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Bolsonaristas Burros

Lei Rouanet silencia ignorância e devolve R$ 7,59 para cada R$ 1 investido

Por JR Vital Analista Geopolítico

A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou, nesta terça-feira (13), um estudo que funciona como um nocaute técnico na retórica bolsonarista de demonização da cultura. Segundo o levantamento, a cada R$ 1 investido via Lei Rouanet, o Brasil recebe um retorno de R$ 7,59 na economia real. O dado, encomendado pelo Ministério da Cultura, revela que o mecanismo de incentivo fiscal não é um gasto, mas um investimento de altíssima performance que irriga setores que vão muito além dos palcos, atingindo fornecedores de serviços, logística, tecnologia e materiais diversos.

Entre 2022 e 2024, sob a gestão da ministra Margareth Menezes, o programa experimentou um salto de produtividade, saindo de 2.600 para 14 mil projetos anuais. A pesquisa detalha que só em 2024 a lei foi responsável pela abertura de 230 mil vagas de trabalho, provando que a “indústria da alegria” é, na verdade, uma engrenagem de sustento para milhares de famílias. Com 86,7% das iniciativas propostas por empresas, o estudo desmascara a tese de que a lei serve apenas a artistas consagrados; pelo contrário, 96,9% dos pagamentos realizados foram inferiores a R$ 25 mil, alimentando uma vasta rede de micro e pequenos empreendedores em todo o território nacional.

Margaret Menezes ressaltou que o estudo da FGV traz a seriedade estatística necessária para proteger o setor de ataques ideológicos rasteiros. Ao movimentar R$ 25,7 bilhões em 2024, a Lei Rouanet gerou mais de 567 mil pagamentos a fornecedores, espalhando riqueza por 1.800 tipos diferentes de serviços. Embora o Sudeste ainda concentre a maior parte dos recursos, o crescimento exponencial em outras regiões sinaliza uma descentralização em curso, reforçando que o acesso à cultura é um direito constitucional que, de quebra, engorda o PIB brasileiro.

A economia do intangível (com números bem tangíveis)

Para os que enxergam a cultura apenas como “diversão”, a FGV entregou uma planilha de lucros. Enquanto a direita histriônica se preocupa em caçar fantasmas e censurar exposições, o Ministério da Cultura trabalha com o multiplicador de R$ 7,59. É um retorno que faria qualquer fundo de investimento da Faria Lima chorar de inveja. A Lei Rouanet é o combustível de uma indústria limpa, que gera emprego sem destruir o meio ambiente e que exporta a única coisa que o Brasil ainda tem de genuinamente competitivo: sua identidade.

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Raio-X da Eficiência Cultural (FGV 2024)

Indicador de ImpactoDado EstatísticoRelevância Econômica
Multiplicador EconômicoR$ 7,59 para cada R$ 1Alta eficiência de retorno.
Vagas Criadas (2024)230.000 postosCombate direto ao desemprego.
Custo por vagaR$ 12,3 milBaixo custo de geração de emprego.
Perfil dos Pagamentos96,9% até R$ 25 milFomento à microeconomia e serviços.
Diversidade de Setores1.800 tipos de fornecedoresImpacto sistêmico na cadeia produtiva.

O fim da “Mamata” imaginária

O estudo da FGV é o atestado de óbito da “Era do Grito”. Ao mostrar que 567 mil pagamentos foram feitos a prestadores de serviço, o relatório prova que a Rouanet paga o eletricista, o carpinteiro, o motorista e o segurança — profissionais que a elite bolsonarista jura defender, mas que tentou asfixiar ao paralisar o Ministério da Cultura. A cultura brasileira em 2026 não pede esmola; ela apresenta o balanço patrimonial e exige o respeito que sua rentabilidade impõe.


JR Vital

JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.

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