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Trump oficializa Conselho da Paz com Rubio e Kushner para gerir o que sobrou de Gaza

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O governo Donald Trump oficializou nesta sexta-feira (16) a composição do que chama de “Conselho da Paz”, um órgão que, na prática, funcionará como a junta governativa de Gaza sob tutela direta de Washington.

A lista de nomes é um inventário do establishment conservador e de figuras controversas da geopolítica ocidental: do secretário de Estado Marco Rubio ao “arquiteto” dos Acordos de Abraão, Jared Kushner, passando pelo ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair — cuja biografia já está manchada pelo sangue da Guerra do Iraque.

O plano, que conta com a anuência pragmática (e desesperada) de Israel e do Hamas desde outubro de 2025, coloca o próprio Donald Trump como presidente do conselho, estabelecendo uma hierarquia de poder onde a soberania palestina é substituída por um comitê de bilionários e burocratas estrangeiros.

Enquanto Gaza ainda enterra seus mortos — com mais de 440 vítimas desde o cessar-fogo de outubro, incluindo 100 crianças —, a Casa Branca desenha o futuro do enclave como se fosse um fundo de private equity.

A presença de Marc Rowan e Ajay Banga (Banco Mundial) sinaliza que o plano de transição prioriza a reconstrução financeira e o controle de ativos sobre a autodeterminação dos povos.

Para especialistas em direitos humanos e analistas de política internacional, a estrutura não é apenas um conselho de transição; é uma reedição moderna dos mandatos coloniais, onde o destino de milhões de deslocados e famintos será decidido no Salão Oval, sob a égide de uma força militar internacional liderada pelo major-general Jasper Jeffers.

Pode haver paz genuína em um território gerido por quem financiou o seu massacre ou o “Conselho da Paz” é apenas a fachada para a anexação econômica definitiva?

Será que a escolha de Tony Blair, o homem que vendeu a mentira das armas de destruição em massa no Iraque, traz alguma credibilidade para uma Gaza que sofre com uma crise de fome induzida e um genocídio documentado pela ONU?

A indicação de Robert Gabriel e Steve Witkoff reforça o caráter personalista da gestão Trump: Gaza agora é um projeto da “Trump Organization” com o aval do Conselho de Segurança da ONU.

O mundo assiste, atônito, à oficialização de um protetorado americano em solo palestino, onde a “estabilização” servirá para limpar o rastro de dezenas de milhares de mortos em nome de um novo arranjo regional que ignora, solenemente, a dignidade dos sobreviventes.


A Engenharia do Protetorado: Quem manda em Gaza 2026

NomeFunção no ConselhoHistórico / PerfilO Olhar do Diário
Donald TrumpPresidente do ConselhoBilionário e 47º Presidente EUA.O síndico do caos que busca o Nobel sobre escombros.
Jared KushnerMembro SupervisorGenro de Trump e articulador regional.O retorno do “business” imobiliário sobre o solo sagrado.
Tony BlairMembro InternacionalEx-premiê do Reino Unido.A grife da guerra por procuração reaparece em Gaza.
Marco RubioRepresentante DiplomáticoSecretário de Estado dos EUA.O “falcão” que garante a subserviência ao imperialismo.
Jasper JeffersComandante MilitarMajor-General de Operações Especiais.A face fardada da “paz” que vigia a fome.

A análise técnica do Diário Carioca é ácida: a nomeação de um conselho presidido por Trump para governar Gaza é a materialização do cinismo imperialista. Após apoiar militarmente a ofensiva que dizimou a população palestina, os EUA agora se propõem a “gerir” a tragédia.

A inclusão de Nickolay Mladenov como alto representante tenta dar um verniz de legitimidade multilateral a uma operação que cheira a ocupação. Para os palestinos que sobreviveram aos bombardeios e à fome, a troca dos mísseis pela burocracia de Kushner e Blair pode não passar de uma transição entre a morte rápida e a servidão prolongada.


Feriado no Rio: Linha Amarela estima quase 700 mil veículos

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A Lamsa, concessionária que administra a Linha Amarela, estima que quase 700 mil veículos circulem pela via expressa entre os dias 16 e 20 de janeiro, período que inclui a sexta-feira, o fim de semana, a segunda-feira e a terça-feira, feriado de São Sebastião. A média diária prevista é de *140 mil veículos.

Para atender à demanda e garantir fluidez e segurança, a concessionária preparou uma operação especial, com a disponibilização de até 50 colaboradores por turno, reforçando principalmente o atendimento nas praças de pedágio em horários de pico. Controladores de tráfego atuarão de forma contínua, e os painéis eletrônicos da via exibirão informações em tempo real sobre as condições do trânsito e do clima, além de mensagens de orientação aos motoristas.

A concessionária recomenda que os usuários se programem com antecedência e evitem, sempre que possível, os horários de maior movimento.

Previsão de tráfego do feriado de São Sebastião

Sexta-feira (16/01) – Tráfego intenso das 7h às 19h

Sábado (17/01) – Tráfego moderado das 11h às 18h

Domingo (18/01) – Tráfego moderado das 11h às 18h

Segunda-feira (19/01) – Tráfego intenso das 12h às 18h

Terça-feira (20/01) Feriado de São Sebastião – Tráfego moderado das 12h às 19h

PF e PGR detalham esquema de gestão fraudulenta do Banco Master e Brasília entra em pânico

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O sistema financeiro brasileiro amanheceu sob o impacto de uma das maiores devassas da história recente. A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) escancaram o que chamam de “gestão fraudulenta” no Banco Master, sob o comando de Daniel Vorcaro. Segundo o PGR Paulo Gonet, o banco montou uma sofisticada engrenagem para desviar R$ 5,7 bilhões. O esquema era quase poético em sua audácia: o Master captava dinheiro emitindo CDBs (Certificados de Depósito Bancário), mas, em vez de emprestar para o mercado produtivo, injetava os recursos em fundos de investimento exclusivos. Desses fundos, o dinheiro saltava para notas comerciais de empresas ligadas ao próprio Vorcaro, seus familiares e ao empresário Nelson Tanure. Entre as “pérolas” da investigação, consta o investimento de R$ 361 milhões em uma microclínica de capital social zerado, presidida por uma beneficiária de Auxílio Emergencial — o clássico “laranja” que, no papel, movimenta fortunas enquanto a realidade bate à porta com a pobreza.

O ministro Dias Toffoli, do STF, não apenas retirou o sigilo da decisão, como autorizou o bloqueio total dos R$ 5,7 bilhões e a quebra de sigilo bancário e fiscal de 101 pessoas e empresas. A remessa do caso para o Supremo é um movimento tático de Gonet para evitar que as nulidades jurídicas — tão comuns em casos que envolvem o andar de cima — anulem as provas colhidas. O período investigado abrange os últimos cinco anos, o que promete um raio-X completo da ascensão meteórica da instituição.

Até onde vai a rede de proteção de um banco que infiltra seus tentáculos no mercado de capitais para financiar a vida nababesca de seus controladores?

A pergunta que ecoa na Faria Lima e no Congresso é: o que os peritos da PF encontrarão nos celulares apreendidos? O pânico em Brasília tem nome e tecnologia: a perícia federal agora utiliza Gaiolas de Faraday para extrair dados de aparelhos desligados e sem senha, impedindo que os investigados apaguem as provas remotamente. Com Vorcaro e Tanure no centro do furacão, o conteúdo das mensagens promete ser um inventário das relações perigosas entre o capital financeiro e o poder político. Se o Master se vendia como o banco da “agilidade”, a Polícia Federal provou que a justiça pode ser ainda mais rápida quando a tecnologia encontra o rastro do dinheiro.


A Anatomia da Fraude: O Ciclo do Dinheiro no Master

Etapa do FluxoMecanismo UtilizadoDestino FinalO Olhar do Diário
CaptaçãoEmissão de CDBs para o público.Caixa do Banco Master.O dinheiro do investidor vira combustível de esquema.
TriangulaçãoAporte em Fundos Exclusivos.Cotista único: o próprio banco.A lavagem começa na opacidade dos fundos fechados.
DesvioCompra de Notas Comerciais.Empresas de fachada ou de familiares.R$ 361 mi em clínica fantasma é o auge do deboche.
BlindagemUso de “Laranjas” e familiares.Daniel e Henrique Vorcaro, Nelson Tanure.O sobrenome na conta e o CPF do pobre na frente.

