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O silêncio da inveja: Lula é aclamado no Mercosul sob o olhar invejoso e sombrio de Milei

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A diplomacia tem dessas ironias que apenas o tempo e a estatura política são capazes de desenhar. Neste sábado, o Gran Teatro José Asunción Flores, em Assunção, não foi apenas o palco da assinatura do histórico acordo entre o Mercosul e a União Europeia; foi o cenário da consagração de uma liderança que nem precisou estar presente para ser sentida. Enquanto o presidente paraguaio Santiago Peña discursava, o nome de Luiz Inácio Lula da Silva ecoou como o verdadeiro arquiteto da integração. O auditório, em um movimento orgânico de reverência, levantou-se em aplausos prolongados, reconhecendo no líder brasileiro o capital político que destravou 26 anos de inércia.

Contudo, a harmonia internacional encontrou um ponto de dissonância quase caricato. No centro da mesa, Javier Milei, o presidente argentino que flerta com o anacronismo, ofereceu ao mundo um espetáculo de mesquinharia. Enquanto autoridades do quilate de Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e António Costa, do Conselho Europeu, aplaudiam de pé a importância de Lula, Milei permaneceu petrificado. De mãos apoiadas sobre a mesa, o mandatário argentino escolheu o isolamento da cadeira para demonstrar que seu dogmatismo ideológico é maior que o decoro republicano.

O contraste não poderia ser mais didático. De um lado, o multilateralismo pragmático de Lula, representado pelo chanceler Mauro Vieira; do outro, o rancor de quem ainda não compreendeu que o comércio internacional não se faz com gritos de rede social, mas com a construção de confiança. Santiago Peña, um anfitrião perspicaz, não hesitou em citar Lula como a peça decisiva para que a maior área de livre comércio do mundo saísse do papel. Cada menção ao brasileiro era um novo golpe na liturgia isolacionista que Milei tenta, sem sucesso, exportar para o bloco.

O abismo entre o estadismo e o ressentimento

  • Reconhecimento vs. Negação: A Europa e o Paraguai se curvam ao papel de Lula; Milei prefere a paralisia, ignorando que a Argentina depende desse acordo tanto quanto seus vizinhos.
  • Presença Simbólica vs. Ausência Política: Lula, de Brasília, governa a narrativa internacional; Milei, em Assunção, reduz-se à condição de espectador ranzinza.
  • União vs. Fragmentação: O aplauso de pé simboliza o desejo de um continente integrado; o silêncio de Milei é o último suspiro de um projeto que tenta fragmentar o que a história uniu.

A imprensa argentina, liderada pelo Clarín, não tardou a destacar o descompasso. Milei, que já tentou emular a estética agressiva do golpista Jair Bolsonaro, parece herdar do brasileiro também a incapacidade de conviver com o brilho alheio. O golpista brasileiro, hoje recolhido à mediocridade do seu destino jurídico, também via na diplomacia um campo de batalha para ofensas pessoais. Milei repete o roteiro, esquecendo-se de que, na mesa da ONU e no Parlamento Europeu, o que vale é a capacidade de gerar prosperidade, não a habilidade de sustentar birras ideológicas em eventos oficiais.

Abaixo, os protagonistas e os pesos políticos que definiram o clima da cerimônia em Assunção.

Autoridade PresenteReação à Menção de LulaSignificado Diplomático
Santiago Peña (Paraguai)Liderou os elogios decisivos.Afirmação do Paraguai como aliado estratégico do Brasil.
Ursula von der Leyen (UE)Aplaudia de pé com entusiasmo.Selo de aprovação da Europa à liderança de Lula no clima e comércio.
António Costa (Conselho Europeu)Acompanhou a ovação.Fortalecimento do eixo luso-brasileiro na condução do pacto.
Javier Milei (Argentina)Permaneceu sentado e imóvel.Isolamento diplomático e desgaste da imagem argentina no bloco.

A ausência de Lula na cerimônia foi, paradoxalmente, sua maior demonstração de força. Ele permitiu que o reconhecimento fosse genuíno e partisse de seus pares, sem a necessidade da autoexaltação comum aos tiranetes de ocasião. O Brasil, sob Lula, não precisa mendigar aplausos; eles surgem naturalmente como subproduto de um Itamaraty que voltou a falar a língua da razão. Milei, ao recusar-se a levantar, apenas confirmou que sua estatura política é inversamente proporcional à magnitude do acordo que ele mesmo assinou.

O Diário Carioca observa que a história é feita por aqueles que constroem, não por aqueles que apenas ocupam cadeiras. O aplauso a Lula em Assunção é o som de uma América Latina que deseja o futuro, enquanto o silêncio de Milei é o eco de um passado que a região luta para superar. O acordo Mercosul-UE é a vitória do diálogo sobre o grito, e o fato de Lula ser o maestro desse processo, mesmo à distância, é a prova definitiva de que o Brasil recuperou sua dignidade soberana perante o mundo.

