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Fluminense tropeça em Saquarema diante de um Boavista oportunista

Por JR Vital Analista Geopolítico

O Campeonato Carioca, com sua peculiar capacidade de expor as fragilidades dos gigantes em gramados alternativos, reservou ao Fluminense um sábado de cinzas antecipado no estádio Elcyr Resende. Sob o comando do auxiliar Max Cuberas — enquanto o elenco principal ainda calibra o fôlego para desafios maiores —, o Tricolor entregou uma atuação anêmica, marcada pela falta de inspiração e por um pragmatismo que beirou o tédio.

O Boavista, que não tem nada com o planejamento alheio, soube ser o operário do resultado: uma única bola alçada na área foi o suficiente para o zagueiro Gabriel Caran testar para as redes e garantir a primeira vitória do Verdão na competição.

O primeiro tempo foi um convite ao desinteresse. Duas equipes que pareciam mais preocupadas em não errar do que em criar, transformando os goleiros em meros espectadores privilegiados. A nota melancólica da etapa inicial não veio do placar, mas do departamento médico: Jhon Kennedy, a esperança de explosão ofensiva, deixou o campo lesionado nos minutos finais, ligando o alerta nas Laranjeiras. Sem o seu “Menino de Xerém”, o Fluminense perdeu o pouco de contundência que ainda ensaiava, voltando para o vestiário com a certeza de que o empate sem gols era o retrato fiel da mediocridade apresentada.

O castigo pelo alto e a trave da frustração

Na volta do intervalo, o Boavista demonstrou que a preleção no vestiário foi mais eficaz. No primeiro lance, a velha máxima do futebol puniu a desatenção tricolor: escanteio cobrado e Gabriel Caran, livre como se estivesse em um treino matinal, subiu para marcar. O gol foi o balde de água gelada em um Fluminense que já operava em baixa temperatura. A reação, tardia e desorganizada, limitou-se a chuveirinhos e uma cabeçada de Jemmes que carimbou o travessão aos 25 minutos — o único momento em que a torcida tricolor sentiu o cheiro do empate que nunca veio.

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A derrota deixa o Fluminense estacionado com três pontos no Grupo A, o mesmo saldo que o Boavista agora ostenta no Grupo B. Mais do que os números na tabela, o que preocupa é a incapacidade do elenco alternativo de ditar o ritmo contra adversários de menor investimento. O futebol carioca, tantas vezes criticado pelo seu nível técnico, não perdoa quem entra em campo com a soberba da “pouca inspiração”. Max Cuberas terá que explicar por que o time foi tão inofensivo diante de um Boavista que apenas cumpriu o manual básico da sobrevivência em casa.

A anatomia do tropeço tricolor

  • Apatia Ofensiva: Poucas chances criadas e uma dependência excessiva de lances individuais que não ocorreram.
  • O Fator Jhon Kennedy: A lesão do atacante desestruturou o pouco de profundidade que o time possuía.
  • Vulnerabilidade Aérea: O gol sofrido logo no início do segundo tempo expôs a falta de comunicação da zaga reserva.
  • Gestão de Elenco: O planejamento de poupar titulares cobra seu preço quando os substitutos não entregam intensidade.

O próximo compromisso do Fluminense será na quinta-feira, contra o Nova Iguaçu, e a pressão por uma resposta convincente já começa a rondar as Laranjeiras. Se o objetivo do estadual é dar rodagem e testar peças, o teste de hoje em Saquarema reprovou quase todos. O Boavista, por sua vez, celebra os três pontos e se prepara para receber a Portuguesa, provando que, no Rio de Janeiro, o favoritismo é uma moeda que não tem valor quando a bola começa a rolar no interior.

Foram citados nesta notícia: Fluminense, Boavista, Gabriel Caran, Max Cuberas, Jhon Kennedy, Jemmes, Nova Iguaçu, Portuguesa.

JR Vital

JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.

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