A análise técnica do Diário Carioca é implacável: o caso Master é o retrato do “capitalismo de compadrio” levado às últimas consequências. Não se trata apenas de erro de gestão, mas de uma organização criminosa que utilizou a licença bancária para saquear o mercado de capitais em benefício próprio. A tecnologia da Gaiola de Faraday, que isola os celulares das ondas eletromagnéticas, é a metáfora perfeita para o que deve acontecer agora: o isolamento desses atores do convívio social para que as provas não sejam corrompidas. O Master queria ser grande; a PF garantiu que, pelo menos nas páginas policiais, ele seja inesquecível.


STJ livra Malafaia e esposa de pagarem aluguel de imóvel que o locador se recusou a receber chaves

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A justiça terrena acaba de dar um fôlego ao bolso do pastor Silas Malafaia. Em decisão unânime, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) e sua esposa, Elizete, não podem ser executados por aluguéis acumulados após a tentativa de devolução de um imóvel comercial.

O caso, que subiu as escadarias do Judiciário após o Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) tentar manter o casal no gancho financeiro, esbarra em uma prática comum — e agora oficialmente abusiva: o locador que “sequestra” o contrato, recusando-se a receber as chaves até que o inquilino assine um laudo de vistoria confessando danos.

Para a ministra Nancy Andrighi, relatora do recurso, o direito de ir embora é sagrado (legalmente falando) e não pode ser cerceado por caprichos ou vistorias punitivas.

A controvérsia jurídica expõe a anatomia de um braço de ferro comum no mercado imobiliário, mas que ganha contornos de evento gospel quando os fiadores são os Malafaia.

A igreja desocupou o imóvel, mas o proprietário tentou forçar a assinatura de um documento de responsabilidade por avarias no ato da entrega das chaves. Diante da negativa da ADVEC, o locador continuou rodando o taxímetro dos aluguéis, acreditando que a garantia dos fiadores cobriria o prejuízo ad infinitum.

O STJ, contudo, restaurou a lógica do artigo 6º da Lei do Inquilinato: se o inquilino quer sair, ele sai. Eventuais estragos no imóvel devem ser discutidos em outra freguesia (ou ação própria), e não usados como algema para manter o contrato vivo à força.

O proprietário tentou transformar a entrega das chaves em uma confissão de dívida ou apenas ignorava a jurisprudência consolidada do STJ?

Será que os locadores acreditam que o fiador é um avalista de má-fé do proprietário? A decisão de Nancy Andrighi é um manual de sobrevivência para fiadores e locatários: a recusa injustificada em receber as chaves rompe o vínculo de cobrança no exato momento da tentativa de entrega. No caso de Malafaia, a vitória judicial serve como um aviso ao mercado de que a garantia fidejussória (fiança) não é um cheque em branco para a inércia ou para a esperteza do locador que tenta prolongar o contrato no grito. Para o pastor, que vive dias de embates na CPMI e no cenário político, ao menos no campo dos imóveis, as portas — e as chaves — se abriram por ordem divina da lei.


A Regra do Jogo: O Que o STJ Enquadrou

PersonagemAção no Caso MalafaiaO Que Diz a Lei (2026)O Veredito do Diário
Inquilino (ADVEC)Tentou entregar chaves; moveu ação de consignação.Tem o direito potestativo de rescindir a qualquer tempo.Agiu certo: se o dono não aceita, o juiz guarda.
Locador (Proprietário)Condicionou chaves à assinatura de laudo de danos.Não pode criar obstáculos para a devolução do imóvel.Tentou dar o “nó” e acabou sem o aluguel e com a custa.
Fiadores (Silas e Elizete)Embargaram a execução da dívida “fantasma”.A responsabilidade cessa com a desocupação e oferta das chaves.Livres do dízimo imobiliário forçado.
O JudiciárioSTJ restabeleceu a sentença de 1ª instância.Vistoria não é pré-requisito para encerrar contrato.Jurisprudência reafirmada contra o abuso de direito.

A análise técnica do Diário Carioca é cirúrgica: a decisão protege o fiador da conduta temerária do locador. Se o proprietário alega que o imóvel foi devolvido em frangalhos, que processe pelas perdas e danos, mas não tente transformar o aluguel em uma multa perpétua. O impacto no mercado é claro: o “aceite” das chaves é obrigatório. Para o clã Malafaia, a decisão é um alento jurídico em meio às turbulências; para o cidadão comum, é a certeza de que o proprietário não manda na data da sua mudança. No tribunal dos homens, ao menos desta vez, a burocracia imobiliária perdeu para o texto frio da Lei 8.245.

Delegada “concursada pelo crime” leva liderança do PCC para festa de gala da Polícia Civil

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A audácia criminosa no Brasil de 2026 ganhou um novo rosto, e ele usa batom e distintivo. A prisão da delegada Layla Lima Ayub, ocorrida nesta sexta-feira (16), revela um roteiro que faria inveja às infiltrações cinematográficas: recém-empossada, Layla não se deu ao trabalho de esconder o coração — ou o patrão. Em sua posse na Academia de Polícia, em dezembro de 2025, ela desfilou de braços dados com Jardel Neto Pereira da Cruz, o “Dedel”, uma das vozes de comando do PCC na região Norte. O promotor Carlos Gaya não economizou no adjetivo: “audácia”. Levar um criminoso em liberdade condicional para o ninho da Polícia Civil não foi apenas um erro de julgamento amoroso; foi uma demonstração de força e desprezo pelas instituições que ela jurou servir.

A investigação da Operação Serpens — um esforço conjunto entre o MP-SP, Gaeco e a Corregedoria — aponta que a cooptação de Layla começou antes do concurso, nos tempos em que ela atuava como advogada. A suspeita é que a “Doutora” tenha sido investida pela facção para ser os olhos e ouvidos do crime dentro da máquina estatal. Para completar o combo da contravenção, o casal planejava lavar o capital da organização através da compra de uma padaria em Itaquera, na Zona Leste paulistana. Entre o café e o pãozinho, o PCC pretendia limpar o sangue do tráfico sob o balcão de um estabelecimento de bairro, provando que a lavagem de dinheiro busca sempre a banalidade do cotidiano para florescer.

Jardel aparece com Layla na posse dela como delegada em São Paulo. Foto: UOL
Jardel aparece com Layla na posse dela como delegada em São Paulo. Foto: UOL

O Estado brasileiro está sendo “concursado” pelo crime organizado ou este é apenas um caso isolado de cupidez individual?

Será que os filtros da Academia de Polícia são tão porosos que uma advogada de traficantes — que chegou a atuar em audiência de custódia para o bando já ocupando cargo público — consegue passar incólume? O caso de Layla Ayub é o sintoma de uma doença mais profunda: a infiltração por inteligência. O crime organizado não quer apenas trocar tiros nas frestas das favelas; ele quer assinar os boletins de ocorrência. Ao ser presa, Layla arrasta consigo a credibilidade de um sistema de seleção que permitiu a uma liderança do PCC sorrir para as fotos oficiais no coração da segurança pública paulista.


Anatomia da Infiltração: A Ficha de Layla Ayub

Ponto de RupturaAção InvestigadaA Prova do CrimeO Olhar do Diário
Vida DuplaAdvogada e Delegada simultaneamente.Atuação em audiência para traficantes após a posse.A ética jogada no triturador de papel da delegacia.
Relação PerigosaNamoro com “Dedel” (Líder do PCC).Fotos oficiais na cerimônia da Academia de Polícia.O amor é cego, mas a Justiça está começando a enxergar.
Lavagem de CapitaisCompra de padaria em Itaquera.Contratos informais e movimentação atípica.O lucro do tráfico tentando virar sonho de padaria.
Operação SerpensInvestigação SP e Pará.Prisão preventiva e busca e apreensão.A serpente perdeu o bote; agora é hora de colher o veneno.

Layla Ayub é o exemplo da “uberização” do crime no serviço público. Ela não é apenas uma delegada corrupta; ela é, possivelmente, uma peça de engenharia logística do PCC. O fato de ela ter levado o namorado em condicional para a posse mostra que o crime organizado perdeu o medo do Estado — ou pior, sente-se dono dele. Enquanto a Polícia Civil tenta identificar todos os clientes da “Doutora”, o Brasil se pergunta quantas outras “Laylas” estão neste momento redigindo inquéritos sob encomenda nos gabinetes do país.

Por que seu bolo solou? O guia definitivo para nunca mais errar a massa

Nada é mais frustrante na cozinha do que a expectativa de um bolo fofinho que termina em uma massa pesada, murcha ou “solada”.

Em 2026, as buscas por soluções para desastres na confeitaria caseira seguem no topo dos termos de gastronomia, especialmente quando o clima esfria e a precisão técnica se torna ainda mais vital.