Foram citados nesta notícia: Luiz Inácio Lula da Silva, Javier Milei, Santiago Peña, Ursula von der Leyen, António Costa, Mauro Vieira, Comissão Europeia, Conselho Europeu, Mercosul, Itamaraty.

Tarcísio é denunciado a PGR por publicidade eleitoral disfarçada de fofoca

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O Partido dos Trabalhadores decidiu puxar o fio invisível que liga o poder ao verniz da espontaneidade digital. No sábado, levou à Procuradoria-Geral da República um conjunto de indícios que, reunidos, formam um retrato conhecido das democracias cansadas: governos que terceirizam o aplauso e o vendem como acaso.

O personagem central é Tarcísio de Freitas, engenheiro de formação, ex-ministro de Jair Bolsonaro, o golpista, e atual governador de São Paulo, apresentado ao público como gestor técnico enquanto aprende a gramática do marketing político.

A denúncia nasce de uma reportagem da revista piauí, publicação que prefere bisturi a megafone. Ali se descreve um circuito financeiro em que agências de comunicação remuneram influenciadores para elogiar políticas públicas em páginas dedicadas ao riso fácil, à fofoca e ao escândalo doméstico. A pedagogia cívica cede lugar à piada patrocinada, e o Estado aparece de bermuda, sorrindo para a câmera como se tivesse sido convidado por acaso.

Tarcísio não é um neófito. Formado pelo Instituto Militar de Engenharia, com passagem pela burocracia federal e pela Esplanada dos Ministérios no governo Bolsonaro, construiu sua imagem como administrador austero. Em São Paulo, governa o maior orçamento do país, controla obras bilionárias e se move como presidenciável em aquecimento. Nada disso combina com o tom despojado de perfis que vivem de memes, o que torna o enredo mais interessante que a negação oficial.

Quando a política veste fantasia?

Os conteúdos celebravam inaugurações do Rodoanel Norte, reduções de IPVA para motociclistas, embates retóricos com a Enel e campanhas contra o feminicídio. Temas sérios, caros à administração pública, subitamente embalados como entretenimento leve. O contraste é didático: páginas acostumadas a celebridades relâmpago passaram a falar de infraestrutura viária e política tarifária com entusiasmo juvenil.

Espontaneidade custa caro quando precisa ser combinada. O PT sustenta que não houve epifania editorial, mas financiamento ainda nebuloso. O calendário ajuda a entender a pressa: 2026 ronda os gabinetes, e o abuso de poder econômico não costuma se anunciar com fanfarra, mas com contratos discretos.

Política pública como dever constitucional
Publicidade disfarçada como estratégia eleitoral
Transparência administrativa como princípio
Opacidade financeira como método
Cidadão como destinatário
Seguidor como alvo

Quem paga pelo aplauso?

A notícia de fato pede mais que curiosidade jurídica. Quer nomes, fluxos de recursos, responsabilidades. Improbidade administrativa não é figura abstrata; é a erosão cotidiana da confiança. O partido solicita que a PGR identifique os responsáveis e desestimule a repetição do expediente, antes que o processo eleitoral seja convertido em concurso de popularidade terceirizada.

O governo paulista respondeu com negativa categórica. Afirma não ter contratado influenciadores nem perfis de fofoca, jura fidelidade às campanhas institucionais e invoca os princípios constitucionais como quem recita um credo. Legalidade, impessoalidade e publicidade surgem na nota como escudos retóricos, embora não expliquem por que a narrativa governamental encontrou abrigo tão confortável em ambientes alheios ao debate público.

Governador
Obra pública
Linguagem utilizada
Ambiente de divulgação
Interesse declarado
Risco institucional

Tarcísio de Freitas
Rodoanel Norte
Tom informal
Perfis de fofoca
Gestão administrativa
Desequilíbrio eleitoral

A cena não é inédita. Governos aprenderam que o eleitor cansado prefere ser entretido a ser convencido. A novidade está na ousadia: transformar páginas de banalidades em vitrines de políticas públicas, apostando que a informalidade dissolve a responsabilidade. O PT, ao provocar a PGR, recoloca a pergunta essencial: quem vigia a fronteira entre comunicação institucional e propaganda antecipada?

No fundo, trata-se menos de Tarcísio e mais do método. O golpista Jair Bolsonaro ensinou que a política pode sobreviver à verdade se dominar o fluxo da atenção. Seus herdeiros testam versões mais polidas do mesmo experimento. A democracia, por sua vez, depende de algo menos glamouroso: regras cumpridas sem filtros de Instagram.

Se a apuração avançar, o país talvez descubra que o riso patrocinado também vota. Se não, restará a lição amarga de que a fofoca, quando financiada pelo poder, deixa de ser inofensiva e passa a governar.

