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Enquanto Bolsonaro ‘curte’ a Papuda, Brasileiro perseguido por comprovar que cloroquina é ineficaz assume direção na OMS

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A história, quando escrita por mãos íntegras, possui uma ironia poética que nenhum roteirista de ficção ousaria conceber. Marcus Lacerda, o infectologista da Fiocruz Amazônia que virou alvo de uma “fatwa” digital disparada pelo baixo clero do bolsonarismo, acaba de ser alçado ao topo da pirâmide científica global.

Nomeado diretor do Programa Especial para Pesquisa e Treinamento em Doenças Tropicais (TDR) da Organização Mundial da Saúde (OMS), Lacerda deixa o isolamento imposto pelas ameaças de morte para ditar o ritmo das pesquisas que salvam vidas em países de baixa renda. É o triunfo da evidência sobre a ideologia, da bancada do laboratório sobre o palanque da ignorância.

O “crime” de Lacerda, para os padrões da era das trevas que assolou o Brasil, foi ser honesto. Ao coordenar o estudo CloroCovid-19, ele teve a audácia de provar que a cloroquina — o amuleto da sorte de Jair Bolsonaro e seus áulicos — não apenas era inútil contra o vírus, mas perigosa em altas doses.

Por cumprir seu dever hipocrático e acadêmico, o pesquisador foi brindado com ameaças a seus filhos, perseguição judicial e a revogação de honrarias pelo governo federal. Agora, enquanto o “Capitão” desfruta do silêncio de sua cela na Papudinha, o cientista que ele tentou destruir assume um orçamento milionário e a missão de erradicar doenças que a elite financeira prefere ignorar.

A nomeação de Lacerda é a prova de que a reputação científica é imune ao veneno das redes sociais?

Será que os inquisidores digitais de 2020, liderados pela prole presidencial, imaginavam que o “doutor de Manaus” se tornaria o braço direito de Tedros Adhanom na luta contra a malária e a dengue?

Jair Bolsonaro insistiu na campanha pelo uso da cloroquina, mesmo sem evidências e o Brasil teve mais de 700 mil pessoas mortas científicas
| Crédito: Reprodução
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Jair Bolsonaro insistiu na campanha pelo uso da cloroquina, mesmo sem evidências e o Brasil teve mais de 700 mil pessoas mortas científicas
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A ida de Lacerda para a OMS não é apenas uma vitória pessoal; é a reabilitação diplomática da ciência brasileira. Ao escolher um herdeiro de Carlos Morel para o TDR, a comunidade internacional envia um recado claro: o Brasil dos pesquisadores escoltados ficou para trás.

Hoje, Marcus Lacerda não precisa mais de colete à prova de balas para circular em Genebra; sua armadura é o rigor metodológico que a ignorância jamais conseguiu perfurar.


A Rota do Reconhecimento: Da Perseguição ao Topo da OMS

Etapa da TrajetóriaO Ataque do ObscurantismoA Resposta da CiênciaO Desfecho em 2026
Estudo CloroCovid-19Eduardo Bolsonaro alegou “assassinato” de pacientes.Publicação no prestigiado jornal JAMA.Referência mundial em ética e rigor.
Ameaças de MorteMilitância digital exigia “fim da linha” para o médico.Escolta armada e proteção da Fiocruz.Lacerda assume a direção do TDR/OMS.
Mérito CientíficoOrdem Nacional revogada por Jair Bolsonaro.Medalha restituída com pedido de desculpas.O reconhecimento vem de Genebra.
Liderança TécnicaChamado de “esquerdista” por defender evidências.Presidência da Sociedade Brasileira de Med. Tropical.Diretor Global da OMS.

A nomeação de Marcus Lacerda é o maior atestado de óbito do movimento antivacina e anticiência que quase sequestrou o futuro do Brasil. Enquanto os promotores do “tratamento precoce” respondem a processos e amargam rejeições nas pesquisas de opinião, o infectologista taguatinguense prepara as malas para levar a inteligência brasileira aos quatro cantos do mundo. Lacerda provou que, na ciência, a verdade pode ser demorada e perigosa, mas é a única que sobrevive ao teste do tempo — e ao julgamento da história.

Tarcísio e Michelle rifam o “Mito” para herdar o espólio do falido bolsonarismo

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A política, esse pântano onde a gratidão é uma moeda sem valor, acaba de produzir seu capítulo mais shakespeariano em solo brasiliense.

Nos bastidores do poder, o veredito é unânime: a transferência de Jair Bolsonaro para o 19º Batalhão da PM não foi apenas um ato de Alexandre de Moraes, mas uma manobra de “misericórdia calculada” operada por Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro.

Enquanto o ex-presidente reclama do barulho do ar-condicionado, sua esposa e seu “pupilo” mais bem-sucedido batiam às portas do STF, conversando com decanos e ministros para garantir que o “Capitão” tivesse uma estadia confortável — longe o suficiente para não atrapalhar os planos eleitorais de 2026, mas perto o bastante para manter a militância sob controle.

Essa “articulação casada”, revelada por aliados, é o beijo de Judas com sabor de estratégia eleitoral. Ao buscarem Gilmar Mendes e outros ministros, Tarcísio e Michelle não estavam apenas preocupados com a lombar do detento; eles estavam pavimentando o caminho para uma chapa puro-sangue que exclui a prole biológica de Bolsonaro.

O maior derrotado dessa movimentação não é apenas o detento da Papudinha, mas Flávio Bolsonaro, o “Zero Um”, que vê seu protagonismo ser engolido por um governador que fala a língua do mercado e uma ex-primeira-dama que domina o vocabulário do altar.

A “Papudinha”, com suas salas de Estado-Maior e esteiras ergométricas, tornou-se o depósito de um líder que agora é mais útil como mártir silencioso do que como voz ativa no X.

A compaixão de Tarcísio e Michelle é o verniz que esconde o sepultamento político de Bolsonaro?

Será que Bolsonaro percebe que, ao “ajudarem” na sua transferência para um local com cozinha privativa e banho de sol livre, seus aliados mais próximos estão, na verdade, selando o seu isolamento definitivo?

Tarcísio de Freitas, com o pragmatismo de quem já vislumbra a faixa presidencial, e Michelle, com o carisma que as pesquisas Quaest ainda tentam decifrar, venceram este round contra os filhos do ex-presidente.

São Paulo SP, 25 / 02 / 2024 - DEMONSTRAÇÃO / BOLSONARO / SP - Ex-presidente do Brasil Jair Messias Bolsonaro e governador da cidade de São Paulo Tarcisio de Freitas, durante manifestação na Avenida Paulista, na cidade de São Paulo — Foto de thenews2.com
São Paulo SP, 25 / 02 / 2024 – DEMONSTRAÇÃO / BOLSONARO / SP – Ex-presidente do Brasil Jair Messias Bolsonaro e governador da cidade de São Paulo Tarcisio de Freitas, durante manifestação na Avenida Paulista, na cidade de São Paulo — Foto de thenews2.com

Ao garantirem “condições favoráveis” para o condenado, eles retiram o peso da “tortura” e entregam ao STF uma solução pacificada.

O plano é perfeito: Bolsonaro fica guardado na segurança do Batalhão da PM, enquanto a dupla desfila pelo país como os verdadeiros herdeiros de um movimento que já não precisa mais de seu criador para existir.


O Jogo de Xadrez da Papudinha: Quem Ganha e Quem Perde

JogadorMovimento RealizadoObjetivo OcultoResultado do Round
Tarcísio de FreitasLigou para ministros do STF.Mostrar que é o interlocutor “sensato” com a Justiça.Cresceu. Herdeiro da direita moderada.
Michelle BolsonaroBuscou Gilmar Mendes (saúde do marido).Consolidar-se como a “cuidadora” e futura vice.Fortalecida. Líder da ala feminina/evangélica.
Flávio BolsonaroDefesa da domiciliar e ataques ao STF.Manter a família no controle direto do poder.Enfraquecido. Perdeu a disputa de influência.
Jair BolsonaroAceitou a “suíte” de 65m².Sobrevivência física e conforto imediato.Neutralizado. Prisioneiro de luxo da própria base.

O bolsonarismo entrou na fase do canibalismo político refinado. Tarcísio e Michelle estão operando o “desmame” da militância em relação à figura física de Jair. Eles entregam ao STF a estabilidade que o tribunal deseja e recebem em troca a vacância da liderança.

Se o ex-presidente acredita que a transferência foi um gesto de amor filial ou lealdade política, ele esqueceu que, no Planalto, o poder não admite vácuo — e o dele acaba de ser preenchido por quem, entre um telefonema e uma visita de três horas, já está medindo o tamanho da cadeira presidencial para 2026.

Rejeição de Bolsonaro alcança 53%; Malafaia segue na lista da ojeriza brasileira

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Enquanto Jair Bolsonaro ajusta o travesseiro em sua cela exclusiva de 65 metros quadrados, os números da Genial/Quaest trazem uma sentença ainda mais definitiva que a de Alexandre de Moraes: a condenação das urnas.

