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Cláudio Castro, que pede anistia para líder de Orcrim preso por golpe, promete sangue no Rio de Janeiro para esconder seu fracasso

Por JR Vital Analista Geopolítico

Cláudio Castro, o governador que governa de joelhos para o bolsonarismo e de fuzil apontado para a favela, decidiu que 2026 seria o ano de oficializar a barbárie. Nesta quinta-feira (15), enquanto exibia seu figurino de xerife nas redes sociais para celebrar a prisão de seis pessoas na Vila Kennedy, Castro tentou esconder sob o tapete o rastro de cadáveres da “Operação Contenção”. Iniciada no final de outubro nos Complexos da Penha e do Alemão, a ação já é a mais letal da história recente do Rio de Janeiro: são pelo menos 64 mortos — 60 civis e quatro militares. Com o cinismo de quem pede anistia para golpistas em Brasília e exige “CPF cancelado” no Rio, Castro superou o horror de 2021 no Jacarezinho, transformando o asfalto em um necrotério a céu aberto.

A escala do massacre é estatisticamente assombrosa. Segundo o Instituto Fogo Cruzado, os mortos nesta única operação representam quase um quinto de todas as vítimas da letalidade policial em 2025. Ao mobilizar 2,5 mil agentes para “conter o Comando Vermelho”, Castro não entregou segurança, mas um cenário de guerra e barbárie que fechou escolas, interrompeu serviços e atingiu inocentes com balas perdidas. Enquanto o governador usa o Twitter para prometer que o “Estado vai chegar”, a população das favelas sabe que, na gestão Castro, o Estado não chega com saneamento ou educação, mas com o rabecão.

A Comissão de Direitos Humanos da Alerj já acionou o Ministério Público, cobrando explicações sobre uma operação que parece ter o extermínio como protocolo oficial. Castro, servil ao clã golpista e entusiasta do populismo penal, ignora as críticas internacionais e os laudos médicos. Para ele, o sucesso de uma política pública se mede em pilhas de corpos, contanto que esses corpos tenham o CEP da periferia e a cor da exclusão.

A bala é o único dialeto que o Guanabara sabe falar?

Será que o governador acredita que o som do blindado apaga o rastro de sangue das 60 famílias que hoje choram seus mortos no Alemão e na Penha? Cláudio Castro usa a vida do trabalhador como escudo retórico para justificar o injustificável. Como falar em “ordem” quando o próprio Estado ignora os limites da lei para promover uma execução em massa? Castro é o mestre da justiça seletiva: anistia para os de cima, fuzilamento para os de baixo. O “cancelamento de CPF” pregado pelo governador é a confissão de que ele desistiu da inteligência policial para abraçar a vingança institucionalizada. O Rio de Janeiro não está sendo protegido; está sendo sitiado por um governo que faliu moralmente.

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O Prontuário do Extermínio: A Era Castro em Corpos

Data da OperaçãoLocalização do MassacreSaldo de Civis MortosO Legado de Cláudio Castro
Outubro/2025Complexos da Penha e Alemão60 mortosA maior chacina da história do Rio.
Maio/2021Jacarezinho27 mortosO horror que virou marca de gestão.
Maio/2022Complexo da Penha23 mortosA letalidade como meta política.
Julho/2022Complexo do Alemão16 mortosO cotidiano de guerra nas favelas.
Março/2023Salgueiro13 mortosA insistência no erro sangrento.

A análise é devastadora: o Rio de Janeiro sob Cláudio Castro tornou-se uma máquina de moer gente. A “maior operação em 15 anos” é, na verdade, o maior fracasso civilizatório do estado. Enquanto o governador se ocupa em ser o porta-voz do golpismo e o carrasco da periferia, as milícias seguem expandindo seus domínios à sombra do Palácio Guanabara. Castro não combate o crime; ele gerencia a morte. O “cancelamento de CPF” é a sua única proposta para uma juventude que só conhece o Estado pelo cano do fuzil. O governador quer a anistia para os crimes do Planalto, mas reserva o necrotério para quem vive no morro.

JR Vital

JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.

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