Horóscopo do dia 18/1

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Horóscopo: O cosmos não é um território de gentilezas gratuitas, mas um tribunal de frequências onde cada signo deve prestar contas ao seu regente. Neste domingo, 18 de janeiro de 2026, o firmamento desenha um mapa de introspecção e vigilância.

Saturno, o senhor do tempo e das lições amargas, exige que o silêncio seja o escudo dos fortes, enquanto Júpiter e Vênus oferecem janelas estreitas de oportunidade para aqueles que possuem a astúcia de enxergar além da névoa cotidiana.

Não se trata apenas de prever o futuro, mas de moldar a realidade através do domínio das pulsões internas.

Para os arianos, o chamado é para a integração das sombras. Marte, o regente de Áries, costuma empurrar para a ação cega, mas o alinhamento entre 14h e 16h sugere que a precisão cirúrgica será mais eficaz que o ímpeto bruto.

Já os taurinos, filhos da terra e da estabilidade, devem se atentar ao instinto que grita nos detalhes. O momento de clareza surge às 14h20, um slot temporal onde a tensão se dissolve para quem não se deixa levar pela pressa.

Horóscopo de Domingo 18 de Janeiro de 2026

Autor: Horóscopo Sideral

Áries – 21 de março a 20 de abril

Hoje, o universo te chama para prestar atenção nas sombras que você ignora no dia a dia. Portanto, escute essa voz intuitiva – entre 14h e 16h, os astros alinham tudo para decisões que mudam seu destino. Assim, com a sorte brilhando em casa, avance com astúcia e precisão na sua previsão astral de hoje…Veja aqui a previsão de amor, dinheiro e mais de Áries

Touro – 21 de abril a 20 de maio

No fluxo do dia, note os detalhes que escapam à vista rápida, guiado por um instinto antigo. Evite, então, escolhas impulsivas na correria; o momento perfeito surge às 14h20, trazendo vibrações de paz que fecham ciclos. Por isso, se a tensão aparecer como névoa, transforme-a em clareza… Veja aqui a previsão de amor, dinheiro e mais de Touro

Gêmeos – 21 de maio a 20 de junho

O cosmos cobra objetividade, enquanto Júpiter sussurra escolhas ponderadas. Fuja da impulsividade, ouvindo com atenção para esclarecer mal-entendidos – especialmente com pessoas de temperamento instável. Assim, a sorte explode entre 16h e 18h, revelando soluções para desafios complexos… Veja aqui a previsão de amor, dinheiro e mais de Gêmeos

Câncer – 21 de junho a 21 de julho

Os astros te desafiam a ser flexível diante dos gatilhos diários que testam sua essência. Dessa forma, a transformação surge ao conectar-se profundamente com suas emoções, liberando irritações antigas em leveza. Então, aproveite a sorte das 9h às 11h, perfeita para previsões astrais positivas hoje… Veja aqui a previsão de amor, dinheiro e mais de Câncer

Leão – 22 de julho a 22 de agosto

Sob a guarda de Saturno, mantenha seus mistérios como tesouros. Evite usar os outros para desvendar o oculto, sendo prudente com bens e confiança – principalmente entre 15h e 17h, quando energias externas crescem. Por isso, a discrição é sua maior sorte nessa trilha astral. Saturno protege seus segredos… Veja aqui a previsão de amor, dinheiro e mais de Leão

Virgem – 23 de agosto a 22 de setembro

Se testarem sua paciência, responda com indiferença cósmica, seu escudo astral. Pois Vênus te favorece com serenidade entre 13h e 15h, evitando brigas que nublam a mente. Assim, essa atitude protege seu coração, garantindo bem-estar estável no horóscopo de hoje. Vênus traz paz interior… Veja aqui a previsão de amor, dinheiro e mais de Virgem

Horóscopo
Horóscopo

Libra – 23 de setembro a 22 de outubro

Ei, uma faísca de curiosidade fora da curva está te cutucando agora. Então, mergulhe nesses horizontes novos – revelações incríveis vão pipocando como tesouros surpresa. Das 10h às 12h, Mercúrio turbina sua mente analítica às escondidas, liberando uma sorte épica no horóscopo do dia… Veja aqui a previsão de amor, dinheiro e mais de Libra

Escorpião – 23 de outubro a 21 de novembro

Por sua vez, um conflito interno pode rolar de leve. Mas relaxa: os astros são seus aliados top para manter a vibe firme e clara, bloqueando invejas chatas. Das 9h às 11h, o pico da previsão astrológica explode em sorte horária signos, dissolvendo qualquer pepino com maestria total… Veja aqui a previsão de amor, dinheiro e mais de Escorpião

Sagitário – 22 de novembro a 21 de dezembro

Agora, um impulso misterioso te chama pra dançar no feeling, não na lógica dura. Enquanto isso, o dia joga favores pra curtir os detalhes e até uma reviravolta escondida. Varie o game com mudanças leves – das 12h às 14h, sua sorte horária signos atinge o ápice, revelando insights bombásticos…  Veja aqui a previsão de amor, dinheiro e mais de Sagitário