O segredo, segundo especialistas, não está na sorte, mas na física e na química da massa. Um bolo que não cresce é, quase sempre, o resultado de uma falha em uma das etapas fundamentais de estrutura e aeração.

Para o chef Rafael Fraga, da Prática, a confeitaria é uma ciência exata disfarçada de arte. “O bolo perfeito é um equilíbrio entre gorduras, líquidos, secos e ar. Se um desses elementos falha — seja pela temperatura errada ou pelo excesso de manipulação — a estrutura colapsa”, detalha o chef.

Para garantir que sua próxima receita saia do forno como nas vitrines, é preciso dominar os pontos críticos que transformam ingredientes simples em uma estrutura aerada e estável.

O que define se uma massa terá estrutura para crescer ou se irá sucumbir ao próprio peso?

A resposta reside na combinação de três fatores: a ativação correta do fermento, a temperatura ambiente dos insumos e o controle térmico do forno.

 Seu bolo não cresceu? Veja os erros mais comuns e como salvar a sua receita
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Ignorar o pré-aquecimento ou utilizar ovos gelados são os erros “invisíveis” mais frequentes, que impedem a emulsão correta da gordura com os líquidos, resultando em uma massa que não retém as bolhas de ar necessárias para a leveza.


Check-list da Confeitaria: Os 7 Erros Capitais e a Solução

Problema IdentificadoCausa ProvávelTécnica de Correção (Como salvar)
Bolo Solado / PesadoMedidas imprecisas ou excesso de líquidos.Use balança culinária e peneire a farinha para aerar os secos.
Bolo que Murcha no MeioAbrir o forno antes da hora ou choque térmico.Jamais abra a porta nos primeiros 20 min; pré-aqueça a 180°C.
Massa Dura / AbetumadaBater demais a farinha (desenvolvimento do glúten).Misture a farinha delicadamente, apenas até incorporar.
Crescimento IrregularFermento vencido ou inativo.Teste o fermento em água quente antes de usar.
Ingredientes SeparadosUso de ovos ou leite gelados.Deixe tudo em temperatura ambiente por 30 min antes do preparo.
Bolo Baixo / EspalhadoForma grande demais para a quantidade de massa.Respeite o diâmetro da forma indicado na receita original.
Bolo que Afunda ao SairDesenformar com a massa ainda muito quente.Espere o calor estabilizar (10 a 15 min) antes de virar.

A análise técnica é clara: a confeitaria não admite improvisos. Um bolo “solado” é, na verdade, uma massa que perdeu o ar ou que teve o glúten superativado por excesso de sova.

Para evitar o desperdício, o domínio das etapas — como bater bem a manteiga com o açúcar até obter um creme claro (método cremoso) e incorporar os ovos um a um — é o que garante a estabilidade.

 Seu bolo não cresceu? Veja os erros mais comuns e como salvar a sua receita
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Ao controlar essas variáveis, o resultado deixa de ser uma loteria e passa a ser uma entrega previsível de sabor e textura.

Para mais dicas de empreendedorismo, equipamentos e receitas, você pode acompanhar através do blog da Prática: https://blog.praticabr.com/

No Rio de Janeiro, Lula e Ursula celebram “fim do sofrimento” de 25 anos com acordo Mercosul-UE

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Após um quarto de século de idas, vindas e birras protecionistas de ambos os lados do Atlântico, a fumaça branca finalmente subiu no Rio de Janeiro.

Nesta sexta-feira (16), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, deram o “sim” simbólico ao acordo histórico entre o Mercosul e a União Europeia. No Itamaraty carioca, sob o sol de janeiro, Lula não escondeu o alívio: foram “25 anos de sofrimento” para parir um mercado de 720 milhões de pessoas e um PIB de US$ 22 trilhões.

O petista, contudo, fez questão de marcar território, avisando que a abertura comercial só faz sentido se trouxer reindustrialização e redução de desigualdades, e não apenas o eterno papel de exportador de soja e minério. Amanhã, em Assunção, o papel será assinado, curiosamente sem a presença física de Lula, que enviará o chanceler Mauro Vieira para o carimbo final.

Ursula von der Leyen, por sua vez, não veio ao Rio apenas para trocar gentilezas diplomáticas. No discurso, a líder europeia deixou claro o interesse estratégico do bloco: o acesso facilitado ao lítio, níquel e terras raras da América do Sul. Em um mundo onde a China domina as baterias e os EUA de Trump voltam a erguer muros tarifários, a Europa corre para garantir sua “independência estratégica” através das veias abertas do Mercosul.

O acordo prevê que a UE zerará tarifas sobre 95% dos bens sul-americanos em 12 anos, enquanto o Mercosul fará o mesmo para 91% dos produtos europeus em 15 anos. É um jogo de paciência e assimetrias, onde o Brasil aposta na exportação de aviões e manufaturados de valor agregado, enquanto tenta não ser engolido pela eficiência industrial alemã.

A reindustrialização brasileira sobreviverá à invasão de produtos europeus ou o acordo é o certificado de óbito da nossa manufatura?

Será que as salvaguardas ambientais — agora obrigatórias e vinculantes — serão usadas como armas protecionistas pela França no futuro, ou o Brasil finalmente aprenderá a jogar na Champions League do comércio global? L

ula aposta no multilateralismo como vacina contra o isolacionismo, mas o desafio é interno: como garantir que o crescimento do PIB, mencionado no discurso, chegue ao bolso de quem ganha o salário mínimo de R$ 1.621?

O otimismo de Geraldo Alckmin, que vê “emprego na veia”, confronta o receio de setores da indústria de transformação que temem o fim da proteção estatal. O fato é que, a partir de amanhã, o Mercosul deixa de ser um condomínio fechado para virar o salão nobre do comércio ocidental.


O Balanço do Pacto: O Que Está em Jogo na Mesa

Setor EstratégicoPromessa do AcordoA Letra Miúda (Risco)O Olhar do Diário
AgronegócioAcesso a 27 países ricos via cotas.Exigências ambientais rigorosas (UE).O campo sorri, mas o fiscal europeu vigia.
IndústriaRedução de custos em máquinas e peças.Concorrência direta com a tecnologia alemã.Reindustrialização ou “comércio de balcão”?
Transição VerdeInvestimentos em Lítio e Terras Raras.Exportação de matéria-prima bruta.A Europa quer nossas baterias, não nossos carros.
GovernançaDefesa da Democracia e Direitos Humanos.Clausulas que permitem suspensão do pacto.A moralidade como trava comercial estratégica.

Lula e Ursula venderam esperança no Rio, mas o sucesso desse casamento depende da capacidade do Brasil de deixar de ser apenas um fornecedor de commodities. O acordo é uma aposta alta em um momento de fragmentação global.

No Rio de Janeiro, Lula e Ursula celebram "fim do sofrimento" de 25 anos com acordo Mercosul-UE
Foto: Ricardo Stuckert

Se por um lado ele blinda o Mercosul contra o unilateralismo de Trump, por outro ele exige uma produtividade que o Brasil ainda patina para alcançar. A assinatura em Assunção é o fim de um capítulo de 25 anos, mas o início de uma prova de fogo para a soberania econômica sul-americana.


Horóscopo do dia 17/1

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As previsões do horóscopo para este sábado indicam uma forte influência de energias que favorecem a estabilidade e a tomada de decisões conscientes.

Com a Lua transitando por setores que mexem com a segurança pessoal, o momento é ideal para colocar a casa em ordem, seja no sentido literal ou emocional.

Não há espaço para hesitações; a configuração planetária sugere que a sorte sorri para quem age com estratégia e mantém os pés firmes naquilo que é tangível.

