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Cecilia Payne e a revolução das estrelas: 100 anos de sua descoberta

Por JR Vital Analista Geopolítico

Londres – Há um século, Cecilia Payne mudou a história da astrofísica ao demonstrar que as estrelas são compostas principalmente por hidrogênio e hélio. Em 1925, aos 25 anos, sua tese de doutorado contrariou os paradigmas da época e estabeleceu bases para a astronomia moderna.

Desde pequena, Payne demonstrou grande interesse pela ciência. Durante seus estudos em Cambridge, assistiu a uma palestra do astrônomo Arthur Eddington sobre o eclipse de 1919, que comprovou a teoria da relatividade de Einstein. Inspirada, migrou para os Estados Unidos em 1923 para continuar suas pesquisas no Observatório do Harvard College.

A descoberta que desafiou a ciência

No observatório, Payne teve acesso a uma vasta coleção de espectros estelares, imagens fotográficas que registram a luz das estrelas. Na época, acreditava-se que elas tinham composição semelhante à da Terra, dominada por elementos como ferro e cálcio. No entanto, Payne percebeu que a temperatura das estrelas influenciava suas linhas espectrais, não apenas sua composição química.

A partir das teorias do físico indiano M. N. Saha, Payne demonstrou que a abundância de hidrogênio e hélio era muito maior do que se imaginava. Contudo, seu trabalho foi inicialmente rejeitado por Henry Norris Russell, influente astrônomo da época, que a fez adicionar um alerta na tese sobre a incerteza das conclusões.

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Reconhecimento tardio e pioneirismo

Tempos depois, Russell confirmou a descoberta de Payne e passou a difundi-la, consolidando a ideia de que o hidrogênio é o elemento mais abundante do universo. Apesar da importância de seu trabalho, Payne enfrentou barreiras por ser mulher. Durante décadas, Harvard a manteve como “assistente técnica”, impedindo que fosse reconhecida oficialmente como professora.

Somente em 1956, Payne tornou-se a primeira mulher a ser nomeada professora catedrática em Harvard. Anos depois, assumiu a liderança do Departamento de Astronomia e, em 1976, recebeu o Prêmio Henry Norris Russell por suas contribuições à astrofísica.

Entenda o impacto da descoberta de Payne

  • Nova compreensão do universo: Prova de que as estrelas são formadas majoritariamente por hidrogênio e hélio.
  • Quebra de paradigmas: Contrariou a ideia de que a composição estelar era similar à da Terra.
  • Pioneirismo feminino: Primeira mulher a ser professora catedrática em Harvard.
  • Influência duradoura: Suas descobertas moldaram a astrofísica moderna e influenciaram gerações de cientistas.

JR Vital

JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.

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