é sempre do povo, enquanto os banqueiros tentam fugir para Dubai.

JR Vital

JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.

Parimatch_Cassino_onlineParimatch_Cassino_onlineParimatch_Cassino_onlineParimatch_Cassino_online

Mais Notícias

Em Alta:

Mais Lidas