Para 53% dos brasileiros, a imagem do “Capitão” é puramente negativa. O dado é o retrato de uma nação que, após ver as sedes dos Três Poderes em frangalhos e o líder da trama golpista fugindo para Orlando, decidiu que o lugar de Bolsonaro não é no Planalto, mas exatamente onde ele está hoje: no 19º Batalhão da PM.

A rejeição não é apenas um número; é a barreira intransponível para quem sonhava em transferir o espólio político para a prole ou para o “Posto Ipiranga” da vez.

O ranking da ojeriza nacional traz companhias previsíveis. Silas Malafaia, o profeta do barulho, amarga 46% de rejeição, provando que o grito no púlpito não converte o eleitorado sensato.

Logo atrás, Fernando Haddad aparece com 42%, herdeiro da polarização que ainda divide o país entre o ajuste fiscal e o ranço ideológico.

Até Michelle Bolsonaro, a aposta “suave” do PL, já sente o desgaste, com 38% de imagem negativa.

Michelle Bolsonaro
Michelle Bolsonaro

O clã, que se julgava dono do sentimento popular, agora descobre que a Sala de Estado-Maior na Papudinha é o único palanque que restou — e o público, lá fora, está desligando o canal.

A rejeição de 53% é o teto de vidro que impede a ressurreição do bolsonarismo?

Será que a defesa de Bolsonaro acredita que fisioterapia e dieta especial vão limpar a mancha de quem tentou subverter a democracia?

A pesquisa mostra que Lula venceria qualquer herdeiro do “Mito” em 2026, de Tarcísio a Flávio Bolsonaro.

O filho “Zero Um”, embora apareça em segundo lugar, está a 13 pontos de distância do atual presidente, provando que o sobrenome Bolsonaro hoje é mais um fardo do que um trampolim.

Ministério da Justiça pede investigação de Flávio Bolsonaro por calúnia | Diário Carioca
Flávio Bolsonaro – Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O Brasil de 2026 parece exausto do teatro da agressividade e da inépcia administrativa. Se 53% rejeitam o pai, o destino da família parece ser o mesmo da Smart TV negada por Moraes: a desconexão total com a realidade do poder.


O Termômetro da Rejeição: Líderes na Mira do Eleitor

Liderança AvaliadaImagem Negativa (%)Perfil do DesgasteO Diagnóstico do Diário
Jair Bolsonaro53%Condenado por golpe e preso na Papuda.O líder que virou âncora de chumbo.
Silas Malafaia46%Radicalismo religioso e apoio ao 8/1.A fé que não move votos, mas afasta moderados.
Fernando Haddad42%Desgaste da gestão econômica e antipetismo.O alvo preferencial da direita “limpinha”.
Michelle Bolsonaro38%Investigada em casos de joias e gastos.A “fada” que perdeu o brilho do marketing.

A análise do Diário Carioca é incisiva: a direita brasileira está órfã de um líder que não responda a processos criminais.

Ao liderar a rejeição, Bolsonaro puxa para o fundo do poço qualquer tentativa de coalizão conservadora.

A “Papudinha” não é apenas o local de sua custódia física; é o símbolo de um projeto que faliu moralmente perante a maioria da população.

Enquanto Lula consolida a liderança para 2026, os 53% de rejeição a Bolsonaro servem de aviso: o eleitor pode até ser esquecido, mas não é cego diante de 27 anos de sentença e uma tentativa frustrada de incendiar o país.


Na USP, Moraes comenta ida de Bolsonaro para a Papudinha: ‘Fiz o que tinha que fazer’

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Alexandre de Moraes não é apenas o magistrado que preside o inquérito do fim do mundo; ele é, acima de tudo, um mestre da semiótica política. Na noite desta quinta-feira (15), enquanto Jair Bolsonaro desfazia suas malas na “suíte” da Papudinha, Moraes desfilava sua toga de patrono perante os formandos de Direito da USP. Com a leveza de quem acaba de organizar o trânsito da República, o ministro disparou a frase que sintetiza a década: “Acho que hoje já fiz o que tinha que fazer”. O deboche, refinado nas arcadas da São Francisco, não foi gratuito. Foi a constatação de que o Estado de Direito, enfim, encontrou um zelador que não dorme — e que, ao contrário do réu, não precisa de tampões de ouvido para ignorar o barulho da própria consciência.

A ironia de Moraes é o veneno que paralisa a retórica vitimista do clã Bolsonaro. Enquanto Carluxo chora no X e a defesa reclama do ruído do ar-condicionado, o ministro trata a transferência do “Capitão” como um item de rotina em sua agenda de saneamento democrático. A plateia, composta por jovens juristas, explodiu em aplausos, não apenas pela piada sobre o tempo dos discursos, mas pelo simbolismo de ver o homem que tentou implodir o STF ser reduzido a um “problema resolvido” antes do jantar. Moraes não puniu apenas o crime; ele puniu a soberba, devolvendo Bolsonaro ao lugar que ele mesmo profetizou em 2017: o Complexo da Papuda.

A “maldade” de Moraes é, na verdade, a aplicação higiênica da lei sobre o caos?

Será que a elite política brasileira imaginava que o desfecho do maior atentado contra a democracia terminaria com uma frase descontraída em uma formatura? Ao dizer que se “conteve” em não tomar medidas contra os oradores do evento, Moraes lembrou que o poder de império da lei é cirúrgico. Ele concedeu a transferência para a Papudinha não por piedade, mas para retirar da defesa o último argumento de “tortura acústica”. Agora, Bolsonaro tem silêncio, tem cozinha e tem a solidão de uma cela de 65 metros quadrados. O que ele não tem mais é a relevância institucional para impedir que o “Xandão” — como a massa o batizou — siga fazendo o que tem que ser feito.


A Anatomia do Deboche: O Discurso de Moraes vs. A Reação da Defesa

O Fato JurídicoA Frase de MoraesO Sentimento da DefesaA Realidade Política
Transferência para a Papudinha.“Já fiz o que tinha que fazer.”Classificam como “maldade” e “confronto”.A Justiça como rotina, não como drama.
Fim do “Barulho do Ar-condicionado”.(Silêncio irônico)Queriam prisão domiciliar.Moraes deu silêncio, mas manteve as grades.
Formatura da USP.“Quase tive que tomar medidas.”Vê “parcialidade” no aplauso.O Judiciário reocupando o espaço da autoridade.
Prisão de Bolsonaro.Cumprimento de decisão judicial.Alegam perseguição política.O 8 de janeiro finalmente chegou à última instância.

A análise do Diário Carioca é pimentosa: o riso de Moraes em São Paulo é a lágrima de Bolsonaro em Brasília. Ao tratar a prisão do maior líder da extrema-direita latina como uma tarefa doméstica concluída com sucesso, o ministro retira o caráter messiânico do réu. Bolsonaro não é um mártir; é uma pendência resolvida antes do coquetel de formatura. A “Papudinha” agora abriga um homem que descobriu que o Supremo não é apenas um prédio de vidro, mas uma instituição que, quando provocada, sabe rir por último — e com a lei debaixo do braço.

Igreja da Lagoinha tenta exorcizar o fantasma do Banco Master com nota de esclarecimento

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A Igreja Batista da Lagoinha Global, reduto espiritual da elite evangélica e palco de lives cinematográficas, decidiu que o silêncio não era mais uma opção diante do avanço da Polícia Federal e da CPMI do INSS.

Em uma nota que exala o pragmatismo jurídico de quem conhece bem os tribunais, a instituição negou qualquer vínculo institucional com as irregularidades da “Operação Compliance Zero”, que investiga o rastro de destruição financeira na liquidação do Banco Master.

O comunicado surge como um escudo para o pastor André Valadão, citado pela senadora Damares Alves na lista de convocados a explicar por que o “amém” e o “crédito consignado” parecem ter se cruzado em caminhos tortuosos.

Para a Lagoinha, o culpado tem nome e já foi “sacrificado” no altar da conveniência institucional: Fabiano Zettel. A igreja afirma que o ex-ministro foi afastado assim que as nuvens negras da PF surgiram no horizonte e que, desde novembro de 2025, ele não faz mais parte da “família global”.

É a clássica tática do isolamento: corta-se um membro para tentar salvar o corpo de 600 igrejas de uma investigação que apura descontos indevidos em aposentadorias de brasileiros — uma prática que, se comprovada, estaria mais próxima da usura do que da caridade cristã.

Pode uma instituição com 600 filiais desconhecer as transações de seus líderes?

Será que o distanciamento de Zettel é uma prova de ética ou apenas um compliance de última hora para evitar que a CPMI vasculhe as contas da Lagoinha? Ao ameaçar com “medidas jurídicas” quem divulgar o que chamam de informações falsas, a igreja de Valadão tenta blindar sua imagem de marca multinacional da fé. O problema é que, na política e no sistema financeiro, a fé não remove montanhas de evidências; apenas laudos e quebras de sigilo o fazem. A Lagoinha reafirma seu compromisso com os “princípios cristãos”, mas terá de convencer os senadores e a PF de que os descontos indevidos no INSS não foram o combustível para a expansão de seu império global.


