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Tarcísio e Michelle rifam o “Mito” para herdar o espólio do falido bolsonarismo

Por Tarcísio e Michelle rifam o "Mito" para herdar o espólio do falido bolsonarismo | Diário Carioca JR Vital Analista Geopolítico

A política, esse pântano onde a gratidão é uma moeda sem valor, acaba de produzir seu capítulo mais shakespeariano em solo brasiliense.

Nos bastidores do poder, o veredito é unânime: a transferência de Jair Bolsonaro para o 19º Batalhão da PM não foi apenas um ato de Alexandre de Moraes, mas uma manobra de “misericórdia calculada” operada por Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro.

Enquanto o ex-presidente reclama do barulho do ar-condicionado, sua esposa e seu “pupilo” mais bem-sucedido batiam às portas do STF, conversando com decanos e ministros para garantir que o “Capitão” tivesse uma estadia confortável — longe o suficiente para não atrapalhar os planos eleitorais de 2026, mas perto o bastante para manter a militância sob controle.

Essa “articulação casada”, revelada por aliados, é o beijo de Judas com sabor de estratégia eleitoral. Ao buscarem Gilmar Mendes e outros ministros, Tarcísio e Michelle não estavam apenas preocupados com a lombar do detento; eles estavam pavimentando o caminho para uma chapa puro-sangue que exclui a prole biológica de Bolsonaro.

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O maior derrotado dessa movimentação não é apenas o detento da Papudinha, mas Flávio Bolsonaro, o “Zero Um”, que vê seu protagonismo ser engolido por um governador que fala a língua do mercado e uma ex-primeira-dama que domina o vocabulário do altar.

A “Papudinha”, com suas salas de Estado-Maior e esteiras ergométricas, tornou-se o depósito de um líder que agora é mais útil como mártir silencioso do que como voz ativa no X.

A compaixão de Tarcísio e Michelle é o verniz que esconde o sepultamento político de Bolsonaro?

Será que Bolsonaro percebe que, ao “ajudarem” na sua transferência para um local com cozinha privativa e banho de sol livre, seus aliados mais próximos estão, na verdade, selando o seu isolamento definitivo?

Tarcísio de Freitas, com o pragmatismo de quem já vislumbra a faixa presidencial, e Michelle, com o carisma que as pesquisas Quaest ainda tentam decifrar, venceram este round contra os filhos do ex-presidente.

São Paulo SP, 25 / 02 / 2024 - DEMONSTRAÇÃO / BOLSONARO / SP - Ex-presidente do Brasil Jair Messias Bolsonaro e governador da cidade de São Paulo Tarcisio de Freitas, durante manifestação na Avenida Paulista, na cidade de São Paulo — Foto de thenews2.com
São Paulo SP, 25 / 02 / 2024 – DEMONSTRAÇÃO / BOLSONARO / SP – Ex-presidente do Brasil Jair Messias Bolsonaro e governador da cidade de São Paulo Tarcisio de Freitas, durante manifestação na Avenida Paulista, na cidade de São Paulo — Foto de thenews2.com

Ao garantirem “condições favoráveis” para o condenado, eles retiram o peso da “tortura” e entregam ao STF uma solução pacificada.

O plano é perfeito: Bolsonaro fica guardado na segurança do Batalhão da PM, enquanto a dupla desfila pelo país como os verdadeiros herdeiros de um movimento que já não precisa mais de seu criador para existir.


O Jogo de Xadrez da Papudinha: Quem Ganha e Quem Perde

JogadorMovimento RealizadoObjetivo OcultoResultado do Round
Tarcísio de FreitasLigou para ministros do STF.Mostrar que é o interlocutor “sensato” com a Justiça.Cresceu. Herdeiro da direita moderada.
Michelle BolsonaroBuscou Gilmar Mendes (saúde do marido).Consolidar-se como a “cuidadora” e futura vice.Fortalecida. Líder da ala feminina/evangélica.
Flávio BolsonaroDefesa da domiciliar e ataques ao STF.Manter a família no controle direto do poder.Enfraquecido. Perdeu a disputa de influência.
Jair BolsonaroAceitou a “suíte” de 65m².Sobrevivência física e conforto imediato.Neutralizado. Prisioneiro de luxo da própria base.

O bolsonarismo entrou na fase do canibalismo político refinado. Tarcísio e Michelle estão operando o “desmame” da militância em relação à figura física de Jair. Eles entregam ao STF a estabilidade que o tribunal deseja e recebem em troca a vacância da liderança.

Se o ex-presidente acredita que a transferência foi um gesto de amor filial ou lealdade política, ele esqueceu que, no Planalto, o poder não admite vácuo — e o dele acaba de ser preenchido por quem, entre um telefonema e uma visita de três horas, já está medindo o tamanho da cadeira presidencial para 2026.

Tarcísio e Michelle rifam o "Mito" para herdar o espólio do falido bolsonarismo | Diário Carioca

JR Vital

JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.

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