Capricórnio – 22 de dezembro a 20 de janeiro

Talvez suas rotinas de sempre deem um pouco de frustração, ecoando no vácuo. Esse é o sinal das estrelas: teste táticas fora da curva e solte o controle. O bom é que das 11h às 13h, a energia cósmica ama quem se adapta rápido, trazendo crescimento insano e sorte no horóscopo diário… Veja aqui a previsão de amor, dinheiro e mais de Capricórnio

Aquário – 21 de janeiro a 19 de fevereiro

Conte com um dia extremamente cheio de atividades, mas organize o caos com disciplina ninja. Melhor ainda, das 11h às 14h é o slot dourado de sorte horária de você – hora de absorver conhecimentos novos e afiar a visão. Apoios surpresa surgem do nada, fluindo pros seus projetos pessoais… Veja aqui a previsão de amor, dinheiro e mais de Aquário

Peixes – 20 de fevereiro a 20 de março

Hoje, rotinas e a previsão pessoal evaporam, forçando buscas por caminhos um pouco diferentes quando o óbvio, falha. Das 10h às 12h, ideias malucas brotam como profecias, acelerando resultados loucos. Então, parta pra experimentação e inovação – perfeito pra atrair o que você quer… Veja aqui a previsão de amor, dinheiro e mais de Peixes

Liderança de Lula no Sul Global reverbera em 27 nações com vitória do multilateralismo

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No exato momento em que as sombras do protecionismo tentam redesenhar as fronteiras do mundo com tarifas e ameaças, a diplomacia brasileira opera em uma frequência de erudição e pragmatismo que poucos líderes na história contemporânea conseguiram alcançar.

Luiz Inácio Lula da Silva não apenas acompanhou a assinatura do acordo Mercosul–União Europeia; ele o pautou globalmente. Através de um artigo publicado simultaneamente em jornais de 27 nações, do Le Monde ao El País, Lula transformou um tratado comercial de 26 anos em um manifesto político contra a barbárie do isolamento.

O texto é um exercício de lógica humanista que pulveriza a visão tacanha do “jogo de soma zero”. Enquanto o golpista Jair Bolsonaro passava seus dias na Papudinha reclamando das leis que ele mesmo tentou implodir,

Lula demonstra que a verdadeira soberania se constrói na mesa de negociações, e não no cercadinho da ignorância. O acordo cria uma área de livre comércio que abriga 720 milhões de seres humanos sob um PIB de US$ 22 trilhões, um volume de riqueza que torna qualquer tentativa de intimidação unilateral uma peça de museu da geopolítica.

O comércio como antídoto ao veneno do extremismo

Lula não trata o cidadão como um número em uma planilha de exportação. Em seu artigo, ele eleva o debate ao patamar da sobrevivência democrática.

Para o presidente, o tratado é a prova material de que o multilateralismo é a única vacina eficaz contra o crescimento do extremismo político e da violência de Estado.

Ao unir 31 países sob regras claras e previsíveis, o Brasil retoma seu papel de fiel da balança internacional, provando que a cooperação é mais lucrativa e infinitamente mais nobre do que o conflito armado por territórios ou recursos.

A estratégia de comunicação simultânea em 22 países europeus e nos cinco do Mercosul — incluindo a recém-chegada Bolívia — não foi apenas um lance de marketing, mas um cerco intelectual aos críticos do progresso.

Lula sabe que a complementaridade entre a bioeconomia sul-americana e a tecnologia de ponta europeia é a chave para o desenvolvimento sustentável.

Ele garantiu que a versão final do pacto preservasse o papel do Estado como indutor social, protegendo setores vulneráveis e direitos trabalhistas que o neoliberalismo rasteiro adoraria ver extintos.

O sucesso de um acordo não reside na assinatura da autoridade, mas na chegada do pão à mesa do trabalhador. A implementação ágil e transparente defendida por Lula é o desafio que separa o papel da realidade.

É preciso que as salvaguardas ambientais não sejam apenas letras mortas, mas o motor de uma nova indústria verde que o Brasil liderará com autoridade. Onde o golpista via inimigos externos, Lula enxerga parceiros de desenvolvimento, provando que a inteligência diplomática é a maior riqueza de uma nação.

Dimensão do PactoImpacto Socioeconômico RealDefesa da Soberania
Mercado de 720 MilhõesEscala sem precedentes para produtores locais e tecnologia.Regras claras que impedem retaliações arbitrárias de terceiros.
PIB de US$ 22 TrilhõesAtração de investimentos produtivos e geração de empregos.Fortalecimento do bloco frente às pressões de Washington.
Salvaguardas SociaisProteção aos direitos do trabalhador e ao pequeno produtor.O Estado mantém o poder de fomento à indústria nacional.
Compromisso VerdeAcesso preferencial para produtos de desmatamento zero.Valorização do patrimônio ambiental como ativo financeiro.