Horóscopo de Sábado 17 de Janeiro de 2026

Autor: Horóscopo Sideral

Áries – 21 de março a 20 de abril

Hoje o dia começa com aquela energia de “ninguém me segura”. Você acorda mais confiante, com vontade de ir atrás do que é seu e sem medo de encarar desafios. Entre o fim da manhã, o astral fica ainda melhor, trazendo alegria e uma sensação boa de que algo importante pode…Veja aqui a previsão completa de Áries

Touro – 21 de abril a 20 de maio

Você tá com um jeitão mais centrado hoje, daquele tipo que passa segurança até sem falar muito. Sua experiência conta pontos, principalmente quando alguém pede sua opinião. No meio da tarde, tudo flui melhor e dá pra resolver pendências rapidinho. Só não estranhe se algo inesperado aparecer, pode…Veja aqui a previsão completa de Touro

Gêmeos – 21 de maio a 20 de junho

Cuidado com o que você fala hoje, viu? Nem todo mundo precisa saber da sua vida agora. Se escolher bem as palavras, o dia rende bastante, principalmente pela manhã, quando sua mente tá afiada. Foque no que importa e não tente abraçar tudo ao mesmo tempo. Uma reviravolta curiosa pode…Veja aqui a previsão completa de Gêmeos

Câncer – 21 de junho a 21 de julho

Atualmente, o clima pede calma e reflexão. Hoje é dia de olhar pra dentro, entender sentimentos e deixar o coração mais leve. À noite, boas conversas podem trazer conforto e até clarear decisões importantes. A sorte tá do seu lado e indica um novo começo surgindo de forma sutil, mas…Veja aqui a previsão completa de Câncer

Leão – 22 de julho a 22 de agosto

Você tá brilhando mais que o normal e todo mundo percebe. É um ótimo dia pra cuidar de si, ajustar atitudes e mostrar sua melhor versão. No horário do almoço, a energia fica no ponto certo pra tomar decisões importantes. Esse momento pode marcar um antes e depois na sua vida, então…Veja aqui a previsão completa de Leão

Virgem – 23 de agosto a 22 de setembro

Sua intuição tá afiada e te ajuda a enxergar coisas que normalmente passariam batidas. Logo cedo, você consegue organizar ideias e emoções com facilidade. O dia favorece encontros, trocas sinceras e até curas emocionais. Algo inesperado pode abrir uma porta importante, então não…Veja aqui a previsão completa de Virgem

Horóscopo

Libra – 23 de setembro a 22 de outubro

O dia traz leveza, criatividade e vontade de conversar. É bem provável que você fique mais sociável e cheio(a) de boas ideias. No meio da tarde, tudo entra em equilíbrio e as conexões fluem melhor. Essa energia positiva pode te levar a algo grande, seja uma oportunidade ou uma…Veja aqui a previsão completa de Libra

Escorpião – 23 de outubro a 21 de novembro

Hoje não é dia de desviar do que precisa ser feito. Portanto, foque no que tá pendente e resolva de uma vez. O fim do dia favorece reflexões profundas e decisões importantes no campo pessoal. Mesmo com a sorte mais neutra, você consegue fechar ciclos e até descobrir verdades…Veja aqui a previsão completa de Escorpião

Sagitário – 22 de novembro a 21 de dezembro

O dia pede menos distração e mais foco. Se você seguir firme no que precisa fazer, tudo anda melhor do que imagina. No período da tarde, a energia favorece conclusões e acertos importantes. Portanto, fique atento(a), porque uma oportunidade ligada a novas experiências pode…Veja aqui a previsão completa de Sagitário

Capricórnio – 22 de dezembro a 20 de janeiro

Neste dia, com os assuntos pessoais, vá com calma, mas não pare. O dia é ótimo pra organizar planos, pensar no futuro e aceitar ajuda quando for preciso. Na parte da manhã, sua mente tá clara e prática. A sorte tá alta e mostra que persistência e disciplina podem te levar mais longe do…Veja aqui a previsão completa de Capricórnio

Aquário – 21 de janeiro a 19 de fevereiro

É possível que este dia misture emoção e razão, então evite decisões apressadas. Ideias diferentes surgem, principalmente no fim da tarde, trazendo vontade de mudar algo importante. Com um pouco de coragem, dá pra destravar projetos e dar passos rumo a um futuro mais alinhado com…Veja aqui a previsão completa de Aquário

Peixes – 20 de fevereiro a 20 de março

Hoje talvez você sinta vontade de ser mais verdadeiro(a) consigo mesmo(a) em todos os aspectos. A noite traz um clima gostoso, ideal pra relaxar, conversar e se conectar com o que te faz bem. A sorte tá alta e indica mudanças positivas, desde que você tenha coragem de encarar o que precisa ser…Veja aqui a previsão completa de Peixes

Subprefeitura da Zona Norte realiza demolição de garagem ilegal na Penha após denúncias

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A Prefeitura do Rio, por meio da Subprefeitura da Zona Norte, realizou, na última quinta-feira (15/01), durante uma operação de ordenamento urbano, a demolição de uma construção irregular no Largo da Penha, na Zona Norte da cidade.

A ocupação ilegal do espaço público, que se estendia pela calçada, ficava próximo ao Santuário Basílica Nossa Senhora da Penha, mais conhecida como Igreja da Penha, cartão postal da região, que recebe diariamente centenas de turistas e fiéis. 

O local, que também se localizava ao do Ecoponto Merindiba, da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), servia como garagem de carros e reunia grande acúmulo de lixo e bens inservíveis, em condições insalubres que ofereciam risco à saúde pública.

O responsável pela irregularidade foi autuado e recebeu o prazo de 5 dias para desapropriar o espaço. 

“Vamos seguir fiscalizando e combatendo essas irregularidades em toda a Zona Norte. Essa ação também atende a inúmeros pedidos e denúncias de moradores. Não vamos tolerar “puxadinhos”, ainda mais com vetores de risco à população, como roedores, baratas, mosquitos e água parada. Não podemos permitir essa desordem e tanto lixo acumulado, sobretudo ao lado de um Ecoponto, em um bairro que possui 4 pontos de coleta gratuita e descarte ordenado de resíduos pela Comlurb. 

Além da Subprefeitura da Zona Norte, participaram da ação a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), a Comlurb e a Guarda Municipal.

Para localizar os Ecopontos e serviços de descarte regular e ordenado, a população pode entrar em contato com o Portal 1746 da Prefeitura, buscando por “Ecopontos” no site da Comlurb para encontrar o local mais próximo.

No Rio de Janeiro, Lula convoca o povo contra a “indústria da mentira” em 2026

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O cenário era a Casa da Moeda do Brasil, no Rio de Janeiro, e o pretexto eram os 90 anos do salário mínimo, mas o discurso de Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira (16) tinha um alvo muito mais imediato: as urnas de outubro. Entre uma ode a Getúlio Vargas e uma crítica ao valor de R$ 1.621, o presidente despejou um balde de realidade sobre seus apoiadores ao alertar para o “tsunami de desinformação” que ameaça o pleito deste ano.

Lula, que já sente o bafo da extrema-direita em seu encalço nas pesquisas Quaest, deixou claro que a reeleição não será decidida apenas no asfalto ou nas fábricas, mas nas profundezas obscuras dos algoritmos.

Para ele, a mentira institucionalizada tornou-se a mercadoria mais valiosa de seus adversários, e a passividade da esquerda pode ser o passaporte para o retorno do obscurantismo ao Planalto.

A fala de Lula no Rio soou como um manual de sobrevivência para a guerra híbrida que se avizinha. Ao mencionar a influência das redes sociais, o presidente não falava como um entusiasta da tecnologia, mas como uma vítima sobrevivente de 2018 e 2022.

Ele sabe que, enquanto o governo discute o PIB e a CLT, a “máquina do ódio” — agora alimentada por uma inteligência artificial que fabrica realidades — trabalha para convencer o eleitor de que o progresso é miragem. O recado foi direto: não haverá vitória sem combate no território digital. Lula convocou sua base a não ser apenas espectadora, mas reagente, sob o risco de ver a história ser escrita por quem trata a verdade como um detalhe descartável em prol do poder.

A democracia brasileira sobreviverá a um segundo turno decidido por robôs e disparos em massa?

Será que a militância progressista está preparada para enfrentar o exército de Flávio Bolsonaro e dos governadores da direita, que herdaram a expertise de manipulação digital do clã? O alerta de Lula no Rio de Janeiro revela o temor de um governo que entrega números positivos na economia, mas perde a batalha da narrativa no WhatsApp.

O presidente entende que, em 2026, a “gestão da mentira” é tão eficiente quanto qualquer política pública de oposição. Se o salário mínimo de Getúlio foi a arma contra a miséria física, o combate à desinformação, na visão de Lula, é o salário mínimo moral necessário para que o eleitor consiga, ao menos, distinguir quem o defende de quem o explora.


O Tabuleiro de 2026: Entre o Bolso e o Bit

Desafio EleitoralA Ameaça IdentificadaA Estratégia de LulaO Veredito do Diário
DesinformaçãoAlgoritmos e Fake News.Mobilização e reação rápida.A verdade precisa de pernas para vencer o clique.
Cenário PolíticoFlávio Bolsonaro e Governadores.Relembrar as conquistas sociais.O “fantasma do pai” ainda assombra o debate.
EconomiaPercepção de “pouco” ganho.Vincular PIB ao salário mínimo.O estômago cheio é o melhor antídoto contra a mentira.
TerritórioRio de Janeiro (Base de oposição).Resgatar o trabalhismo varguista.Lula tenta reconquistar o RJ pelo simbolismo.