O Livro de Atos (e Omissões): O Rastro da Lagoinha no Caso Master

Personagem / EntidadePapel CitadoA Defesa da IgrejaO Olhar do Diário
André ValadãoLíder Global / Convocado pela CPMIInstituição não tem evidência de erro.O pastor terá de explicar a “lista de Damares”.
Fabiano ZettelEx-pastor / Ligado às investigaçõesAfastado e sem vínculo desde Nov/2025.O bode expiatório perfeito para o momento.
Banco MasterLiquidação e Fraudes Financeiras“Não há envolvimento institucional”.A PF quer saber se o dízimo lavou o consignado.
CPMIn do INSSInvestiga descontos em aposentadoriasIgreja diz estar à disposição.Onde há fumaça de fraude, há fogo de comissão.

A análise técnica do Diário Carioca não se deixa levar por cânticos de louvor: a nota da Lagoinha é uma peça de contenção de danos para investidores e fiéis. Tentar desvincular a figura de seus pastores da própria instituição é um exercício de contorcionismo que a CPMI raramente aceita sem questionar. Se a igreja é “Global” para colher os frutos do dízimo, também deve ser global para assumir a responsabilidade sobre quem coloca no púlpito para falar em nome de Deus e, aparentemente, gerir negócios no submundo bancário.

Vasco vence o Maricá em noite de golaços, expulsão infantil e o novo uniforme da Nike

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Fernando Diniz, o filósofo do risco calculado, resolveu dar ao torcedor vascaíno o cardápio completo logo na primeira rodada. Em uma estreia que tinha tudo para ser um passeio bucólico, o Vasco superou o ímpeto do Maricá e a própria instabilidade defensiva para somar os primeiros três pontos. Com o time principal em campo — herança do vice-campeonato da Copa do Brasil de 2025 —, o Gigante da Colina desfilou seu novo manto da Nike e mostrou que o talento ofensivo sobra, embora o sistema defensivo ainda flerte com o perigo em saídas de bola que desafiam a física.

A estrela da noite foi Rayan. O jovem atacante, que já sente o hálito financeiro do Bournemouth (Premier League) em sua nuca com uma proposta de 35 milhões de euros, não se intimidou. Abriu o placar no rebote e marcou o terceiro em um contra-ataque avassalador, driblando o goleiro com a frieza de um veterano. Coutinho, por sua vez, provou que a classe é imune ao tempo: marcou um gol de manual, limpando a marcação e acertando o ângulo. Mas, como o Vasco sem drama é um corpo sem alma, Lucas Piton resolveu “animar” o jogo ao ser expulso aos 41 do primeiro tempo, após um erro banal na saída de bola que quase entregou o ouro ao Tsunami da Região dos Lagos.

O “Risco Diniz” vale a pena para um time que pretende reconquistar o Rio?

Será que a insistência em saídas de bola curtas, mesmo com um a menos, é ousadia ou teimosia? O Vasco viu o Maricá descontar duas vezes em falhas de posicionamento e na bola parada, expondo que a transição defensiva ainda é o calcanhar de Aquiles do projeto 2026. A vitória por 4 a 2 mascara um jogo que esteve nas mãos, mas que escapuliu por entre os dedos em diversos momentos de desconcentração. Se Rayan e Coutinho são a garantia de espetáculo, a zaga precisa entender que nem todo erro é perdoável, especialmente quando o rival não tem a grife de um time de Série A, mas tem a fome de quem quer fazer história em São Januário.


O Placar da Colina: Destaques e Vacilos em São Januário

ProtagonistaAção DecisivaNota do EditorStatus
RayanDois gols e transições rápidas.O “caixa” do Vasco vai agradecer ao Bournemouth.Em alta.
Philippe CoutinhoGolaço no ângulo e assistência.Joga de terno, mesmo no calor de janeiro.Maestro.
Carlos CuestaGol de zagueiro e segurança aérea.O xerife que a defesa precisa para não vazar.Sólido.
Lucas PitonExpulsão infantil aos 41/1T.Deixou o time na mão por excesso de confiança.Na berlinda.

A análise do Diário Carioca é cirúrgica: o Vasco venceu, mas não convenceu totalmente os céticos. O 4 a 2 é elástico, mas a vulnerabilidade exibida diante da pressão alta do Maricá é um sinal de alerta para os clássicos que virão. Diniz tem em mãos um elenco tecnicamente superior, mas que ainda se comporta como um laboratório de experiências arriscadas. Para o torcedor, fica o alento de ver Rayan em estado de graça e Coutinho desfilando inteligência, mas a pergunta persiste: até quando a “valentia” na saída de bola será a maior inimiga do próprio Vasco?

O Novo Visual de Sophie Turner Como Lara Croft na Nova Série Tomb Raider

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O Prime Video anuncia hoje que a produção de Tomb Raider está em andamento e revela a primeira imagem de Sophie Turner como Lara Croft na nova série original. A produção será a mais recente adição à assinatura Amazon Prime. Membros Prime no Brasil desfrutam de economia, conveniência e entretenimento, tudo em uma única assinatura.

A série é baseada na icônica franquia de videogames Tomb Raider, que acompanha as aventuras da arqueóloga mundialmente conhecida, Lara Croft.

Estrelada por Sophie Turner no papel principal, o elenco também conta com os nomes recentemente anunciados de Sigourney Weaver, Jason Isaacs, Martin Bobb-Semple, Jack Bannon, John Heffernan, Bill Paterson, Paterson Joseph, Sasha Luss, Juliette Motamed, Celia Imrie e August Wittgenstein. 

O projeto é liderado por Phoebe Waller-Bridge (Fleabag), que atua como criadora, roteirista, produtora executiva e co-showrunner, ao lado de Chad Hodge, também co-showrunner e produtor executivo. Jonathan Van Tulleken completa a equipe como diretor e produtor executivo.

A série tem produção executiva da Amazon MGM Studios, Crystal Dynamics, Phoebe Waller-Bridge e Jenny Robins pela Wells Street Films, Dmitri M. Johnson, Michael Lawrence Goldberg, Timothy I. Stevenson e Dallas Dickinson pela Story Kitchen, Michael Scheel e Legendary Television. A co-produção executiva é de Matt McInnis, com Jan R. Martin como produtora. 

Tomb Raider é produzida por Story Kitchen, Crystal Dynamics e Amazon MGM Studios

Lula eleva combate ao crime organizado a ação de Estado e articula atuação integrada entre Poderes

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu elevar o combate ao crime organizado ao status de ação de Estado, em uma estratégia que envolve a atuação integrada e permanente de órgãos do Executivo, do Ministério Público e do Poder Judiciário. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira, 15 de janeiro, pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima, após reunião convocada pelo presidente no Palácio do Planalto.
 

O encontro reuniu ministros de Estado, autoridades do sistema de Justiça e dirigentes de órgãos estratégicos, como a Polícia Federal, a Receita Federal, o Banco Central e o Ministério Público. Segundo o ministro, a medida reflete a gravidade do avanço do crime organizado no país e a necessidade de uma resposta à altura, com coordenação institucional e respeito às atribuições constitucionais de cada órgão.
 

“Hou­ve uma decisão do presidente da República, compartilhada por todos os atores presentes, de elevar ao status de ação do Estado o combate ao crime organizado”, afirmou Wellington César Lima.
 

ATUAÇÃO COORDENADA E PERMANENTE – De acordo com o ministro, a nova diretriz reconhece que ações isoladas de governo, ainda que eficientes, não são suficientes para enfrentar organizações criminosas que atuam de forma estruturada, transnacional e com forte poder econômico.
 

A proposta prevê que órgãos como Polícia Federal e Receita Federal sigam atuando na persecução penal e fiscal, mas em sintonia institucional com o Ministério Público e o Judiciário, de modo a garantir maior efetividade às investigações, denúncias e decisões judiciais. “Para que essas iniciativas alcancem um determinado grau de eficácia, precisam da colaboração desses órgãos de Estado”, destacou o ministro.
 

INTEGRAÇÃO E RESPEITO – A articulação envolve também os conselhos nacionais do Ministério Público e da Justiça. Segundo Wellington César Lima, houve manifestação de apoio do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Alexandre de Moraes, no sentido de viabilizar um espaço institucional de cooperação permanente.
 

A coordenação, ressaltou o ministro, será feita com absoluto respeito às autonomias e aos limites constitucionais de cada Poder, reforçando a institucionalidade democrática no enfrentamento ao crime organizado.
 

INTEGRAÇÃO E COOPERAÇÃO INTERNACIONAL – O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, reforçou que a integração já tem produzido resultados concretos e será aprofundada com a nova diretriz presidencial. Ele destacou a cooperação com órgãos como Banco Central, Receita Federal e Controladoria-Geral da União, além da atuação internacional da PF.
 

Como exemplo, citou uma operação recente que resultou na apreensão de quase 10 toneladas de drogas na Espanha, a maior da história daquele país, a partir de investigações conduzidas no Brasil em parceria com autoridades estrangeiras.
 

