O ecossistema de desinformação da extrema-direita mineira acaba de encontrar um obstáculo jurídico de peso. Nesta quarta-feira (14), o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) elevou o tom contra as táticas de guerrilha digital de Nikolas Ferreira (PL-MG), acionando a Procuradoria Nacional da Defesa da Democracia, braço da AGU.
O motivo? Um vídeo onde Nikolas, em um frenesi conspiratório digno de folhetins distópicos, distorce normas da Receita Federal para espalhar o pânico sobre o Pix, sugerindo um “controle populacional” que só existe em sua imaginação fértil e estratégica.
A “Navalha Carioca” corta a narrativa barata: Nikolas usa a imunidade parlamentar como um escudo para mentir deliberadamente, confundindo instruções normativas e aplicando regras obsoletas ao sistema de pagamentos instantâneos. O objetivo é claro: minar a confiança nas instituições fiscais e manter sua base em constante estado de choque e paranoia. Para Rogério Correia, trata-se de “desinformação institucional” — um crime contra a estabilidade democrática que não pode ser varrido para debaixo do tapete do plenário.
O cerco contra o parlamentar do PL vai muito além de uma correção técnica sobre tributação. Rogério Correia também lançou um abaixo-assinado pela cassação de Nikolas, listando um prontuário que vai de transfobia a possíveis ligações com máfias de combustíveis e financiamento via exploração da fé. O “menino prodígio” do bolsonarismo, que já foi silenciado por Alexandre de Moraes em outras ocasiões, agora enfrenta a máquina da AGU para responder por que tenta sabotar a maior inovação financeira do país em prol de uma narrativa golpista.
A Anatomia da Fake News: Nikolas vs. Fatos Jurídicos
A representação de Rogério Correia desmembra as mentiras técnicas usadas pelo deputado bolsonarista para enganar o cidadão:
| Alegação de Nikolas Ferreira | A Realidade da Legislação | O Diagnóstico da AGU |
| Monitoramento Oculto. | Normas de sigilo bancário seguem vigentes. | Fabricação de fatos inexistentes. |
| Controle Populacional via Pix. | O Pix é um meio de pagamento, não um rastreador social. | Desinformação de natureza institucional. |
| Uso de Normas Anteriores. | Citou regras que nem sequer se aplicam ao Pix. | Confusão deliberada de obrigações fiscais. |
| Imunidade Parlamentar. | Não autoriza a criação de mentiras jurídicas. | Abuso de prerrogativa para desestabilização. |
“Chupetinha” Digital
Nikolas Ferreira representa a face mais infantil e, ao mesmo tempo, perigosa do bolsonarismo: a política do clickbait. Ao atacar o Pix — uma ferramenta que facilitou a vida de milhões de brasileiros, inclusive os mais pobres —, ele demonstra que sua única lealdade é ao caos. A “Navalha” não hesita: Nikolas é o garoto-propaganda de uma “fábrica de mentiras” que se financia através do engajamento do ódio.
A tentativa de vincular a Receita Federal a um regime de exceção via monitoramento bancário é o “be-a-bá” da extrema-direita para manter o povo com medo do Estado, enquanto eles próprios pilham as instituições por dentro. Rogério Correia está certo ao acionar a AGU; a liberdade de expressão não é um passe livre para o terrorismo econômico. O mandato de Nikolas Ferreira, manchado por ataques sistemáticos aos direitos humanos e à democracia, caminha para um acerto de contas necessário com o Conselho de Ética e com a Polícia Federal.