Lula está tentando nacionalizar a disputa estadual para pavimentar seu caminho, mas sabe que o campo de batalha está minado.

Ao usar o Rio — território onde o bolsonarismo ainda mantém trincheiras sólidas — para falar de mentiras eleitorais, ele busca vacinar o eleitor carioca contra o “vírus da manipulação”.

A questão é se o governo conseguirá ser tão veloz quanto os processadores que destilam o ódio. Se a “apologia à briga” pelo salário mínimo vale para o sindicato, Lula deixou claro que ela vale dobrado para o celular: em 2026, quem não postar, não ganha.

Sem argumento, hipócrita Silas Malafaia reage a intimação para depor na CPMI do INSS

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Silas Malafaia nunca foi homem de fugir de um holofote, mesmo quando ele emite o calor incômodo de uma investigação parlamentar. Intimado a depor na CPMI do INSS — a comissão que investiga o submundo dos descontos ilegais em folhas de pagamento de idosos —, o pastor reagiu com o deboche que lhe é peculiar.

Após a senadora Damares Alves abrir a “caixa de Pandora” e sugerir que grandes denominações evangélicas serviram de duto para fraudes previdenciárias, o deputado Rogério Correia (PT-MG) não perdeu tempo e carimbou o convite para o líder religioso.

Em vez de silêncio ou notas protocolares, Malafaia postou um vídeo onde, entre risos e bravatas, afirma que “está doido para ir”, transformando o que deveria ser um interrogatório em uma promessa de espetáculo midiático.

A convocação de Malafaia não é apenas um movimento político de revanchismo da esquerda; é o desdobramento lógico de um racha na própria direita “gospel”.

Ao ser chamada de “linguaruda” pelo pastor, Damares Alves não recuou e entregou às autoridades os elos que conectam o sistema bancário, as igrejas e as associações que drenam centavos — que viram milhões — das aposentadorias brasileiras.

A CPMI quer saber se a estrutura logística da Assembleia de Deus foi utilizada para validar contratos de seguros e contribuições “voluntárias” nunca autorizadas pelos beneficiários. Malafaia, ao dizer que sua ida será “positiva”, tenta inverter a lógica do réu: ele quer usar a tribuna da CPMI como um palanque para atacar o governo Lula, mas corre o risco de sair de lá com o sigilo bancário tão devassado quanto o de seus colegas já investigados.

O carisma de Malafaia será suficiente para explicar o fluxo financeiro entre entidades religiosas e empresas de fachada?

Será que o pastor acredita que gritos e citações bíblicas substituirão os extratos que a Receita Federal já começou a compilar? O jogo mudou.

A “Farra do INSS” mexe com o bolso da base eleitoral mais fiel do bolsonarismo: os idosos. Ao ser arrastado para o centro da investigação, Malafaia deixa de ser o conselheiro dos Três Poderes para se tornar uma peça no tabuleiro de crimes financeiros.

Se Rogério Correia conseguir aprovar o requerimento, o Brasil assistirá ao confronto final entre a retórica do altar e a frieza dos números. Malafaia diz que não teme a CPMI, mas o histórico de comissões parlamentares mostra que, quando o rastro do dinheiro aparece, nem a oração mais fervorosa impede o indiciamento.

O Confronto: Malafaia vs. CPMI do INSS

O MovimentoO ProtagonistaA Justificativa TécnicaA Pimenta do Diário
A IntimaçãoRogério Correia (PT)Suspeita de lavagem e fraude.O petista servindo o prato que Malafaia odeia.
A “Denúncia”Damares AlvesVínculos entre igrejas e esquemas.O “fogo amigo” que queimou o teto do pastor.
A ReaçãoSilas Malafaia“Vou com prazer e quero ir logo”.O blefe de quem tenta esconder o medo com o barulho.
O RiscoQuebra de SigiloRastreio de doações e repasses.Onde o dízimo sagrado encontra o desconto profano.

Malafaia está tentando transformar o limão da investigação em uma limonada eleitoral para 2026. Ele sabe que a sua rejeição de 46% na Quaest precisa de um “inimigo externo” para ser estancada, e nada melhor do que o PT para cumprir esse papel.

No entanto, o “X” da questão não está no debate ideológico, mas nos contratos de consignados. Se os documentos que Damares enviou à CPMI forem robustos, o “prazer” de Malafaia em depor pode se transformar no pesadelo de ter que explicar por que a fé, no Brasil do bolsonarismo tardio, tornou-se um modelo de negócio tão lucrativo — e tão suspeito aos olhos da Previdência.


No Rio, Lula celebra 90 anos do Salário Mínimo e convoca o povo a brigar pelo que a economia ainda nega

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O Rio de Janeiro, berço histórico das grandes decisões nacionais, foi palco nesta sexta-feira (16) de um momento de rara honestidade política. Ao lançar a medalha de 90 anos do salário mínimo na Casa da Moeda, no bairro de Santa Cruz, Luiz Inácio Lula da Silva não vestiu o figurino do gestor satisfeito.

Pelo contrário: com a sagacidade de quem conhece o custo da cesta básica na feira, o presidente classificou o valor atual de R$ 1.621 como insuficiente, tratando-o quase como uma afronta à sobrevivência.

Lula não apenas admitiu que o piso é baixo; ele fez uma “apologia à briga”, convocando trabalhadores e sindicatos a pressionarem o próprio Estado e o patronato por fatias maiores da riqueza.

Para o presidente, o PIB não é um número abstrato para deleite de economistas da Faria Lima, mas o suor acumulado de quem acorda cedo no subúrbio carioca e merece ver esse crescimento refletido no prato.

A cerimônia na capital fluminense serviu de palco para uma defesa apaixonada da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Lula, que se vê cada vez mais como o herdeiro contemporâneo de Getúlio Vargas — cujo corpo descansa não muito longe dali, no Catete —, disparou contra o mantra da “flexibilização”.

Para ele, rotular a CLT como atraso é o primeiro passo para o retorno à semiescravidão travestida de empreendedorismo de aplicativo. Ao celebrar a ideia de Vargas em 1936, o petista deixou claro que o salário mínimo não é uma concessão benevolente das elites, mas um pilar da democracia que impede o país de mergulhar em um abismo social ainda mais profundo.

Pode a economia brasileira suportar um salário mínimo digno ou a “responsabilidade fiscal” continuará sendo o carrasco do consumo popular?

Será que os setores que pregam o arrocho salarial entendem que o PIB só cresce quando o povo tem dinheiro para girar o comércio? A fala de Lula, proferida no coração industrial do Rio, é um petardo no consenso neoliberal.

Ao compartilhar o palco com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, Lula sinaliza que a política monetária precisa ter alma — ou, ao menos, considerar que a inflação do feijão dói mais do que a oscilação do dólar para quem vive do piso nacional.

O presidente sabe que a história não perdoa líderes que deixam o povo com fome enquanto os balanços financeiros brilham. Se Getúlio deu a letra no Rio de Janeiro há quase um século, Lula tenta, em 2026, evitar que a música pare por falta de oxigênio financeiro na base da pirâmide.


A Anatomia do Piso: Realidade vs. Necessidade em 2026

Indicador EconômicoValor / ImpactoA Visão de LulaO Veredito do Diário
Salário Mínimo 2026R$ 1.621“Muito pouco” e insuficiente.Uma base que mal cobre a inflação dos alimentos.
Local do EventoRio de JaneiroCasa da Moeda do Brasil.O simbolismo do Rio como centro da luta trabalhista.
Papel da CLTGarantia de direitos básicos.“Fundamental e atual”.O escudo contra a “uberização” da sobrevivência.
Aposentados / SindicatosDependência total do piso.Precisam se mobilizar e brigar.Sem pressão popular, o reajuste vira fumaça.

Lula está jogando em casa ao usar o Rio para resgatar o trabalhismo. Ao pedir que o povo “brigue” por aumentos maiores, ele joga a responsabilidade do reajuste real para a correlação de forças nas ruas.

Não é apenas uma celebração de 90 anos; é um aviso de que, sem pressão popular, a “mão invisível do mercado” continuará pesando no pescoço do trabalhador.