A proposta prevê que órgãos como Polícia Federal e Receita Federal sigam atuando na persecução penal e fiscal, mas em sintonia institucional com o Ministério Público e o Judiciário
A proposta prevê que órgãos como Polícia Federal e Receita Federal sigam atuando na persecução penal e fiscal, mas em sintonia institucional com o Ministério Público e o Judiciário

DESCAPITALIZAÇÃO – Outro eixo central da estratégia é o enfrentamento do poder econômico das organizações criminosas. Segundo Andrei Rodrigues, a Polícia Federal tem priorizado ações de inteligência e planejamento para atingir o chamado “andar de cima” do crime organizado. “Enfrentar o poder econômico do crime organizado é essencial para que a gente tenha resultados efetivos e perenes”, afirmou.
 

PRÓXIMOS PASSOS – O ministro da Justiça informou que novas medidas e ações estruturantes serão detalhadas em reuniões posteriores, incluindo a organização da equipe do ministério e o aprofundamento da cooperação federativa com estados e governadores.
 

Segundo ele, a decisão do presidente Lula representa um marco na resposta do Estado brasileiro ao crime organizado, ao reconhecer que o tamanho do desafio exige uma atuação integrada, contínua e acima de governos. “Há uma constatação de que o tamanho do problema justifica e merece uma conjugação de esforços dessa escala”, concluiu.

Maria Corina Machado rifa o Nobel da Paz para massagear o ego de Donald Trump

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O Prêmio Nobel da Paz, historicamente destinado a figuras que evitaram derramamento de sangue, acaba de ser oferecido como brinde em uma transação de geopolítica extrativista. Maria Corina Machado, laureada em 2025, visitou a Casa Branca nesta quinta-feira (15) com um objetivo que transita entre a gratidão servil e o marketing audacioso: entregar sua medalha a Donald Trump. O gesto, que Corina classifica como “reconhecimento”, soa mais como o pagamento de uma duplicata pela captura de Nicolás Maduro no início do mês. Em Washington, a paz parece ter preço, etiqueta e, agora, uma dona disposta a cedê-la ao homem que sempre cobiçou o título, mas que a história insiste em manter distante do panteão de Oslo.

A reação do Instituto Nobel foi imediata e gélida como o inverno norueguês. Em nota oficial, a fundação lembrou à “dama de ferro” da Venezuela que o prêmio é personalíssimo e intransferível. Não se passa um Nobel como quem passa um ponto comercial ou uma concessão de petróleo. No entanto, para o ecossistema de Trump, a regra é um detalhe burocrático diante da oportunidade de ostentar um ouro que nunca conquistou por mérito diplomático, mas por intervenção direta. Machado, ao oferecer o prêmio, não apenas ignora os estatutos da fundação, mas entrega simbolicamente a soberania venezuelana ao Salão Oval, transformando uma luta democrática em um anexo da política externa americana.

O Nobel da Paz pode ser usado como moeda de troca imperialista?

Será que o valor de um Nobel reside na medalha física ou na integridade de quem a carrega? Ao tentar transferir a honraria para Trump, Maria Corina Machado desidrata o significado do prêmio e o reduz a uma peça de propaganda. Trump, que já declarou que “ficaria honrado” em aceitar, vê no gesto a validação de sua doutrina de força. A questão que fica para a história é: como um prêmio “pela restauração pacífica” termina nas mãos de quem operou uma captura militar internacional? O silêncio de Corina sobre a aceitação de Trump é o vácuo de uma oposição que, ao derrotar um autoritário, corre o risco de se tornar o capacho de outro.


A Geopolítica da Medalha: Entre Oslo e Washington

Ator PolíticoPosição no TabuleiroO Gesto / DeclaraçãoA Realidade Institucional
Maria Corina MachadoLaureada em 2025Ofereceu a medalha a Trump.O prêmio é definitivo e individual.
Donald TrumpPresidente dos EUADisse que seria uma “honra” aceitar.Cobiça o prêmio há anos sem sucesso.
Instituto NobelAutoridade Máxima“O prêmio não pode ser transferido.”A oferta é nula perante o estatuto.
VenezuelaPós-captura de MaduroCenário de transição sob influência.O Nobel vira selo de aprovação dos EUA.

A análise é ácida e necessária: Maria Corina Machado está tentando converter capital moral em apoio militar e financeiro. Ao oferecer o Nobel a Trump, ela assina um recibo de subordinação que mancha a própria trajetória de resistência. O Nobel da Paz, criado para celebrar a resolução de conflitos, está sendo usado para selar uma aliança de ocupação. Se Trump aceitar o “presente”, terá em sua estante um troféu que a Noruega jamais lhe daria, e a Venezuela terá uma líder que, antes mesmo de governar, já entregou o que de mais valioso possuía no cenário internacional: a sua própria legitimidade independente.


O Smart Sampa não perdoa nem o DNA do prefeito: irmã de Ricardo Nunes é presa por reconhecimento facial

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A ironia, essa força gravitacional que coloca a hipocrisia em seu devido lugar, acaba de atingir o Edifício Matarazzo com a precisão de um algoritmo de última geração. Janaina Reis Miron, irmã do prefeito Ricardo Nunes, foi presa nesta quinta-feira (15) graças ao Smart Sampa — o onipresente sistema de câmeras de reconhecimento facial que Nunes tanto alardeia como a salvação da segurança pública.

Enquanto buscava atendimento em uma UBS na Zona Sul, a “primeira-irmã” foi identificada pela inteligência artificial como a foragida que é. Condenada por crimes que variam de embriaguez ao volante a agressões brutais contra o próprio filho, Janaina descobriu que o “Grande Irmão” da prefeitura não tem laços de sangue quando o assunto é cumprir mandado de prisão.

O histórico de Janaina é um compêndio de privilégios mal disfarçados e violência doméstica. Em 2022, ela foi flagrada ziguezagueando por uma rodovia, recusando o bafômetro e usando o clássico repertório do “você sabe com quem está falando?”, alegando que o marido era capitão da PM e que os agentes deveriam “prender ladrão” em vez de incomodar uma “mãe de família”. O conceito de “mãe de família” de Janaina, entretanto, inclui condenações por morder o filho, bater sua cabeça contra a parede e arremessar objetos. O Smart Sampa, que Nunes defende como arma contra o crime, acabou por expor as vísceras de uma linhagem que, no escurinho das delegacias, tentava se manter imune ao braço longo da lei.

O reconhecimento facial é o espelho que Nunes não queria encarar?

Será que o prefeito Ricardo Nunes continuará usando o Smart Sampa em suas propagandas agora que o sistema colocou as algemas em sua própria irmã? A prisão de Janaina é o triunfo do código sobre o sobrenome. Ela, que ameaçou prejudicar policiais e soltar cães contra a guarnição, foi “mordida” pela tecnologia do irmão. Nunes, que frequentemente flerta com discursos de ordem, agora se vê diante de uma realidade doméstica que é o avesso de sua retórica. A “segurança” que ele vende para a cidade finalmente chegou à sua árvore genealógica, provando que, para o Smart Sampa, o rosto de um foragido é apenas um dado, independentemente de quem o convidou para a ceia de Natal.

A Capivara da Família: O Prontuário de Janaina Reis Miron

Crime TipificadoDetalhes da OcorrênciaData da CondenaçãoStatus Atual
Lesão CorporalAgressão ao filho (mordidas, pancadas na cabeça).Abril de 2024Mandado de Prisão Cumprido.
Embriaguez ao VolanteDireção perigosa e recusa de bafômetro em Botucatu.Julho de 2025Mandado de Prisão Cumprido.
Desacato / AmeaçaAmeaçou soltar cães contra PMs e usar cargo do marido.Julho de 2025Mandado de Prisão Cumprido.
Fuga da JustiçaConsiderada foragida até a detecção pelo Smart Sampa.Presa na Zona Sul.

A análise é ácida e inevitável: Ricardo Nunes criou um monstro tecnológico que, por um lapso de honestidade binária, decidiu morder o criador. O sistema que deveria “limpar a cidade” começou fazendo uma faxina no álbum de fotos do prefeito. Janaina, a mulher que acreditava estar acima da lei por ser “esposa de capitão” e “irmã de prefeito”, agora terá tempo para refletir na carceragem sobre a eficiência do videomonitoramento. No fim, o Smart Sampa serviu para algo útil: mostrar que, diante da câmera, a elite também é feita de pixels e mandados em aberto.

Moraes escala Junta Médica para avaliar se o golpista Bolsonaro vai para hospital penitenciário

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A estratégia da defesa de Jair Bolsonaro de transformar o prontuário médico em um salvo-conduto para o conforto do lar sofreu um revés técnico nas mãos de Alexandre de Moraes. Nesta quinta-feira (15), ao mesmo tempo em que autorizou a “hospedagem” na Papudinha, o ministro determinou que uma Junta Médica Oficial realize uma perícia rigorosa no ex-presidente.

O objetivo? Decidir se ele precisa de um Hospital Penitenciário ou se a estrutura de 65 metros quadrados, com direito a esteira e cozinha privativa, já não é um exagero para quem, segundo exames realizados no hospital de luxo DF Star, não apresenta sequer uma mancha roxa da “queda da cama” que serviu de drama central para a transferência.

