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Presidente do STM acusa ministro de misoginia após pedido de perdão por morte de Herzog

Por JR Vital Analista Geopolítico

A presidente do Superior Tribunal Militar (STM), ministra Maria Elizabeth Rocha, reagiu nesta terça-feira (4) às críticas do ministro Carlos Augusto Amaral Oliveira, tenente-brigadeiro da Aeronáutica, após ela pedir perdão às vítimas da ditadura militar em ato ecumênico de 2025. O pedido, feito em homenagem aos 50 anos da morte do jornalista Vladimir Herzog, causou controvérsia interna no tribunal.

Gesto histórico e posição da presidente

Maria Elizabeth falou em seu nome e na condição de presidente do STM, pedindo perdão “a todas as vítimas de graves violações de direitos humanos, à sociedade civil e à história do país”. Ela considerou o ato um gesto ético, republicano e constitucionalmente alinhado à memória, à verdade e à não repetição de violências. A ministra destacou que o pedido não teve conotação político-partidária, mas sim responsabilidade pública.

Críticas, misoginia e defesa da magistratura feminina

O ministro Carlos Augusto Amaral Oliveira criticou a fala da presidente, sugerindo que ela deveria “estudar mais a história” do período da ditadura e das pessoas a quem pediu perdão. Ele chamou o gesto de superficial e político, provocando desconforto na ministra, que considerou o comentário um ataque pessoal e misógino, de tom desqualificador e paternalista.

Maria Elizabeth afirmou que a agressão atinge toda a magistratura feminina, reforçando sua proteção e o respeito que deve ser dado às mulheres magistradas. Ela recebeu apoio de juízas, desembargadoras e ministras, e afirmou que a divergência de ideias é legítima, mas que ataques pessoais não são aceitáveis.

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Contexto pessoal e compromisso com direitos humanos

Ministra conhecida por perfil progressista, Maria Elizabeth tem na família registros pessoais de perseguição política, incluindo o irmão do marido, militante do MR-8 morto sob tortura no regime. Ela reafirmou seu compromisso com a democracia e os direitos humanos, dizendo que seu posicionamento é pautado na memória e na verdade histórica.

JR Vital

JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.

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