Em um movimento que evoca os fantasmas das promessas de rentabilidade milagrosa que historicamente assolam o sistema financeiro brasileiro — do caso Delfin ao Banco Santos — a Polícia Federal refinou sua estratégia no inquérito que sacode o Banco Master. A acareação agora é um duelo direto de narrativas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.
“Quando a técnica do Banco Central fala, o silêncio dos investigados torna-se ensurdecedor. O Caso Master não é apenas sobre números, é sobre a higidez das instituições diante da tentação do lucro fácil.” — Diário Carioca [Editorial]
🔍 ENTENDA O CASO: O BANCO MASTER SOB A LUPA
- ✅ Dispensa Estratégica: O diretor do Banco Central, Ailton de Aquino, foi liberado da acareação por já ter fornecido provas técnicas consideradas “devastadoras” contra as defesas.
- ✅ Conflito de Versões: O confronto direto focará exclusivamente em Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa, visando sanar contradições sobre operações financeiras suspeitas.
- ✅ Sinal de Alerta: O Banco Master ganhou as manchetes com ofertas de CDBs de até 140% do CDI, um magnetismo de rentabilidade que sempre desperta o ceticismo do órgão regulador.
- ✅ Instância Superior: O processo tramita sob o escrutínio do Supremo Tribunal Federal (STF), com a chancela do ministro Dias Toffoli.
H3 O peso do Banco Central e a memória da regulação
A dispensa de Ailton de Aquino pela delegada Janaína Palazzo não é um alívio para os investigados, mas um sinal de que o Banco Central já entregou o roteiro das inconsistências. Historicamente, o Brasil assistiu a instituições financeiras florescerem sob o sol da desregulação para depois amargarem intervenções severas quando o “milagre” se mostrava insustentável. O relato de Aquino, ao detalhar os alertas de supervisão, coloca Vorcaro e Costa em um xeque-médico técnico.
H3 Sarcasmo da sorte e o rigor da lei
É curioso notar como o mercado financeiro, por vezes, tenta mimetizar a invencibilidade. Daniel Vorcaro, que ascendeu com a agressividade de quem domina o risco, agora se vê diante do rigor burocrático e necessário da Polícia Federal. A acareação não é apenas um procedimento; é o momento em que o “capitalismo de relações” — tão comum em Brasília e nos bastidores mineiros — esbarra na República que busca, finalmente, a equidade.
O Diário Carioca segue firme na vigilância: não permitiremos que o sistema financeiro se torne um território imune aos Direitos Humanos e à justiça econômica. O bem comum exige transparência, especialmente quando o dinheiro do público está em jogo.
Atualizado: 30/12/2025 23:30 | Notícia revisada e editada por JR Vital (MTB 0037673/RJ)
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