Moraes foi cirúrgico ao expor a higidez da equipe médica da Polícia Federal, rebatendo as insinuações de omissão. Para o ministro, a “fragilidade” alegada pelos advogados precisa passar pelo crivo da ciência estatal, e não apenas pelo pavor familiar de uma comida que não tenha o selo de aprovação de Michelle.

Com o prazo de 10 dias para a entrega do laudo, Bolsonaro viverá um limbo entre o privilégio militar e a realidade carcerária. O recado de Moraes é claro: a prisão não é um check-in hoteleiro, e a conversão em prisão domiciliar não será concedida à base de soluços ou tombos noturnos mal explicados.

A ciência médica será o último muro entre Bolsonaro e o pijama da domiciliar?

Será que o homem que receitava cloroquina e desdenhava de máscaras agora confia na “Junta Médica Oficial” para validar suas dores estratégicas? A ironia é deliciosa: Bolsonaro, o cético das vacinas, agora depende de um laudo de Estado para provar que sua saúde é incompatível com o Batalhão da PM. Ao negar o pedido de prisão domiciliar imediata, Moraes retira a política do diagnóstico e coloca a biologia no banco das testemunhas. Se o laudo disser que a esteira e as barras de apoio são suficientes, o “Capitão” terá de aprender que a dor da alma por estar longe do Wi-Fi não se cura em hospitais, mas com o cumprimento do Direito Penal.


O Check-up do Poder: O que a perícia vai vasculhar

Ponto de ConflitoAlegação da DefesaVeredito Preliminar (Moraes)O Papel da Junta Médica
A “Queda da Cama”Gerou riscos e traumas graves.Exames do DF Star não apontam sequelas.Avaliar necessidade de barras extras.
Alimentação“Desconfiança” e insegurança.Cozinha privativa já autorizada no 19º BPM.Definir restrições dietéticas reais.
Sono e FisioterapiaNecessidade de estabilização.Espaço para esteira e bicicleta garantido.Validar se o tratamento exige hospital.
Prisão DomiciliarÚnica saída para a saúde.Negada temporariamente.Dar a palavra final sobre a compatibilidade.

A análise do Diário Carioca é implacável: Moraes está dando corda para que a defesa se enforque em suas próprias contradições. Ao oferecer uma estrutura hospitalar dentro de um batalhão militar, o ministro esvazia o argumento da “falta de estrutura” e isola a tentativa de fuga para a domiciliar. A perícia médica de 10 dias será o termômetro da verdade: ou Bolsonaro é um doente crônico que exige cuidados hospitalares — sob vigilância máxima — ou é apenas um condenado tentando usar a medicina para burlar o destino que a Papuda lhe reservou.


“A Papuda lhe espera”: O bumerangue digital atinge o queixo do golpista Jair Bolsonaro

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O arquivo, esse juiz silencioso e implacável, acaba de condenar Jair Bolsonaro à pior das penas: o ridículo. Enquanto o ex-presidente desfaz as malas na cela de 65 metros quadrados que herdou da “Advogata” no 19º Batalhão da PM, as redes sociais ardem com o resgate de um vídeo de abril de 2017. Na gravação, o então deputado federal, rindo com a arrogância de quem se julgava intocável, dirigia-se aos petistas Carlos Zarattini e Maria do Rosário com um vaticínio que hoje soa como profecia autorreferencial: “A Papuda lhe espera. Boa estadia lá, valeu? Um forte abraço”. Pois bem, o abraço agora é das grades do complexo brasiliense, e a “boa estadia” foi assinada com caneta de ouro por Alexandre de Moraes.

https://twitter.com/i/status/2011925278956675218

A valentia de cercadinho, que se alimentava de lives e ataques coordenados, parece ter evaporado no trajeto entre a Superintendência da PF e o Complexo da Papuda. O homem que fazia piada com a dignidade alheia e sugeria que presos deveriam “deixar cair o sabonete” — uma alusão vulgar e homofóbica à violência carcerária — agora se vê do outro lado da fechadura. A ironia é tão densa que poderia ser cortada com a mesma navalha que o Diário Carioca usa para expor a hipocrisia imperialista. Bolsonaro, que sempre pregou o rigor máximo para os outros, agora se agarra a barras de apoio na cama e solicita fisioterapia noturna para conseguir conciliar o sono no endereço que ele mesmo transformou em meme.

O riso de 2017 ecoa como piada de mau gosto no corredor da Papudinha?

Será que ao caminhar pelo pátio de sol exclusivo, Bolsonaro consegue ouvir o eco de sua própria voz debochando de quem ele desejava ver atrás das grades? O “Papuda lhe espera” deixou de ser um slogan de ataque para se tornar o roteiro de seu ocaso. A internet, que ele próprio ajudou a transformar em um campo de batalha, não perdoa: os memes agora substituem as “motociatas”, e o silêncio do Wi-Fi cortado por Moraes é o som da justiça sendo feita sobre o pedestal de barro do bolsonarismo. A valentia, pelo que se vê, era apenas um filtro de vídeo que não resistiu ao peso de uma sentença de 27 anos.

O Reencontro com o Próprio Verbo: Bolsonaro vs. Bolsonaro

AnoAção / DeclaraçãoAlvoOnde está agora?
2017“A Papuda lhe espera. Boa estadia!”Maria do Rosário / OpositoresNo plenário da Câmara.
2021“Preso, morto ou vitória.”Sistema Judiciário / STFNo Palácio do Planalto.
2025Captura após tentativa de golpe.Instituições DemocráticasCarceragem da PF.
2026Transferência para a Papudinha.Própria consciência / MemóriaCela VIP de 65m².

A análise é ácida e incontornável: Jair Bolsonaro provou do próprio veneno. O político que construiu sua carreira em cima do ódio ao próximo e da celebração do cárcere para os inimigos, agora descobre que a Papuda é um destino democrático — ela não escolhe ideologia, apenas crimes. Se em 2017 ele oferecia um “forte abraço” para quem ia para a prisão, em 2026 ele recebe o abraço frio de um sistema que ele tentou corromper. A “valentia” ficou no YouTube; na vida real, restou apenas a esteira ergométrica e a vigilância de Moraes.


Golpista Bolsonaro assume a suíte da “Advogata” do crime e consolida o Big Brother da Papudinha

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A ironia, essa deusa implacável do destino, acaba de reservar a Jair Bolsonaro um aposento com história. A cela que o ex-presidente agora ocupa na Papudinha não estava vazia; ela pertencia a Jéssica Castro de Carvalho, a “Advogata” do tráfico. Presa desde novembro de 2025 após ser flagrada com um arsenal e quilos de skunk em seu carro de luxo, a influenciadora e especialista em Lei de Drogas — que namora um dos líderes da facção Comboio do Cão — foi gentilmente movida para a cela ao lado para dar lugar ao “Mito”. Bolsonaro, que sempre pregou a separação rígida entre “cidadãos de bem” e criminosos, agora divide o mesmo corredor, o mesmo ar e o mesmo passado imobiliário com a logística do crime brasiliense.

A transferência, oficializada nesta quinta-feira (15), revela que o 19º Batalhão da PMDF se tornou um verdadeiro cluster de celebridades do Judiciário. Enquanto Bolsonaro se acomoda nos 65 metros quadrados deixados pela “Advogata”, seus antigos braços direitos, Anderson Torres e Silvinei Vasques, observam a movimentação da cela vizinha. Silvinei, o ex-chefe da PRF que tentou fugir para o Paraguai após violar a tornozeleira, e Torres, o guardião da minuta do golpe, formam agora o comitê de boas-vindas do ex-presidente. É o encontro final de um projeto de poder que começou no Planalto e terminou em um batalhão reformado, onde o luxo da Sala de Estado-Maior tenta mascarar o fracasso retumbante de quem prometeu “acabar com a mamata”.

O “Capitão” se sente em casa na suíte deixada pelo Comboio do Cão?

Será que Bolsonaro, ao cruzar o limite da cela onde Jéssica Castro exibia suas especializações em direito penal, percebeu que a linha entre a política e a marginalidade se tornou invisível sob sua gestão? A “Advogata”, com suas sete especializações e paixão por fisiculturismo, compartilha com o novo inquilino o gosto pelas armas de grosso calibre e a habilidade de vender uma imagem imaculada nas redes sociais enquanto a realidade é guardada em tabletes e munições. Na Papudinha, o discurso de lei e ordem se dissolve na convivência forçada: o ex-presidente agora habita o vácuo deixado por quem servia ao tráfico, provando que, no xadrez de Alexandre de Moraes, todas as peças que atentam contra o Estado acabam no mesmo tabuleiro — e, muitas vezes, na mesma cama.

O Condomínio da Papudinha: Quem é Quem no 19º BPM

InquilinoOcupação AnteriorMotivo da EstadiaStatus da Unidade
Jair BolsonaroEx-PresidenteCondenado a 27 anos (Golpe/Org. Crim.)Suíte VIP (ex-Advogata).
Jéssica CastroAdvogada/InfluencerTráfico de armas e drogas (CDC)Remanejada para a cela ao lado.
Anderson TorresMinistro da JustiçaTentativa de golpe de EstadoVizinho de parede.
Silvinei VasquesDiretor da PRFPlano de golpe e fuga internacionalDivide unidade com Torres.

