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Defesa do golpista Jair Bolsonaro tenta anular condenação, de novo, baseada no voto de Fux

Por Defesa do golpista Jair Bolsonaro tenta anular condenação, de novo, baseada no voto de Fux | Diário Carioca JR Vital Analista Geopolítico

A tentativa da defesa de Jair Bolsonaro de ressuscitar o voto solitário de Luiz Fux é o último suspiro de uma estratégia jurídica que confunde “bravata” com a preparação meticulosa de um golpe de Estado. Ao evocar a liberdade de expressão para blindar quem liderou uma trama contra as instituições, os advogados tentam reeditar o cinismo histórico das elites brasileiras, que sempre buscaram no tecnicismo jurídico o salvo-conduto para o autoritarismo.

O relator Alexandre de Moraes, ao decretar o trânsito em julgado, não apenas encerrou um processo criminal; ele impôs um limite civilizatório à impunidade que, por décadas, permitiu que aspirantes a ditadores flertassem com o abismo sem jamais cair nele. Como diria Millôr Fernandes, no Brasil o futuro é o que já passou, e Bolsonaro tenta desesperadamente voltar ao tempo em que o dolo contra a democracia era tratado como “opinião política”.

  • A defesa apresentou recurso ao STF insistindo na anulação da condenação de 27 anos e 3 meses, baseando-se no argumento de que os discursos de Bolsonaro seriam apenas “bravatas” não puníveis.
  • Os advogados exigem que o caso seja levado ao plenário com 11 ministros, ignorando que o tribunal opera regularmente com dez integrantes e que o mérito já foi exaustivamente debatido na Primeira Turma.
  • O recurso tenta derrubar a decisão de Alexandre de Moraes, que em novembro de 2025 oficializou o trânsito em julgado da condenação por liderança na trama golpista que culminou nos atos de janeiro de 2024.

A tese da bravata contra o peso da realidade

O argumento de que Bolsonaro apenas exercia sua “liberdade de expressão” ao atacar o sistema eleitoral é uma agressão à inteligência nacional. Não se trata de retórica, mas de atos preparatórios que alimentaram a sanha destruidora que o país assistiu em Brasília. A insistência no voto de Fux — o único a flertar com o garantismo seletivo nesse caso — ignora que a democracia não é um pacto de suicídio. Como ensinou o mestre da sátira carioca, o deboche contra o povo é a arma dos covardes, e a defesa agora tenta usar o regimento interno do Supremo como um escudo para quem, no poder, tentou incendiar a Constituição.

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Aritmética do desespero jurídico

Argumento da defesaRealidade dos fatosConsequência jurídica
Discursos são apenas bravatasInstigação direta à insurreição armadaCondenação por tentativa de golpe
Falta de um ministro no plenárioSTF possui quórum legítimo para julgarRecurso rejeitado por Moraes
Liberdade de expressãoDolo específico para destruir o EstadoPena de 27 anos e 3 meses de prisão
Erro judiciário no prazoTrânsito em julgado seguiu rito legalInício definitivo do cumprimento da pena

O STF vai recuar diante da pressão do garantismo seletivo?

Não há espaço para recuo quando a prova material do crime reside na própria estrutura da República que quase foi destruída. A estratégia de usar votos vencidos para protelar a prisão é um insulto ao Estado Democrático de Direito. Bolsonaro não é vítima de um “erro judiciário”, mas o réu confesso de um projeto de poder que desprezou a soberania popular. O destino do capitão, ao que tudo indica, não será o plenário do Supremo, mas a cela que a história reserva para aqueles que tentam pilhar a liberdade do povo.

Defesa do golpista Jair Bolsonaro tenta anular condenação, de novo, baseada no voto de Fux | Diário Carioca

JR Vital

JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.

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