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Negligência Ambiental

Estudo da UFF alerta que 60% do litoral Rio está sob ameaça climática direta

Por JR Vital Analista Geopolítico

OS FATOS

  • Pesquisa da Universidade Federal Fluminense (UFF) aponta que a maior parte da costa do Rio possui vulnerabilidade média ou elevada a inundações.
  • O Norte Fluminense e a Região dos Lagos são as áreas de maior risco devido à remoção criminosa de restingas e manguezais.
  • O estudo defende o uso de “soluções verdes” (reflorestamento) em vez de infraestruturas de concreto para conter a força das ondas.

O litoral do Rio de Janeiro, cartão-postal da desídia governamental, caminha para um encontro inevitável com o oceano. Enquanto a urbanização desordenada avança como uma metástase sobre as dunas, o mar cobra o seu espaço com o rigor das leis físicas. Como na lição esquecida de Josué de Castro sobre a geografia da fome e da devastação, o que vemos é a substituição da proteção natural pelo concreto estéril, uma escolha que condena comunidades inteiras ao naufrágio anunciado.


“A natureza não aceita suborno do turismo de massa nem se curva ao lobby imobiliário; o mar voltará para buscar o que a ganância tentou aterrar.”


Por que o Norte Fluminense e a Região dos Lagos são as zonas mais críticas?

Nessas regiões, a combinação entre ventos fortes e a destruição sistemática dos habitats naturais criou a “tempestade perfeita”. Ao removerem manguezais e restingas para construir mansões e resorts à beira-mar, os gestores públicos e privados retiraram os amortecedores naturais da costa. Sem a vegetação que dissipa a energia das ondas, as ressacas e tempestades atingem o tecido urbano com força total, transformando a elevação do nível do mar em um desastre socioeconômico de proporções catastróficas para 83% da população fluminense que vive na zona costeira.

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Quais alternativas o estudo propõe contra o avanço das “soluções cinzas”?

A pesquisa de Igor Henud é enfática: o concreto é um paliativo caro e insustentável. Ao contrário de muros e sacos de areia, as chamadas Soluções Baseadas na Natureza (NbS) oferecem uma resiliência viva. Recuperar a Mata Atlântica e os mangues não apenas protege o litoral contra a erosão, mas purifica a água e mitiga o calor urbano. Para o Diário Carioca, a questão não é técnica, mas política: o Estado prefere investir em obras de concreto que geram contratos vultosos ou na restauração ecossistêmica que garante a vida das futuras gerações?


Expediente: 8 de janeiro de 2026, 14:55 | Edição: JR Vital (MTB 0037673/RJ). Siga o Diário Carioca: Instagram | X (Twitter) | Facebook

JR Vital

JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.

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