A análise é ácida, mas o fato é inconteste: a “Papudinha” virou a representação física da promiscuidade que o bolsonarismo trouxe às instituições. Ver o ex-chefe da nação herdando o espaço de uma operadora do crime organizado é a metáfora perfeita para o ocaso de um governo que flertou com as milícias e terminou nos braços do garantismo que tanto criticou. Bolsonaro agora dorme onde Jéssica sonhava com a liberdade; resta saber se, no silêncio da noite, ele ouvirá os conselhos dos vizinhos Torres e Silvinei ou se focará apenas no barulho da esteira que Moraes lhe concedeu para não pirar no deserto digital.

Moraes corta o Wi-Fi do Golpista Bolsonaro e nega YouTube na Papudinha por risco de motim digital

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Jair Bolsonaro descobriu, da pior maneira possível, que o sinal de internet não atravessa as grades da Sala de Estado-Maior. Na decisão que selou sua transferência para o 19º Batalhão da PM, o ministro Alexandre de Moraes aplicou um corretivo pedagógico na defesa do ex-presidente: negou sumariamente o pedido para a instalação de uma Smart TV com acesso ao YouTube.

Para Moraes, o aparelho não é um item de lazer, mas um cavalo de Troia tecnológico capaz de viabilizar “comunicações indevidas” e burlar o isolamento imposto pela condenação de 27 anos. O ex-presidente, que governou o país a golpe de cliques e transmissões ao vivo, agora terá de se contentar com a TV aberta — o mesmo “lixo” que ele jurou destruir enquanto inflava sua bolha digital.

A petição dos advogados, protocolada com a audácia de quem pede serviço de quarto, tentava vender a ideia de que o YouTube seria usado apenas para “acompanhamento jornalístico”. Moraes, que não é neófito nas táticas de guerrilha informacional do bolsonarismo, foi ácido na resposta.

Ele lembrou que o sistema prisional não é uma “estadia hoteleira” e que os privilégios já concedidos — de médicos 24h a cozinha privativa — não dão ao detento o direito de manter seu gabinete do ódio operando via streaming. Sem Wi-Fi, sem algoritmos e sem os comentários elogiosos de robôs, Bolsonaro terá de enfrentar o seu maior inimigo: a própria consciência, sem filtros do Instagram.

O algoritmo de Moraes não aceita “pular anúncio” da sentença?

Será que o ex-presidente acredita que o YouTube é um direito fundamental, enquanto o acesso à informação real foi por ele combatido durante anos? Ao tentar transformar a Papudinha em um estúdio de gravação para a posteridade, a defesa esbarrou na segurança institucional. O risco de Bolsonaro usar uma Smart TV para enviar sinais de fumaça digitais para seus seguidores radicais é real. No xilindró do 19º BPM, o “Capitão” terá de aprender que a vida offline é o destino final de quem tentou hackear a democracia. Sem o YouTube, Bolsonaro é apenas um homem em uma cela de 60 metros quadrados, pedalando uma esteira que não o leva a lugar nenhum.

O “Check-in” na Papudinha: O que entra e o que fica de fora

Item SolicitadoStatus do PedidoJustificativa de MoraesA Vida como ela é
Smart TV / YouTubeNEGADORisco de comunicação indevida e ilícitos.O fim das lives golpistas.
TV ComumAutorizadoAcesso à informação básica (aberta).Terá de assistir ao “Jornal Nacional”.
Cozinha PrivativaAutorizado“Desconfiança” alimentar da defesa.Gastronomia sob vigilância.
Academia (Esteira)AutorizadoNecessidade médica e fisioterápica.Pedalando para gastar o tempo.
LivrosAutorizadoPrograma de remição de pena (CNJ).A chance de ler a Constituição.

A análise técnica do Diário Carioca é implacável: ao vetar a Smart TV, Moraes retirou de Bolsonaro o seu oxigênio político. O isolamento digital é a maior punição para um populista que depende do eco das redes sociais para se sentir vivo. Sem a janela do YouTube, Bolsonaro é confrontado com a crueza do Direito Penal, onde a única “plataforma” disponível é o pátio do banho de sol. O ex-presidente queria uma colônia de férias conectada; recebeu um retiro forçado onde o único conteúdo disponível será o das páginas dos livros que ele terá de ler para diminuir seus dias de sombra.

Golpista Jair Bolsonaro inaugura o “puxadinho de luxo” da Papuda com exclusividade, assista ao vídeo

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A carceragem da Polícia Federal ficou pequena para o ego e as necessidades clínicas de Jair Bolsonaro. Nesta quinta-feira (15), o Supremo Tribunal Federal oficializou a transumância do ex-presidente para o 19º Batalhão da Polícia Militar, a famosa “Papudinha”. O “Capitão”, condenado a mais de 27 anos de reclusão, não terá a companhia de Anderson Torres ou Silvinei Vasques, seus antigos asseclas que dividem outra unidade; Moraes garantiu que Bolsonaro desfrute de uma sala de Estado-Maior inteira só para si. O espaço, projetado para quatro pessoas, foi convertido em uma suíte monárquica de 65 metros quadrados para abrigar o homem que, ironicamente, sempre pregou que a cela deveria ser o lugar de maior sofrimento para o criminoso.

As “necessidades” de Bolsonaro, aceitas por Alexandre de Moraes sob o manto do garantismo humanitário, transformam a Papudinha em uma extensão de sua residência de veraneio. O ex-presidente terá assistência médica particular ininterrupta, fisioterapia para “estabilização do sono” e uma cozinha privativa onde a família poderá preparar iguarias longe do “fantasma do envenenamento” que assombra as noites do detento. O aparato inclui até barras de apoio na cama, para evitar que o líder da extrema-direita sofra novas quedas literais, já que a queda política e jurídica parece definitiva. A única fronteira não ultrapassada foi a digital: a smart TV permanece vetada, mantendo o “Mito” em um analógico e necessário ostracismo informativo.

A cela exclusiva é justiça ou um salvo-conduto para o privilégio?

Será que os milhares de presos que se amontoam em celas fétidas e sem assistência médica básica no Complexo da Papuda enxergam nessa “Sala de Estado-Maior” a mesma justiça que o STF apregoa? Ao conceder a Bolsonaro uma estrutura que inclui área de exercícios, pista de caminhada e cinco refeições diárias preparadas sob medida, o Estado brasileiro reafirma que há dois pesos e duas medidas para quem tenta golpear a democracia. Bolsonaro não é um preso comum; é um hóspede do sistema militar, vivendo em um alojamento reformado com o dinheiro do contribuinte, enquanto seus fiéis escudeiros de 8 de janeiro amargam a dureza do sistema que ele mesmo ajudou a precarizar. O “Capitão” pedala em sua esteira privativa enquanto o Rio de Janeiro conta mortos em operações policiais abençoadas por seu discurso.


O Mapa da Mordomia: O Espólio da Papudinha

Facilidade GarantidaO BeneficiárioA Justificativa Médica/JurídicaO Contraponto do Diário
Uso ExclusivoJair BolsonaroPrerrogativa de segurança máxima.Espaço para 4 usado por 1.
Médicos 24hParticulares cadastradosHistórico de cirurgias e quedas.O SUS que ele sucateou não chega lá.
Cozinha e DietaResponsabilidade da DefesaReceio de “malversação alimentar”.Gastronomia VIP no cárcere.
ReligiãoRodovalho e ManzoniDireito ao conforto espiritual.O dízimo agora é em tempo de cela.
RemiçãoPor LeituraResolução do CNJ.Lerá a CF/88 ou manuais de tortura?

A análise técnica do Diário Carioca não deixa margem para dúvidas: o Estado brasileiro está tratando o carrasco com luvas de pelica. A transferência de Bolsonaro para a Papudinha, com todas as regalias médicas e logísticas, é uma tentativa de esvaziar o discurso de martírio da extrema-direita, mas acaba por escancarar a desigualdade abismal de um sistema penal que reserva suítes para generais e valas para os pobres. Bolsonaro agora tem o silêncio que tanto desejou para meditar sobre seus crimes, com o único ruído sendo o das barras de apoio de sua cama — o último suporte de um poder que se esvaiu entre processos e condenações.


Moraes concede “upgrade” de luxo para o cárcere do golpista Jair Bolsonaro na Papudinha

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O sistema prisional brasileiro, conhecido por suas masmorras medievais e superlotação, acaba de inaugurar uma modalidade inédita de custódia: o apart-hotel para golpistas. Ao transferir Jair Bolsonaro para o 19º Batalhão da PMDF, o ministro Alexandre de Moraes não apenas mudou o endereço do réu, mas elevou seu padrão de vida carcerário a níveis cinematográficos. O homem que desdenhava dos Direitos Humanos agora desfruta de uma Sala de Estado-Maior com cinco vezes o tamanho de sua cela anterior, equipada com lavanderia, área externa privativa e, o mais inusitado, uma cozinha própria.