O Brasil de 2026 ainda discute o elementar, provando que a herança de Vargas no Rio de Janeiro ainda é uma obra inacabada — e que o “Lulinha paz e amor” deu lugar ao Lula que sabe que, sem conflito distributivo, não há justiça social.

Sóstenes Cavalcante oficializa venda de casa 11 dias após PF encontrar R$ 430 mil em seu armário

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A criatividade contábil no Congresso Nacional acaba de ganhar um novo capítulo digno de realismo fantástico. Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), o baluarte da moralidade conservadora, jura de pés juntos que os R$ 430 mil encontrados pela Polícia Federal dentro de um saco preto em seu flat não eram fruto de desvio de cota parlamentar, mas sim da venda de uma casa em Ituiutaba (MG).

O detalhe que desafia as leis do tempo e da burocracia é que a escritura pública desse negócio só foi lavrada em 30 de dezembro — exatamente 11 dias após a PF ter “visitado” o parlamentar e levado as cédulas.

Sóstenes diz que o contrato particular foi assinado em novembro, mas o papel passado, aquele que realmente conta para o fisco e para o Direito, parece ter surgido como um milagre pós-apreensão.

Para a Polícia Federal e para o ministro Flávio Dino, relator do caso no STF, a história de Sóstenes soa como um sermão pouco convincente. O deputado alega que manteve quase meio milhão de reais em espécie no guarda-roupa por um “lapso” de tempo para depositá-los.

No mundo real, cidadãos comuns não costumam passear com sacos de dinheiro vivo sem atrair olhares ou suspeitas de lavagem.

A investigação, batizada de Operação Galho Fraco, apura se o parlamentar e seu colega Carlos Jordy (PL-RJ) utilizavam empresas de fachada — como locadoras de veículos — para simular gastos e embolsar o dinheiro público. Se a casa em Minas Gerais foi o “salvador” da origem lícita, a cronologia dos cartórios sugere que a salvação foi fabricada às pressas.

O contrato particular de Sóstenes é uma prova de honestidade ou um álibi de última hora?

Será que o parlamentar acredita que o STF aceitará uma transação em dinheiro vivo, formalizada apenas após o flagrante, como justificativa para tamanha fortuna doméstica?

O “imóvel da salvação” está declarado no Imposto de Renda, mas a ausência do contrato de gaveta nos registros do tabelião levanta sobrancelhas até nos corredores mais lenientes da Câmara.

Sóstenes, que se diz vítima de “perseguição política”, agora terá que explicar por que um comprador pagaria R$ 500 mil em notas sonantes e por que ele, um homem público ocupado, preferiu a segurança de um saco de lixo no armário à segurança de uma conta bancária vigiada pelo COAF.


A Linha do Tempo do “Lapso” Financeiro

DataEventoStatus da NarrativaO Olhar do Diário
24 de NovembroSuposta venda por contrato particular.Sem registro oficial imediato.A gênese do álibi ou o início da transação?
19 de DezembroOperação da PF apreende R$ 430 mil.Dinheiro em saco preto no flat.O flagrante que interrompeu o “descanso” das notas.
24 de DezembroSóstenes exibe escritura em vídeo.Tentativa de controle de danos.O “Natal do Imóvel” para acalmar a base fiel.
30 de DezembroEscritura é formalizada em cartório.11 dias após a apreensão da PF.O carimbo que chegou com o atraso da conveniência.

Sóstenes Cavalcante está tentando vender uma história que nem o mercado imobiliário mais agressivo compraria. Quando a política se mistura com sacos de dinheiro e escrituras retroativas, a ética geralmente é a primeira a ser despejada. Flávio Dino, que conhece os atalhos do poder e as manhas da malandragem parlamentar, certamente pedirá perícia em cada vírgula desse contrato particular.

Se o “lapso” foi de memória ou de caráter, os sigilos bancários e telefônicos — já quebrados por ordem do STF — dirão em breve se Sóstenes é um vendedor de imóveis de sorte ou apenas mais um operário da “engrenagem das cotas”.

Regime de Donald Trump usa o português para rosnar aos imigrantes

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O déspota e criminoso sexual Donald Trump nunca foi conhecido pela sutileza, mas sua nova ofensiva contra o “perigo externo” atingiu um nível de agressividade que rompe com qualquer protocolo diplomático mínimo.

Desta vez, o Departamento de Estado decidiu traduzir o ódio: em uma postagem direta em português, o governo americano avisou que o presidente “vai te jogar na cadeia e te mandar de volta” caso você ouse “roubar os americanos”.

A retórica, que trata a imigração não como um fenômeno social ou econômico, mas como um crime de rapina, é o ápice da criminalização da pobreza. Ao usar o idioma de Camões para ameaçar brasileiros, Trump deixa claro que o Brasil — outrora um aliado estratégico — foi rebaixado à categoria de “ameaça ao Tesouro”, com o processamento de vistos congelado indefinidamente para 75 nações, incluindo a nossa.

Os números da “limpeza” são apresentados com o orgulho sádico de quem bate metas de vendas. Entre janeiro e dezembro de 2025, a administração Trump celebrou a marca de 605 mil deportações forçadas, enquanto 1,9 milhão de pessoas se “autodeportaram” sob o peso do medo e de incentivos financeiros que parecem resgates de guerra.

O uso das redes sociais pelo governo dos EUA agora não serve para informar, mas para espalhar o pânico. A mensagem é inequívoca: os Estados Unidos de 2026 não são mais a “terra da liberdade”, mas um condomínio fechado e armado, onde o porteiro tem ordens para atirar — ou prender — antes de perguntar o nome.

Ameaçar imigrantes em sua língua nativa é o ápice da eficiência autoritária ou apenas desespero populista?

Será que os estrategistas da Casa Branca acreditam que uma postagem no X (antigo Twitter) vai apagar séculos de fluxos migratórios movidos pela necessidade que o próprio imperialismo ajudou a criar?

Ao acusar imigrantes de “roubar os americanos” para usufruir de programas assistenciais, Trump ignora deliberadamente que a economia dos EUA colapsaria sem a mão de obra barata que ele agora promete encarcerar.

Enquanto o presidente se vangloria de “limpar o país”, o que ele realmente está limpando é a imagem dos Estados Unidos como uma democracia funcional, substituindo-a por uma vitrine de xenofobia explícita que não se dava ao trabalho nem de traduzir suas ameaças — até agora.


A Indústria da Deportação: O Balanço do Terror (2025)

Indicador de RepressãoDados Oficiais (DHS)O Impacto RealA Crítica do Diário
Deportações Diretas605.000 pessoasFamílias destruídas e voos fretados lotados.O recorde da vergonha em nome do “Law and Order”.
Autodeportações1,9 milhão de pessoasFuga em massa por medo de repressão e milícias.A “escolha” feita sob a mira de um fuzil.
Vistos Suspensos75 países (incl. Brasil)Isolamento diplomático e fim do intercâmbio.Trump ergue um muro de burocracia e preconceito.
Custo das AçõesBilhões de dólares em detenção.Enriquecimento de prisões privadas parceiras.O lucro sobre o sofrimento de quem busca trabalho.

A análise técnica do Diário Carioca não se engana com o tom “protetivo” da mensagem: Trump está alimentando a xenofobia doméstica para desviar o foco de uma economia que começa a sentir o peso do isolacionismo. Ao prometer a cadeia para quem imigra, o governo americano oficializa a xenofobia como política de Estado. O português, língua de um povo que construiu Massachusetts e a Flórida com suor e honestidade, agora é usado como ferramenta de tortura psicológica. O sonho americano morreu e, no seu lugar, Trump instalou um sistema de monitoramento de redes sociais e cercas eletrificadas que falam a nossa língua apenas para dizer “fora”.


Trump ressuscita a Doutrina Monroe apenas para ver o Canadá fugir para os braços de Xi Jinping

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Donald Trump, o autoproclamado gênio da negociação, acaba de realizar uma proeza que nem o mais otimista diplomata chinês ousaria sonhar: ele implodiu a unidade da América do Norte.

Ao tentar impor uma versão anabolizada da “Doutrina Monroe” — aquela velha máxima de que as Américas são o quintal de Washington —, Trump empurrou o Canadá diretamente para o colo de Xi Jinping.

Nesta sexta-feira (16), o primeiro-ministro Mark Carney foi recebido em Pequim com tapete vermelho e promessas de uma “parceria estratégica histórica”.

Para um país que, há poucos anos, sequestrava a executiva da Huawei (Meng Wanzhou) apenas para agradar aos caprichos americanos, a guinada não é apenas uma mudança de rota; é um atestado de óbito da hegemonia ianque sobre seus vizinhos imediatos.