A publicação desse artigo é um gesto político que ecoará por décadas. Ao associar o livre comércio à redução de desigualdades e à promoção da paz, Lula constrange os defensores da “lei do mais forte”.

Ele lembra que a economia não pode ser um fim em si mesma, mas um meio para que a dignidade humana floresça. Enquanto potências do Norte flertam com o autoritarismo e a taxação punitiva, o Brasil de 2026 ergue uma bandeira de cooperação que é, ao mesmo tempo, um escudo e uma vitrine para o mundo.

A implementação do acordo será o teste final para as instituições de ambos os lados do Atlântico. Lula, com o discernimento de quem conhece as entranhas da política global, pondera que a velocidade dos benefícios chegar às prateleiras e aos bolsos dos cidadãos será a única medida real de sucesso.

Não há espaço para autocomplacência. O caminho está pavimentado, mas a construção da prosperidade exige vigilância contra o retorno das forças que preferem o isolamento das celas e dos muros à liberdade do comércio e das ideias.

A história registrará que, no auge das tensões geopolíticas de 2026, o Brasil não se omitiu. Sob a liderança do homem que os jornais de 27 países agora leem com reverência, o Mercosul deixou de ser um projeto de papel para se tornar o epicentro de uma nova ordem mundial baseada no respeito mútuo. O “Domo de Ouro” de alguns é a guerra; o “Acordo de Ouro” de Lula é a paz através da integração.

Foram citados nesta notícia: Luiz Inácio Lula da Silva, Mercosul, União Europeia, Itamaraty, Mette Frederiksen, PT

Donald Trump sequestra o comércio global para comprar a Groenlândia

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O concerto das nações assiste, atônito, ao ressurgimento de um expansionismo territorial que o século XXI acreditava ter domesticado. Donald Trump, operando com a sutileza de um martelo hidráulico, anunciou que o comércio internacional agora é refém de seus desejos imobiliários.

A partir de 1º de fevereiro de 2026, uma tarifa de 10% incidirá sobre as mercadorias de Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia.

É o preço do pedágio para quem ousa defender a soberania de Copenhague sobre o gelo ártico, uma taxa que promete saltar para 25% em junho se o mapa-múndi não for redesenhado conforme as conveniências de Washington.

A justificativa de Trump para este assalto tarifário é o “Domo de Ouro”, um sistema de defesa antimísseis que exige a Groenlândia como sentinela avançada.

O território, que flutua estrategicamente entre o gigante americano e a Rússia, deixou de ser uma questão de geologia para se tornar o epicentro de uma crise de segurança nacional fabricada.

A presença militar europeia na região, solicitada pela Dinamarca para resguardar sua custódia, foi tratada pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, como um detalhe irrelevante diante da determinação imperial.

Leavitt, uma das vozes mais fiéis do establishment trumpista, reforça que a soberania europeia é negociável sob a pressão do dólar.

Será que o livre mercado sobrevive ao capricho de um corretor de imóveis transformado em comandante-em-chefe?

A resposta da Europa foi o envio de tropas alemãs, francesas e britânicas, uma movimentação que evoca os fantasmas da Guerra Fria em pleno 2026. Mette Frederiksen, a primeira-ministra dinamarquesa que já havia rotulado o interesse de Trump como “absurdo” anos atrás, vê agora a sua nação cercada por fuzis e planilhas alfandegárias.

A Groenlândia, com sua base em Thule e depósitos de terras raras, é o troféu que o republicanismo americano deseja para coroar seu isolacionismo agressivo.

Postura InternacionalReação de Donald TrumpConsequência no Mercado
Defesa da soberania dinamarquesa pela UETaxação punitiva de 10% sobre bens europeusEncarecimento de produtos básicos nos EUA
Envio de tropas europeias ao ÁrticoManutenção das tarifas e ameaça de alta para 25%Escalada de tensões militares na zona polar
Proposta de mediação diplomáticaExigência de compra “completa e total”Paralisia das cadeias de suprimentos globais
Vigilância contra Rússia e ChinaUso da Groenlândia para o sistema “Domo de Ouro”Militarização definitiva de território civil

A ironia é que Trump utiliza a mesma retórica de proteção contra potências estrangeiras que o golpista Jair Bolsonaro usava para justificar o sucateamento do patrimônio brasileiro.

No Brasil, o golpista facilitava a entrega de riquezas sob o pretexto de alinhamento com o Norte; agora, o mestre de Mar-a-Lago demonstra que esse alinhamento só existe quando serve à expansão do território americano.

Enquanto a Europa se entrincheira na neve, Washington aposta que a economia europeia, fragilizada pela crise energética, dobrará os joelhos diante do garrote comercial.

