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Quatro Horas de “Sim”: Moraes Autoriza Casamento de Daniel Silveira sob Monitoramento Eletrônico

Ex-deputado condenado por ataques à democracia terá saída temporária para cerimônia em Petrópolis, restrita a cartório e com uso de tornozeleira.

4 de fevereiro de 2026

A justiça brasileira, em um gesto que equilibra o rigor da execução penal com as garantias constitucionais de proteção à família, concedeu ao ex-deputado Daniel Silveira uma autorização excepcional. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou o ex-parlamentar para sair da prisão por exatas quatro horas no dia 21 de fevereiro de 2026. O objetivo é a realização de seu casamento civil em um cartório de Petrópolis, no Rio de Janeiro. A decisão, embora de caráter humanitário, é revestida de cautelas extremas: Silveira, condenado por crimes contra o Estado Democrático de Direito, permanecerá sob vigilância ininterrupta da tornozeleira eletrônica e terá seu deslocamento monitorado minuto a minuto pela Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP-RJ).

A autorização de Moraes responde a um pleito da defesa que classificou o matrimônio como um “projeto de vida protegido pela Constituição”. No entanto, o limite temporal rígido — das 10h às 14h — sinaliza que o Judiciário não pretende abrir precedentes para celebrações extensas ou recepções sociais. Para o cenário político de 2026, o despacho de Moraes reafirma a autoridade da Corte sobre figuras que desafiaram as instituições, ao mesmo tempo em que neutraliza narrativas de “perseguição implacável”, ao permitir o exercício de um direito civil fundamental. Daniel Silveira, que outrora utilizava as redes sociais para desferir ataques virulentos contra o próprio Moraes e o STF, agora depende da caneta do ministro para formalizar sua união familiar.

Este episódio ilustra a fase de “normalização institucional” da pena de Silveira, que cumpre sentença de oito anos e nove meses. O uso da tornozeleira eletrônica no altar é a imagem definitiva de uma era de responsabilização política no Brasil. Enquanto a defesa celebra a vitória pontual, o monitoramento rigoroso serve como lembrete constante de que a liberdade, para os condenados por coação no curso do processo e ameaças democráticas, é uma concessão técnica e não política. O casamento em Petrópolis será, portanto, um evento estritamente administrativo e vigiado, onde o “sim” será pronunciado sob o sinal de GPS do Estado.

Takeaways:

  • Saída temporária autorizada para 21 de fevereiro de 2026, com duração de 4 horas.
  • Uso obrigatório de tornozeleira eletrônica e monitoramento em tempo real.
  • Local restrito: cartório em Petrópolis (RJ).
  • Condenação de Silveira soma 8 anos e 9 meses por ataques ao Estado Democrático de Direito.

Fatos-chave:

  • Decisão proferida pelo Ministro Alexandre de Moraes em 3 de fevereiro de 2026.
  • Daniel Silveira está atualmente em regime que permite o cumprimento da pena com restrições.
  • O horário da autorização é das 10h às 14h.
  • A SEAP-RJ é o órgão responsável pela fiscalização técnica do deslocamento.
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