O mercado de soja demonstra resiliência, abrindo a segunda-feira (1º) em território positivo. A saca de 60 kg valorizou 0,03% no porto de Paranaguá, a principal porta de escoamento do Brasil.
A commodity está cotada a R$ 141,94 no litoral, com um avanço mensal de 1,47%, conforme o indicador Cepea/Esalq.
No interior do Paraná, o grão registrou uma valorização diária ligeiramente superior, de 0,10%. A soja é negociada a R$ 136,07 na região produtora.
A diferença de preço entre as praças reflete os custos logísticos e a demanda constante pelo produto de exportação. A saca de soja e de trigo é padronizada em 60 kg no Brasil.
| Commodity / Local | Cotação (R$) | Variação Diária (28/11) | Variação Mensal |
| Soja (Paranaguá – 60 kg) | R$ 141,94 | +0,03% | +1,47% |
| Soja (Paraná – 60 kg) | R$ 136,07 | +0,10% | +1,86% |
| Trigo (Paraná – Tonelada) | R$ 1.194,15 | -0,31% | +0,05% |
| Trigo (Rio Grande do Sul – Tonelada) | R$ 1.031,18 | +0,19% | -4,51% |
Trigo: Variação Divergente e Desafios Regionais de Preço
O mercado de trigo apresentou um comportamento divergente entre os principais estados produtores do Sul. No Paraná, a tonelada do trigo registrou desvalorização de 0,31%, negociada a R$ 1.194,15. Esta queda, contudo, mantém o preço mensalmente estável (+0,05%).
Em contrapartida, no Rio Grande do Sul, o trigo demonstrou uma recuperação marginal de 0,19% no dia. A tonelada é comercializada a R$ 1.031,18. O estado gaúcho, porém, enfrenta um recuo mensal mais acentuado, com queda de 4,51%. Esta disparidade regional destaca as diferentes dinâmicas de colheita, armazenamento e pressão competitiva no mercado.
A alta sustentada da soja em Paranaguá confirma o papel do Brasil como potência exportadora, mas também expõe a economia interna à flutuação cambial. A força da soja contrasta com a instabilidade do trigo, que, vital para a segurança alimentar, deveria ser menos suscetível a variações regionais drásticas. A política agrícola deve mirar a estabilidade do trigo para proteger o consumidor final. A soberania alimentar exige tanto a competitividade global da soja quanto a previsibilidade dos grãos básicos.