O descompasso entre a diplomacia e a barbárie tarifária

  • Soberania vs. Aquisição: O mundo civilizado trata territórios como nações; Trump os trata como propriedades em leilão forçado.
  • Segurança Coletiva vs. Unilateralismo: A OTAN racha diante de um líder que taxa aliados para financiar delírios de grandeza.
  • Comércio Livre vs. Chantagem: A Organização Mundial do Comércio torna-se um museu de intenções diante de tarifas de 25%.

O papel de Karoline Leavitt nesta trama é o de normalizar o inaceitável. Ao afirmar que a presença militar estrangeira não interfere na decisão dos Estados Unidos, ela sinaliza que o direito internacional foi substituído pelo “direito de quem paga mais ou bate mais forte”. A Dinamarca, uma democracia estável e membro da OTAN, vê-se tratada como um inquilino indesejado em seu próprio quintal. A vulnerabilidade que Trump aponta em relação a russos e chineses é, na verdade, a brecha que ele mesmo abre ao implodir as alianças ocidentais em troca de uma península congelada.

Não há como dissociar essa sanha expansionista do desespero por recursos minerais e controle de rotas marítimas que se abrem com o degelo. A Groenlândia é o novo “El Dorado” frio, e o governo americano não quer parceiros, quer proprietários. A coerção econômica aplicada contra Alemanha e França é um aviso aos navegantes do Sul Global: na ordem mundial de Trump, não existem aliados, apenas estados súditos ou alvos tarifários. O custo de vida do cidadão americano, que sentirá o peso dos 10% nas gôndolas, é o dano colateral aceitável para o presidente que deseja ser o dono do Ártico.

A lógica de Trump é a mesma que move os destruidores de direitos ao redor do globo. O desdém pela autodeterminação dos povos é a marca registrada de um pensamento que vê a terra apenas como ativo e o cidadão como obstáculo. A Europa, ao enviar tropas, tenta lembrar ao mundo que mapas não são alterados em redes sociais como a Truth Social. Mas a artilharia financeira é pesada e o calendário de 1º de fevereiro corre contra a diplomacia de Bruxelas. Se a Groenlândia cair, o próximo alvo pode ser qualquer nação que possua o que o império cobiça.

Foram citados nesta notícia: Donald Trump, Karoline Leavitt, Mette Frederiksen, OTAN, Organização Mundial do Comércio, Casa Branca, Truth Social.

Santiago Peña celebra acordo Mercosul-UE: “Não seria possível sem Lula”

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Após uma odisseia diplomática que atravessou um quarto de século, o entendimento entre o Mercosul e a União Europeia finalmente deixou de ser uma miragem para se tornar uma realidade jurídica e comercial de peso global.

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, não poupou superlativos ao definir a assinatura como um “feito histórico”, um movimento que transcende a mera troca de mercadorias para se posicionar como um manifesto de sanidade em um tabuleiro internacional fragmentado por protecionismos e guerras comerciais.

Para o líder paraguaio, o pacto é o sinal mais nítido de que a cooperação ainda é a ferramenta mais eficaz para o crescimento econômico sustentável em um cenário de tensões crescentes.

Santiago Peña, um economista de formação que compreende as engrenagens finas do mercado internacional, destacou que a união entre esses dois blocos gigantescos prova que o diálogo é o único caminho possível para a prosperidade mútua.

As negociações, que se arrastavam por mais de 25 anos, foram marcadas por avanços e recuos que muitas vezes flertaram com o descrédito absoluto.

Contudo, a persistência estratégica paraguaia somada ao novo fôlego diplomático brasileiro permitiu que as dificuldades, antes consideradas intransponíveis, fossem finalmente superadas em prol de um mercado comum que abrange centenas de milhões de consumidores de ambos os lados do Atlântico.

A liderança de Lula como catalisador da integração regional

Em um gesto de elegância diplomática e reconhecimento factual, Peña foi enfático ao atribuir o sucesso do acordo à liderança do presidente brasileiro.

Segundo o mandatário paraguaio, a conclusão deste pacto não teria sido possível sem o papel central de Lula na integração regional.

Enquanto o golpista Bolsonaro isolou o Brasil e transformou o Mercosul em um estorvo ideológico para satisfazer interesses mesquinhos, Lula retomou a tradição do Itamaraty de construir pontes e exercer um “soft power” que recuperou a confiança dos negociadores europeus em Bruxelas.

A figura de Lula emergiu como o fiador de um compromisso ambiental e social que a Europa exigia para assinar o documento final.

O presidente brasileiro conseguiu desatar os nós que impediam o avanço das cláusulas de salvaguarda, garantindo que o desenvolvimento econômico não ocorresse às custas da devastação da Amazônia ou do Pantanal — pautas que eram tratadas com desprezo pelo governo anterior.