O cenário é de um deboche geopolítico sem precedentes. Enquanto Trump vocifera ameaças de anexação e tarifas punitivas, Carney fala em Pequim sobre cooperação em energia, finanças e, pasmem, segurança.

O Canadá percebeu que a maior ameaça à sua soberania não vem do Mar da China Meridional, mas da Casa Branca.

Donald Trump - Foto de Wirestock
Donald Trump – Foto de Wirestock

A arrogância imperialista de Trump, que trata aliados como vassalos e fronteiras como sugestões, quebrou a espinha dorsal da solidariedade anglo-saxã.

Ao gritar “América Primeiro”, Trump esqueceu que, se você chuta o cachorro de guarda da sua casa, ele pode muito bem decidir latir para o novo dono do quarteirão.

A Doutrina Monroe virou uma ferramenta de isolamento para os próprios Estados Unidos?

Será que os estrategistas de Washington previram que a agressividade de Trump criaria um vácuo de poder preenchido pela seda chinesa bem na fronteira norte? O “efeito bumerangue” da política externa republicana é absoluto.

O Canadá, que era o baluarte da contenção contra Pequim, agora busca diversificar sua economia para sobreviver ao caos protecionista de Trump.

A China, com a paciência milenar de quem observa o adversário se autoimolar, só precisou abrir a porta.

A Doutrina Monroe, criada para manter potências estrangeiras longe das Américas, está sendo usada por Trump para expulsar os americanos da própria vizinhança.


O Divórcio Norte-Americano: Do Alinhamento à Ruptura

Período / EpisódioRelação Canadá-EUARelação Canadá-ChinaO Veredito do Diário
Era Meng Wanzhou (2018)Fidelidade canina a Washington.Tensão máxima e retaliação.O Canadá servia de escudo para os EUA.
Ameaças de Anexação (2025/26)Trump trata o Canadá como província.Início da reaproximação comercial.A soberania canadense entrou em xeque.
Cúpula Carney-Xi (Hoje)Crise diplomática e tarifas.Parceria Estratégica em Segurança.O Canadá trocou o “quintal” pela Rota da Seda.
Doutrina Monroe 2.0Tentativa de controle total americano.Entrada chinesa no mercado canadense.Trump abriu a porta que queria trancar.

Donald Trump está desmontando o império peça por peça, acreditando que está fortalecendo a base.

Ao alienar o Canadá, ele perde o acesso privilegiado a recursos naturais e a uma barreira de segurança vital. Mark Carney, um economista que entende de fluxos de capital melhor do que Trump entende de muros, sabe que o futuro não reside em uma parceria com um vizinho instável e autoritário, mas na diversificação com a potência que oferece pragmatismo em vez de ameaças de invasão. Trump queria as Américas para si; acabou entregando o Canadá para Xi Jinping de bandeja.

Damares Alves manda Silas Malafaia “orar” enquanto o dízimo flerta com a fraude previdenciária

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A harmonia do coral evangélico foi substituída por um duelo de vaidades e denúncias que faria qualquer fariseu corar. Damares Alves, a senadora que já viu Jesus na goiabeira, agora parece enxergar algo bem mais terreno nos livros contábeis de seus irmãos de fé: a “Farra do INSS”.

Em resposta ao pastor Silas Malafaia — que a chamou de “linguaruda” e “leviana” por sugerir que grandes denominações estariam envolvidas em fraudes contra aposentados —, Damares foi curta, grossa e enigmática.

“O Malafaia precisa orar um pouco. Eu não submeto minhas ações parlamentares a ele”, disparou. É a versão gospel do “quem te viu, quem te vê”: a ex-pastora, agora investida de poder inquisitório, avisa que o púlpito não é salvo-conduto para o dízimo extraído do suor de pensionistas.

O embate não é apenas retórico; é documental. Pressionada pelo “berro” de Malafaia, Damares abriu a caixa de Pandora e soltou os nomes que o pastor exigia.

Na mira da CPMI e com pedidos de quebra de sigilo, estão instituições como a Adoração Church, a Assembleia de Deus Ministério do Renovo e o Ministério Deus é Fiel Church.

Mais pimenta: nomes como André Valadão (o líder global da Lagoinha) e Fabiano Zettel (o empresário-pastor que transita pelo Banco Master) foram convidados a prestar contas.

O rejeitado e hipócrita Silas Malafaia
O rejeitado e hipócrita Silas Malafaia

Ao expor a Assembleia de Deus do Amazonas, ligada ao clã de Silas Câmara, Damares prova que o corporativismo religioso está perdendo a validade diante do risco de um escândalo previdenciário que pode drenar a última gota de credibilidade da bancada evangélica.

Pode a fé sobreviver quando o altar se torna balcão de negócios consignados?

Será que Malafaia teme que a investigação chegue perto demais de suas próprias alianças ou sua fúria é apenas o medo de ver o “segmento” ser maculado por investigações oficiais?

Ao exigir que Damares dê nomes, o pastor recebeu uma lista que inclui desde a Lagoinha até igrejas de menor porte, mas de apetite voraz pelos descontos irregulares.

A CPMI do INSS está chegando onde nenhum fiel imaginava: na conta bancária de líderes que pregam a prosperidade enquanto, supostamente, facilitam a penúria de idosos.

Se Damares está sendo “linguaruda”, ela está usando sua língua para ler relatórios da Receita e do RIF que Malafaia, em sua oração barulhenta, parece preferir ignorar.


O Mapa da “Inquisição” Gospel: Quem está na lista de Damares

Entidade / LíderMedida SolicitadaVínculo / ContextoA Visão do Diário
André ValadãoConvocação e quebra de sigilo.Lagoinha Global / Caso Master.O “popstar” da fé terá que trocar o palco pelo plenário.
Fabiano ZettelConvite para prestar depoimento.Ex-Lagoinha / Cunhado de dono de banco.O elo entre o altar e o sistema financeiro sob suspeita.
Adoração ChurchTransferência de sigilo financeiro.Investigada por descontos indevidos.Onde a adoração encontra a transação irregular.
Assembleia de Deus (AM)Análise de documentos pela CPMI.Ligada ao deputado Silas Câmara.O nepotismo religioso sob a lupa da lei.

A guerra entre Damares e Malafaia é o sinal de que o barco bolsonarista está sendo abandonado pelos ratos mais espertos. Damares, percebendo que o cerco à “Farra do INSS” é inevitável, escolheu o lado da investigação para não ser tragada pelo escândalo.

Malafaia, por outro lado, tenta segurar a porteira com gritos, mas os requerimentos de quebra de sigilo não se assustam com vídeos de rede social.

Se Malafaia precisa “orar”, o Brasil precisa que a CPMI trabalhe — e que o dinheiro dos aposentados deixe de ser a oferta voluntária involuntária de esquemas de lavagem.

Silas Malafaia culpa Michelle e Tarcísio pela transferência do golpista Bolsonaro para a Papudinha

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O silêncio obsequioso nunca foi o forte de Silas Malafaia, e não seria agora, com seu pupilo político trocando uma carceragem barulhenta por um Batalhão da PM, que ele fecharia a boca.

O pastor, que amarga uma rejeição de 46% segundo a Quaest, veio a público para colocar um selo de “amém” na articulação política que levou Jair Bolsonaro à Papudinha.

Ao confirmar que Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas foram os arquitetos do “sinal positivo” de Alexandre de Moraes, Malafaia não apenas comemora a mudança de ares do ex-presidente; ele escancara a nova hierarquia do poder na direita.

No altar de Malafaia, a gratidão agora é dividida entre o governador que telefona para ministros e a esposa que chora nos gabinetes do STF.

Para o pastor, a transferência é uma “vitória intermediária”, um eufemismo religioso para o que o mercado político chama de redução de danos.

Enquanto a militância bovina mais estridente ainda exige um confronto que Bolsonaro já não tem forças para liderar, Malafaia valida o pragmatismo da dupla Michelle-Tarcísio.

Ao tratar a ida para uma cela de 65 metros quadrados como um avanço, o líder evangélico admite, implicitamente, que a era das bravatas acabou.

O objetivo agora não é mais a revolução golpista, mas garantir que o “Capitão” tenha uma velhice confortável sob a vigilância do Estado, enquanto o espólio eleitoral é devidamente partilhado entre os que sabem transitar pelos mármores de Brasília sem quebrar o decoro.

Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro articulam no STF pedido de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro alegando saúde debilitada
Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro articulam no STF pedido de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro alegando saúde debilitada

A comemoração de Malafaia é o reconhecimento de que o bolsonarismo agora joga nas regras de Moraes?