A justificativa da defesa para tamanha regalia beira o paranoico: a família relatou “desconfiança” sobre a comida servida pela Polícia Federal. Para evitar o espectro do envenenamento — ou talvez apenas para garantir que o ex-presidente não precise encarar o “bandejão” que seus apoiadores do 8 de janeiro enfrentam — Moraes autorizou que a própria família prepare e armazene as cinco refeições diárias de Bolsonaro. É o fim da era da marmita e o início do chef domiciliar sob custódia militar.

O cárcere virou um retiro espiritual com personal trainer?

Será que a “Papudinha” se tornará o novo QG do bolsonarismo, agora com banho de sol com “horário livre e privacidade total”? A decisão de Moraes autoriza a montagem de uma academia particular com esteira e bicicleta, além de fisioterapia noturna para “estabilizar o sono” do capitão. Enquanto o cidadão comum aguarda meses por uma consulta no SUS, Bolsonaro terá médicos 24 horas e barras de proteção na cama para não cair — um cuidado maternal para quem sempre pregou a força bruta. As visitas de Michelle e dos filhos, somadas ao aconselhamento semanal de pastores como o Bispo Rodovalho, transformam a prisão em um gabinete de crise com direito a ceia e oração.

A Metamorfose do Cárcere: Da PF para a Papudinha

FacilidadeCustódia na PF (Antiga)Custódia na Papudinha (Nova)O Privilégio Analisado
Espaço Útil~12 metros quadrados.64,83 metros quadrados.Um “apartamento” no batalhão.
AlimentaçãoMarmita da carceragem.Cozinha privativa e 5 refeições.Fim do medo de “veneno”.
SaúdeAtendimento básico.Academia, Fisio e Médicos 24h.Spa médico para estabilização.
Banho de SolHorário restrito.Horário livre e privacidade total.O privilégio do isolamento VIP.
ReligiãoVisitas esporádicas.Pastores semanais (1h/dia).Manutenção do curral eleitoral.

A análise é cirúrgica: Moraes deu a Bolsonaro o conforto necessário para que ele não tenha desculpas médicas para evitar o cumprimento da pena. Ao conceder a cozinha, a esteira e os pastores, o ministro retira do bolsonarismo o discurso da tortura e do martírio. Bolsonaro está preso em um ambiente que muitos brasileiros chamariam de “casa dos sonhos”, mas continua sendo um condenado a 27 anos de reclusão. O capitão agora governa apenas o fogão de sua cela e o cronômetro de sua esteira, enquanto os bispos tentam dar sentido espiritual a uma queda que não foi da cama, mas do altar da República.

Moraes concede a Jair Bolsonaro o ‘privilégio’ de ‘pedalar’ no vácuo da Papudinha; Leia integra da decisão

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O “Mito” agora tem um novo CEP, e ele fica a poucos metros do Complexo da Papuda. Em uma decisão que equilibra o rigor da condenação com um garantismo que beira a hospitalidade de luxo, o ministro Alexandre de Moraes determinou a transferência de Jair Bolsonaro para a Sala de Estado-Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar do DF.

O homem que desdenhou da ciência e do isolamento agora terá assistência médica 24 horas e uma rotina de exercícios físicos monitorada, garantindo que o sentenciado da AP 2668 mantenha a saúde em dia enquanto cumpre seus 27 anos de reclusão por tentar implodir a democracia.

A decisão de Moraes é um catálogo de concessões para quem, durante quatro anos, pregou o “fim das mordomias”. Bolsonaro terá direito a médicos particulares sem aviso prévio, alimentação entregue pela própria família e visitas programadas de Michelle e dos filhos Carlos, Flávio, Renan, Laura e Letícia.

Para não perder o tom messiânico, o Bispo Rodovalho e o Pastor Thiago Manzoni têm uma hora semanal para tentar salvar a alma de quem agora só pode marchar sobre uma esteira ergométrica. Moraes, com a precisão de quem conhece o réu, autorizou até barras de apoio na cama, mas manteve o isolamento do mundo exterior ao não ceder às tentações da tecnologia.

A remição pela leitura será o primeiro contato do ex-presidente com a realidade?

Será que Bolsonaro aproveitará o programa de remição de pena para finalmente ler a Constituição que tentou rasgar? A decisão de Moraes permite que o ex-presidente diminua seus dias de cárcere através dos livros, uma ironia fina para quem sempre preferiu o WhatsApp às bibliotecas. Entre uma sessão de fisioterapia e um sermão evangélico, o detento da Papudinha terá o silêncio necessário para refletir sobre como o poder é efêmero e como a Justiça, embora tardia, é capaz de instalar grades de proteção até na cama de quem se achava inatingível. No fim das contas, a “Papudinha” não é apenas um endereço; é o palco final de um populista que agora só governa o próprio ritmo cardíaco.


A Íntegra do Despacho: As Regras do Cárcere

“Determino a imediata transferência de Jair Messias Bolsonaro da Sala de Estado Maior da Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal para a Sala de Estado Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar do DF (PMDF), localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília/DF, para cumprimento da pena privativa de liberdade fixada por esta Corte no julgamento da AP 2668.

Ficam ainda autorizadas as seguintes medidas:

  • Assistência integral, 24 horas por dia, por médicos particulares previamente cadastrados, sem necessidade de comunicação prévia;
  • Deslocamento imediato para hospitais em caso de urgência, devendo a defesa comunicar o ocorrido nos autos no prazo máximo de 24 horas;
  • Realização de sessões de fisioterapia nos horários e dias indicados pelos médicos, mediante prévio cadastramento do profissional e comunicação ao juízo;
  • Entrega diária de alimentação especial, cabendo à defesa indicar, no prazo de 24 horas, o nome da pessoa responsável pela entrega;
  • Disponibilização, pelo sistema penitenciário, de atendimento médico em regime de plantão, 24 horas por dia;
  • Visitação semanal permanente da esposa Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro, dos filhos Carlos Nantes Bolsonaro, Flávio Nantes Bolsonaro, Jair Renan Valle Bolsonaro e Laura Firmo Bolsonaro, e da enteada Leticia Marianna Firmo da Silva, às quartas e quintas-feiras, nos horários de 8h às 10h, 11h às 13h ou 14h às 16h, respeitados os procedimentos da unidade prisional.

As demais visitas deverão observar as regras do art. 7º da Portaria SEAP/SINJ/DF nº 200/2022, que exige cadastro prévio para ingresso em estabelecimentos prisionais, conforme disposto também na Portaria nº 199, de 11 de julho de 2022. Após o cadastro, as visitas dependerão de autorização prévia desta Corte.

Também fica autorizada a assistência religiosa pelo Bispo Robson Lemos Rodovalho e pelo Pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni, uma vez por semana, às terças ou sextas-feiras, de forma individual, com duração de uma hora, observadas as normas da unidade prisional; a participação do sentenciado no programa de remição de pena pela leitura, nos termos do art. 126 da Lei de Execução Penal e do art. 5º da Resolução nº 391/2021 do Conselho Nacional de Justiça, além das normas internas do local de custódia; a instalação de grades de proteção e barras de apoio na cama e em outros pontos da acomodação, providência que ficará a critério da defesa; e a instalação de aparelhos para fisioterapia, como esteira e bicicleta, conforme recomendação médica juntada no eDoc 82, também a ser providenciada a critério da defesa.”

Jair Bolsonaro deixa a PF e ruma para a “Papudinha” sob ordens de Moraes

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O castelo de cartas do bolsonarismo ruiu de vez e o “capitão” agora se prepara para ocupar o alojamento que já abrigou seus subordinados mais fiéis. Alexandre de Moraes, o algoz das pretensões autoritárias, assinou nesta quinta-feira (15) a transferência de Jair Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal para o 19º Batalhão da Polícia Militar, carinhosamente apelidado de “Papudinha”. A mudança ocorre após o ex-presidente — condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por crimes que incluem tentativa de golpe de Estado e organização criminosa — reclamar do barulho de um gerador e da solidão em sua cela de 12 metros quadrados. Na nova residência, Bolsonaro terá 60 metros quadrados e a companhia do vizinho Anderson Torres, o delegado que já conhece cada canto daquela carceragem de elite.

A decisão de Moraes, no entanto, é um primor de garantismo que beira o deboche para com o cidadão comum. O ministro autorizou uma verdadeira UTI particular dentro do presídio: médicos particulares 24 horas sem comunicação prévia, sessões de fisioterapia e até a instalação de uma esteira e uma bicicleta ergométrica. A alimentação também não será a “quentinha” dos presos comuns; Bolsonaro terá dieta especial trazida de fora por uma pessoa indicada pela defesa. O bispo Rodovalho e o pastor Thiago Manzoni serão os responsáveis pelo dízimo espiritual da cela. O único limite imposto pelo magistrado foi ao entretenimento: o pedido de uma smart TV foi rejeitado. No cárcere de Moraes, o ex-presidente terá tempo de sobra para ler, orar e pedalar, mas a conexão com o mundo digital das fake news permanecerá cortada.

A cela de Estado-Maior é uma prisão ou um spa para golpistas?