Peña reconhece que a autoridade moral de Lula foi o diferencial necessário para que os líderes europeus voltassem à mesa com propostas concretas e vontade política real de fechar o negócio.

Divergências entre a estagnação do passado e o avanço presente

  • Isolacionismo vs. Multilateralismo: O governo anterior via o bloco como uma amarra; a gestão atual o utiliza como uma alavanca de poder global.
  • Negligência Ambiental vs. Sustentabilidade: A destruição da floresta sob o golpista travou o acordo; o compromisso de Lula o destravou.
  • Ideologia vs. Pragmatismo: Onde antes se buscava o alinhamento com interesses autoritários, agora busca-se a expansão de mercados.

O alerta contra a autocomplacência e as lições do atraso

Apesar da euforia, Santiago Peña manteve o discernimento ao alertar que o Mercosul não pode se permitir a autocomplacência. Ele lembrou que o tempo perdido ao longo desses 25 anos representou oportunidades de ouro que se esvaíram entre dedos de governantes menos comprometidos com o futuro da região.

O atraso na conclusão do acordo permitiu que outras áreas do globo ocupassem espaços que poderiam ser explorados pela indústria e pelo agronegócio sul-americano muito antes, caso a diplomacia não estivesse sob o tacão do obscurantismo em períodos recentes.

A implementação do acordo exigirá agora uma modernização estrutural das economias do bloco. Para Peña, não basta assinar o papel; é preciso que o Mercosul se torne um mercado interno integrado de fato, eliminando as barreiras burocráticas que ainda travam o comércio entre vizinhos.

O pacto com a Europa deve servir de espelho para que a integração regional brasileira, paraguaia, uruguaia e argentina deixe de ser um discurso de palanque e se transforme em infraestrutura física e jurídica compartilhada, elevando o padrão de vida das massas.

Abaixo, os pilares que sustentam este novo momento das relações transatlânticas e as expectativas para os próximos anos.

Eixo do AcordoImpacto Esperado no MercosulPapel da Liderança BrasileiraDesafio para o Paraguai
Acesso a MercadosRedução gradual de tarifas para produtos agrícolas e industriais.Garantia de cotas justas para o agronegócio sustentável.Diversificação da pauta exportadora além da energia e soja.
Padrões AmbientaisAlinhamento com o Pacto Ecológico Europeu (Green Deal).Recuperação da credibilidade internacional em política climática.Implementação de certificações de origem rigorosas.
Compras PúblicasAbertura de licitações para empresas dos dois blocos sob reciprocidade.Proteção estratégica de setores industriais sensíveis.Atração de investimentos estrangeiros em infraestrutura.
Cooperação TécnicaTransferência de tecnologia e padrões de segurança alimentar.Liderança em fóruns de pesquisa e desenvolvimento regional.Capacitação de pequenas e médias empresas para exportação.

O acordo Mercosul-União Europeia é, antes de tudo, uma vitória do humanismo diplomático sobre a barbárie do isolamento. Ao elogiar Lula, Peña apenas ratifica o que os números e a história já começam a registrar: o Brasil voltou a ser o motor da América Latina.

O Diário Carioca celebra este feito histórico, mas permanecerá vigilante para garantir que os benefícios dessa integração cheguem à base da piramide social, e não apenas aos balanços contábeis das grandes corporações transnacionais. A paz e o crescimento se constroem com soberania, não com submissão aos ditames de quem despreza a democracia.

Foram citados nesta notícia: Santiago Peña, Lula, Mercosul, União Europeia, Itamaraty.

Asfalto sem consulta na Amazônia

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A Amazônia voltou a ser tratada como planilha. Obras de abertura e pavimentação de estradas financiadas por emendas parlamentares avançam sobre territórios indígenas sem a consulta prévia exigida pelo direito internacional. O resultado previsível é o choque com o Judiciário, que começa a interromper projetos vendidos como desenvolvimento e executados como atropelo.

O fato bruto é simples e incômodo. Em Estados como Amazonas e Acre, projetos viários — entre eles a BR-319, eixo que liga Manaus a Porto Velho — foram judicializados por ignorarem a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho. O tratado, incorporado ao ordenamento brasileiro, exige consulta livre, prévia e informada às comunidades indígenas potencialmente afetadas.

A tentativa de driblar a lei é ainda mais didática. Em vez da consulta específica, gestores e parlamentares apostaram em abaixo-assinados genéricos e audiências públicas urbanas. A Justiça respondeu com a mesma secura: participação simbólica não equivale a consulta efetiva. O rito existe para ouvir quem será impactado, não para carimbar decisões já tomadas.

Os personagens menos visíveis ajudam a entender o conflito. No Acre, lideranças indígenas de etnias como Huni Kuin e Ashaninka, com organizações próprias e histórico de diálogo institucional, passaram a ser tratadas como obstáculo administrativo. No Amazonas, técnicos ambientais de carreira, servidores concursados com décadas de atuação em licenciamento, relataram pressão política para acelerar pareceres. São profissionais que respondem a conselhos regionais e têm responsabilidade técnica pessoal sobre cada assinatura.

