quarta-feira, janeiro 21, 2026
21 C
Rio de Janeiro
InícioPolíticaSem argumento, hipócrita Silas Malafaia reage a intimação para depor na CPMI do INSS
Defensor de Criminoso

Sem argumento, hipócrita Silas Malafaia reage a intimação para depor na CPMI do INSS

Por Sem argumento, hipócrita Silas Malafaia reage a intimação para depor na CPMI do INSS | Diário Carioca JR Vital Analista Geopolítico

Silas Malafaia nunca foi homem de fugir de um holofote, mesmo quando ele emite o calor incômodo de uma investigação parlamentar. Intimado a depor na CPMI do INSS — a comissão que investiga o submundo dos descontos ilegais em folhas de pagamento de idosos —, o pastor reagiu com o deboche que lhe é peculiar.

Após a senadora Damares Alves abrir a “caixa de Pandora” e sugerir que grandes denominações evangélicas serviram de duto para fraudes previdenciárias, o deputado Rogério Correia (PT-MG) não perdeu tempo e carimbou o convite para o líder religioso.

Em vez de silêncio ou notas protocolares, Malafaia postou um vídeo onde, entre risos e bravatas, afirma que “está doido para ir”, transformando o que deveria ser um interrogatório em uma promessa de espetáculo midiático.

A convocação de Malafaia não é apenas um movimento político de revanchismo da esquerda; é o desdobramento lógico de um racha na própria direita “gospel”.

- Advertisement -

Ao ser chamada de “linguaruda” pelo pastor, Damares Alves não recuou e entregou às autoridades os elos que conectam o sistema bancário, as igrejas e as associações que drenam centavos — que viram milhões — das aposentadorias brasileiras.

A CPMI quer saber se a estrutura logística da Assembleia de Deus foi utilizada para validar contratos de seguros e contribuições “voluntárias” nunca autorizadas pelos beneficiários. Malafaia, ao dizer que sua ida será “positiva”, tenta inverter a lógica do réu: ele quer usar a tribuna da CPMI como um palanque para atacar o governo Lula, mas corre o risco de sair de lá com o sigilo bancário tão devassado quanto o de seus colegas já investigados.

O carisma de Malafaia será suficiente para explicar o fluxo financeiro entre entidades religiosas e empresas de fachada?

Será que o pastor acredita que gritos e citações bíblicas substituirão os extratos que a Receita Federal já começou a compilar? O jogo mudou.

A “Farra do INSS” mexe com o bolso da base eleitoral mais fiel do bolsonarismo: os idosos. Ao ser arrastado para o centro da investigação, Malafaia deixa de ser o conselheiro dos Três Poderes para se tornar uma peça no tabuleiro de crimes financeiros.

Se Rogério Correia conseguir aprovar o requerimento, o Brasil assistirá ao confronto final entre a retórica do altar e a frieza dos números. Malafaia diz que não teme a CPMI, mas o histórico de comissões parlamentares mostra que, quando o rastro do dinheiro aparece, nem a oração mais fervorosa impede o indiciamento.

O Confronto: Malafaia vs. CPMI do INSS

O MovimentoO ProtagonistaA Justificativa TécnicaA Pimenta do Diário
A IntimaçãoRogério Correia (PT)Suspeita de lavagem e fraude.O petista servindo o prato que Malafaia odeia.
A “Denúncia”Damares AlvesVínculos entre igrejas e esquemas.O “fogo amigo” que queimou o teto do pastor.
A ReaçãoSilas Malafaia“Vou com prazer e quero ir logo”.O blefe de quem tenta esconder o medo com o barulho.
O RiscoQuebra de SigiloRastreio de doações e repasses.Onde o dízimo sagrado encontra o desconto profano.

Malafaia está tentando transformar o limão da investigação em uma limonada eleitoral para 2026. Ele sabe que a sua rejeição de 46% na Quaest precisa de um “inimigo externo” para ser estancada, e nada melhor do que o PT para cumprir esse papel.

No entanto, o “X” da questão não está no debate ideológico, mas nos contratos de consignados. Se os documentos que Damares enviou à CPMI forem robustos, o “prazer” de Malafaia em depor pode se transformar no pesadelo de ter que explicar por que a fé, no Brasil do bolsonarismo tardio, tornou-se um modelo de negócio tão lucrativo — e tão suspeito aos olhos da Previdência.


Sem argumento, hipócrita Silas Malafaia reage a intimação para depor na CPMI do INSS | Diário Carioca

JR Vital

JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.

Parimatch_Cassino_onlineParimatch_Cassino_onlineParimatch_Cassino_onlineParimatch_Cassino_online

Mais Notícias

Em Alta:

Mais Lidas