Será que o pastor percebe que, ao exaltar a “influência” de Tarcísio e Michelle junto ao Supremo, ele está legitimando o tribunal que antes chamava de ditatorial?

A virada de chave de Malafaia é sintomática: quando a ideologia colide com a realidade das grades, até o mais fervoroso dos aliados prefere um acordo de bastidor a um martírio infrutífero.

Malafaia agora atua como o relações-públicas de uma transição de liderança: ele santifica a manobra de Tarcísio para que a base radical não veja o governador como um “traidor”, mas como um “libertador” diplomático.

O “Mito” na Papuda é o preço que Malafaia aceita pagar para manter o rebanho unido sob a nova gerência.


A Santíssima Trindade da Sucessão: Quem opera o quê?

AgentePapel na ArticulaçãoDiscurso PúblicoObjetivo Real
Michelle BolsonaroA “Face Humana”.Preocupação com a saúde e bem-estar.Manter o controle emocional da base e ser a vice em 2026.
Tarcísio de FreitasO “Articulador Técnico”.Defesa da ordem e diálogo institucional.Herdar o espólio eleitoral sem o fardo do radicalismo.
Silas MalafaiaO “Avalista Moral”.Comemoração da “vitória intermediária”.Evitar a debandada dos fiéis e manter sua relevância política.

Malafaia está tentando dar uma roupagem de vitória a uma derrota retumbante. Bolsonaro continua preso, condenado a quase três décadas de reclusão, e agora depende da “boa vontade” de seus sucessores para ter uma esteira ergométrica.

Ao comemorar a transferência, o pastor tenta esconder o fato de que o ex-presidente tornou-se um ativo passivo, uma peça de museu que Michelle e Tarcísio guardam com cuidado na Papudinha para que possam usar o seu nome, sem terem que lidar com sua presença disruptiva nas ruas.

Michelle Bolsonaro teve encontro com Moraes antes de Bolsonaro ser transferido para a Papuda

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O teatro político brasileiro ganhou atos de um realismo fantástico nesta quinta-feira (15). Horas antes de Jair Bolsonaro trocar a cela barulhenta da Polícia Federal pelos luxos relativos do 19º Batalhão da PM, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro cruzou os tapetes do Supremo Tribunal Federal para uma audiência face a face com Alexandre de Moraes.

Intermediada pelo deputado Altineu Cortês (PL-RJ), o “homem de confiança” que transita entre o bolsonarismo e o pragmatismo da Câmara, a reunião foi o clímax de uma ofensiva que misturou laudos médicos dramáticos e pressão política.

Michelle, que dias antes já havia “chorado as pitangas” ao decano Gilmar Mendes, tentou a cartada final: tirar o marido do regime fechado sob o argumento de que sua saúde é tão frágil quanto sua lealdade à Constituição.

O pedido de prisão domiciliar, claro, foi barrado pela “caneta de ferro” de Moraes. O ministro, que não é dado a concessões que coloquem em risco a execução da pena de 27 anos, manteve o réu sob custódia estatal.

Contudo, a transferência para a “Papudinha” — com direito a banho de sol livre, academia privativa e visitas flexibilizadas — cheira a um acordo de cavalheiros (ou de magistrados e primeiras-damas).

Michelle saiu do gabinete sem o alvará de soltura, mas com a garantia de que o marido não terá mais que usar tampões de ouvido para dormir.

No jogo de xadrez do STF, Moraes concedeu o conforto para silenciar o vitimismo, mantendo as grades para garantir a justiça.

A audiência com Moraes é um reconhecimento da autoridade do STF ou apenas desespero estratégico?

Será que os defensores do “fora Xandão” imaginavam ver a líder do PL Mulher sentada confortavelmente no gabinete do ministro pedindo favores? O encontro revela que, quando a água bate no pescoço (ou no ar-condicionado central), a ideologia dá lugar à diplomacia de corredor.

Aliados revelam que Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro atuaram nos bastidores do STF para garantir a transferência de Jair para a Papudinha. Saiba como isso isola Flávio Bolsonaro
Aliados revelam que Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro atuaram nos bastidores do STF para garantir a transferência de Jair para a Papudinha. Saiba como isso isola Flávio Bolsonaro – Foto: thenews2.com

Michelle agradeceu publicamente à PF pelos cuidados, um gesto de doçura calculado que contrasta com a fúria dos ataques passados à instituição. Ao atuar como embaixadora do “Mito” junto ao Judiciário, ela consolida sua imagem de cuidadora e articuladora, enquanto Flávio Bolsonaro, excluído do circuito das audiências de alto nível, vê seu protagonismo se esvair entre um post e outro na internet.


O Circuito de Michelle: Da PF ao Gabinete do “Xandão”

InterlocutorO Pedido de MichelleO Resultado PráticoA Análise do Diário
Gilmar MendesRelato de saúde precária.Símbolo de “porta aberta”.Michelle buscou o decano para amaciar o STF.
Alexandre de MoraesPrisão domiciliar imediata.Negado. Transferência autorizada.Moraes trocou a liberdade pelo conforto vigiado.
Altineu CortêsIntermediação política.Acesso ao gabinete do STF.O PL operando como ponte, não como martelo.
Polícia FederalAgradecimento público.Mudança para a Papudinha.O fim do discurso de “perseguição policial”.

Michelle Bolsonaro descobriu que o caminho para o conforto do marido passa pelo beija-mão em Brasília, e não pelas motociatas. A transferência para a Papudinha é a prova de que Moraes sabe ser “generoso” com a logística desde que a sentença seja cumprida.

Michelle, por sua vez, opera o papel da “esposa dedicada” enquanto pavimenta seu próprio caminho para 2026, provando que na família Bolsonaro, a sobrevivência política é sempre mais importante do que a coerência ideológica.

Enem 2025: Consulte as notas

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Os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2025 já podem conferir seus desempenhos. As notas individuais estão disponíveis na Página do Participante, onde é possível conferir tanto a nota da redação (que varia de zero a mil pontos) quanto a pontuação de cada uma das quatro áreas de conhecimento avaliadas. Para os chamados treineiros, aqueles que não concluíram o ensino médio em 2025, o boletim individual será publicado em até 60 dias após a divulgação do resultado.
 

Os resultados foram divulgados nesta sexta-feira, 16 de novembro, pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A edição de 2025 do Enem contou com 4,8 milhões de inscritos, registrando 72% de presença nos dois dias de prova, segundo dados do balanço da aplicação.
 

Com os resultados do exame, os participantes poderão concorrer a vagas em instituições de educação superior públicas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), com inscrições abertas de 19 a 23 de janeiro. Eles podem também tentar uma bolsa de estudo pelo Programa Universidade para Todos (Prouni), no período de 26 a 29 de janeiro, ou acessar o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
 

A inscrição no Sisu não exige o envio prévio de documentos. No entanto, os selecionados deverão observar os prazos e requisitos, bem como apresentar a documentação solicitada pela instituição de educação superior no momento da matrícula.
 

PRAZOS – Os participantes do Enem 2025 que atendem aos critérios estabelecidos e desejam utilizar o exame para fins de certificação de conclusão do ensino médio devem ficar atentos aos prazos para solicitar o certificado junto às instituições certificadoras, por meio do portal do Inep. Para obter o certificado de conclusão do ensino médio pelo Enem, é necessário ter indicado essa finalidade no momento da inscrição e alcançar, no mínimo, 450 pontos em cada área do conhecimento, além de obter, pelo menos, 500 na redação.
 

APLICAÇÃO – A edição de 2025 do exame foi aplicada nos dias 9 e 16 de novembro, em todo o território nacional. Nos municípios paraenses de Belém, Ananindeua e Marituba, as provas ocorreram nos dias 30 de novembro e 7 de dezembro, em razão da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP30). No primeiro dia, os candidatos responderam às provas de linguagens, códigos e suas tecnologias; redação; e ciências humanas e suas tecnologias. Já no segundo dia de aplicação, as questões eram de matemática e ciências da natureza.
 

ENEM – Ao longo de mais de duas décadas de existência, o Enem tornou-se a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sisu, do Prouni e do Fies. Instituições de ensino públicas e privadas também utilizam o Enem para selecionar estudantes, como critério único ou complementar aos processos seletivos.
 

Os resultados individuais do Enem podem ainda ser aproveitados nos processos seletivos de instituições portuguesas que possuem convênio com o Inep para aceitar as notas do exame. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.