Será que a dignidade da pessoa humana, tão vilipendiada pelo discurso bolsonarista durante décadas, finalmente encontrou seu maior beneficiário no próprio Bolsonaro? O homem que pregava que “bandido bom é bandido morto” e que presos deveriam “sofrer para não voltar” agora desfruta de um aparato de saúde e conforto que nenhum hospital público do Rio de Janeiro consegue oferecer. A transferência para a Papudinha é o símbolo máximo de uma elite política que, mesmo quando condenada por tentar destruir a democracia, ainda consegue negociar o conforto de sua queda. Bolsonaro não vai para uma cela comum; vai para um alojamento reformado, com barras de apoio na cama e visitas semanais da família, mantendo a pompa de quem ainda se acredita acima da lei, mesmo vestindo o figurino de detento.

O Checklist do Conforto: A Vida na Papudinha

Item / BenefícioStatus na PapudinhaO Motivo do “Mimo”O Rigor da Lei
Espaço da Cela60 m² (Alojamento)Prerrogativa de ex-presidente.Banheiro, cozinha e lavanderia.
SaúdeMédicos 24h + FisioterapiaHistórico de cirurgias e soluços.Saída para hospital só em urgência.
ReligiãoBispo Rodovalho / Pastor ManzoniConforto espiritual da base.Visitas controladas pelo STF.
DietaAlimentação EspecialSequelas da facada/saúde frágil.Entrega feita por pessoa indicada.
LazerEsteira e BicicletaManutenção física obrigatória.Smart TV negada por Moraes.

A análise é inevitável: Bolsonaro foi transferido para não ter de encarar a própria irrelevância. O barulho do gerador na PF era o som da realidade batendo à porta, e a Papudinha surge como o último refúgio de um homem que tentou ser imperador e acabou como um hóspede indesejado do sistema carcerário brasiliense. Ao garantir assistência médica integral, Moraes neutraliza o discurso de “martírio” que a direita tenta emplacar. Bolsonaro está preso, está condenado, mas está muito bem cuidado — um luxo que as vítimas das chacinas no Rio, sob o comando de seus aliados, nunca tiveram direito.


Donald Trump abre o balcão do petróleo roubado na Venezuela

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O que antes era escondido sob o manto de “intervenções humanitárias” agora é exibido como troféu de guerra no Salão Oval. Os Estados Unidos concluíram nesta quinta-feira (15) a primeira venda de petróleo venezuelano sob a égide do governo Donald Trump.

O montante de US$ 500 milhões é o batismo de sangue de uma operação de saque sistemático que se seguiu à captura de Nicolás Maduro. Para Trump, a Venezuela não é um país em busca de democracia, mas um posto de gasolina gigante cujas chaves ele decidiu tomar à força. O plano, anunciado com a pompa de um colonizador moderno, prevê até US$ 100 bilhões em investimentos, transformando o solo venezuelano em um quintal extrativista das petroleiras texanas.

A retórica de Trump, no entanto, esbarra no pragmatismo gelado do mercado. Apesar do apetite pelo óleo alheio, executivos do setor energético deixaram a Casa Branca com mais perguntas do que respostas. O ceticismo domina as salas de reunião: sem segurança jurídica e sob o estigma de uma ocupação que fere o Direito Internacional, as grandes empresas temem que o investimento bilionário seja tão volátil quanto a geopolítica de Trump. A pilhagem é clara, mas a viabilidade de manter um esquema de roubo institucionalizado a longo prazo gera calafrios até nos mais ávidos capitalistas da energia.

O “investimento” prometido por Washington é, na verdade, o custo operacional de uma invasão que visa drenar as riquezas de um povo para alimentar a máquina imperialista. Ao vender o que não lhe pertence, os EUA oficializam a pirataria estatal no século XXI. A Venezuela, sob o bota de Washington, deixa de ser uma nação soberana para se tornar um ativo em liquidação no balanço financeiro americano.

A liberdade tem cheiro de óleo cru confiscado?

Será que o povo venezuelano verá um centavo desse “investimento” ou o destino final será apenas o bolso dos financiadores de campanha de Trump? A venda desses primeiros US$ 500 milhões é o recibo de um crime contra a autodeterminação dos povos. Quando Washington se autodeclara proprietário das reservas alheias, o sistema internacional deixa de ser regido por leis e passa a ser regido pelo saque. Quem será o próximo a ter sua riqueza “democratizada” por um porta-aviões americano? O ceticismo das empresas é o único sinal de lucidez em um cenário onde a cobiça superou qualquer vestígio de ética global.

O Inventário do Saque: A “Democracia” no Tanque

OperaçãoValor da PilhagemO Discurso de WashingtonA Realidade do Campo
Primeira VendaUS$ 500 milhões“Recuperação de ativos”.Petróleo roubado em solo ocupado.
Meta de InvestimentoUS$ 100 bilhões“Modernização do setor”.Extração colonialista para os EUA.
Segurança JurídicaNula / Ceticismo“Estabilidade garantida”.Medo de retaliações e instabilidade.
Destino do LucroTesouro Americano“Fundo para o povo venezuelano”.Financiamento da ocupação militar.

A análise é ácida e necessária: a Venezuela está sendo desossada. O petróleo, que deveria ser o motor do desenvolvimento nacional, virou a moeda de troca de um império que já não disfarça suas intenções. O ceticismo das petroleiras é o aviso de que, mesmo para o capital, o cheiro de petróleo roubado é forte demais para ser ignorado. Trump pode até vender os primeiros barris, mas a história registrará este dia como o início de um dos maiores assaltos à mão armada da era moderna.


Flávio Dino proíbe emendas para ONGs de parentes de políticos

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A democracia brasileira, em sua versão de balcão, acaba de sofrer um choque de realidade ética. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, utilizou a caneta nesta quinta-feira (15) para interditar uma das vias mais escusas do financiamento político: as emendas parlamentares destinadas a ONGs de estimação. A decisão, seca e fundamentada nos princípios da impessoalidade, proíbe que deputados e senadores direcionem verbas públicas para entidades administradas por cônjuges, parentes de até terceiro grau ou assessores. Dino não apenas barrou o repasse direto, como também interditou a subcontratação de empresas ligadas a esses mesmos círculos, fechando o cerco contra a lavagem de dinheiro público sob o manto do “terceiro setor”.

A motivação de Dino é baseada em dados que beiram o obsceno. Desde 2023, o repasse para essas entidades saltou assustadores 410%, atingindo a marca de R$ 3,5 bilhões — superando, inclusive, os repasses destinados a governos estaduais. O que as reportagens de O Globo escancararam, e o ministro agora sacramenta juridicamente, é que o Orçamento da União virou um plano de previdência privada para famílias de parlamentares. Onde deveria haver interesse público, Dino encontrou estruturas controladas por ex-assessores e aliados, transformando a caridade em um negócio lucrativo para quem detém a chave do cofre no Congresso.

Ao citar “indícios graves de malversação”, o ministro expõe o modus operandi da nossa elite política: a privatização do bem comum. No Brasil de 2026, onde o Congresso sequestrou fatias bilionárias do orçamento, a emenda parlamentar tornou-se a ferramenta perfeita para o nepotismo transvestido de filantropia. A decisão de Dino é um freio de arrumação em um trem desgovernado que confunde a Praça dos Três Poderes com o quintal da própria casa.

A emenda é para o povo ou para o genro do deputado?

Será que os parlamentares acreditam que a transparência é uma ofensa ao seu poder de indicação? A resistência do Congresso em abrir a “caixa-preta” das ONGs revela que o medo não é da fiscalização, mas da luz sobre o conflito de interesses. Dino foi cirúrgico: a moralidade administrativa não permite que o dinheiro do contribuinte sirva para pagar o prestador de serviço que divide a mesa de domingo com o parlamentar. Se a ONG é “da família”, que seja financiada pelo patrimônio dela, não pelo suor de quem paga imposto. A era das emendas “de sangue” parece estar com os dias contados, e a reação do Legislativo dirá se eles estão dispostos a ser homens públicos ou apenas gestores de ativos familiares.

A Anatomia do Desvio: O Salto das Emendas “Familiares”

Destino dos RecursosSalto (2019-2022 vs. 2023-2026)Status na HierarquiaO Alvo da Decisão de Dino
ONGs e Entidades PrivadasR$ 729 mi -> R$ 3,5 bi (+410%)3º lugar geral no Orçamento.Proibição de parentes e assessores.
PrefeiturasCrescimento constante.1º lugar geral.Critérios de transparência total.
Governos EstaduaisUltrapassados pelas ONGs.4º lugar (perda de espaço).Fortalecimento do controle federativo.

A tabela do descalabro financeiro não deixa dúvidas: o crescimento exponencial das emendas para entidades privadas foi o refúgio encontrado para fugir do controle dos órgãos estaduais. A análise do Diário Carioca é definitiva: ao proibir o beneficiamento de parentes, Dino ataca a raiz do coronelismo digital. Não se faz política social com o CPF da esposa do congressista. A decisão é um resgate da dignidade orçamentária, retirando das mãos dos “donos do poder” a ferramenta que usavam para irrigar suas bases eleitorais e contas bancárias simultaneamente.