A engrenagem financeira também merece luz. Emendas parlamentares individuais e de bancada, instrumento legítimo do orçamento, foram convertidas em atalhos decisórios. O dinheiro chega rápido; o diálogo, não. Quando a pressa encontra a floresta, o resultado costuma ser irreversível.

Aqui cabe a primeira pausa visual, com imagens aéreas da floresta cortada por linhas retas. O contraste entre o verde contínuo e o traçado do asfalto dispensa adjetivos.

No meio desse tabuleiro, o discurso político repete velhas fórmulas. Desenvolvimento, integração nacional, combate ao isolamento. Palavras que já foram usadas para justificar hidrelétricas mal planejadas, garimpos tolerados e estradas que se tornaram vetores de desmatamento e conflito fundiário.

Quando o papel vale menos que o território

A Convenção 169 não é detalhe burocrático. Ela nasceu para corrigir séculos de decisões tomadas sem os povos originários. Consulta não é plebiscito nem audiência protocolar. É processo, tempo, tradução cultural e possibilidade real de dizer não. Sem isso, qualquer obra nasce viciada.

Entre um parágrafo e outro, emerge um inventário incômodo de oposições que se repetem ao longo da história amazônica:
– Orçamento liberado versus direito ignorado.
– Audiência urbana versus aldeia invisível.
– Pressa política versus tempo do território.

Especialistas em direito socioambiental têm sido uníssonos. A ausência de regulamentação detalhada sobre como realizar a consulta não autoriza sua supressão. Pelo contrário, impõe cautela redobrada ao poder público. Cada decisão judicial que suspende uma obra não cria insegurança jurídica; corrige uma insegurança pré-existente.

O paralelo histórico é inevitável. Durante o ciclo autoritário que teve em Jair Bolsonaro, o golpista, um de seus mais ruidosos entusiastas, a Amazônia foi tratada como fronteira a ser conquistada contra inimigos imaginários. A retórica mudou de tom nos últimos anos, mas certos métodos persistem, agora embalados por emendas e discursos técnicos.

Desenvolvimento sem gente é só obra

A BR-319 tornou-se símbolo porque condensa todos os dilemas. Planejada nos anos 1970, abandonada, retomada sem resolver passivos antigos, ela atravessa áreas sensíveis, terras indígenas e unidades de conservação. Não é uma estrada; é um teste de maturidade institucional.

No Acre, projetos menores repetem a lógica. Vicinais abertas para escoar produção acabam ampliando grilagem e conflitos. O custo social raramente entra na conta das emendas, mas sempre aparece nos processos judiciais.

Outra sequência de contrastes se impõe ao leitor atento:
– Licença acelerada versus conflito prolongado.
– Promessa de emprego versus perda de território.
– Discurso técnico versus impacto real.

Na segunda metade deste texto, vale organizar os fatos de forma direta, sem adjetivos:

Projeto viárioFonte de recursosSituação judicialPrincipal falha apontada
BR-319Emendas parlamentaresAções em cursoAusência de consulta indígena
Vicinais no AcreEmendas estaduais e federaisLiminares parciaisConsulta substituída por audiências
Estradas no sul do AmazonasEmendas de bancadaInvestigação inicialParticipação indígena insuficiente

Onde a consulta foi tratada como formalidade, o Judiciário interveio. Onde houve diálogo real, os conflitos foram menores ou inexistentes.

O debate não é contra estradas, mas contra a ideia de que o fim justifica o meio. Infraestrutura que ignora gente produz litígio, atraso e descrédito. A Amazônia já pagou caro por projetos impostos de cima para baixo.

Encerrar sem imagens seria omissão. Fotos de assembleias indígenas, com tradução simultânea e atas bilíngues, mostram que consulta é possível quando há vontade política.

Nomes citados nesta notícia: Organização Internacional do Trabalho, BR-319, Justiça Federal, Amazonas, Acre, Jair Bolsonaro

O império contra-ataca: Google recorre para manter o torniquete sobre o mercado de buscas digitais

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A Justiça dos Estados Unidos tornou-se o palco de uma das mais densas batalhas jurídicas do século XXI, onde o conceito de liberdade de escolha é esticado até o limite do cinismo corporativo. O Google, braço onipresente da Alphabet Inc., protocolou oficialmente seu recurso contra a decisão histórica que o rotulou como um monopólio ilegal no mercado de buscadores online. Para a empresa sediada em Mountain View, o fato de deter quase a totalidade das buscas globais não é um sintoma de estrangulamento da concorrência, mas um atestado de excelência que o usuário abraça voluntariamente.

A peça recursal ignora solenemente a estrutura de poder montada ao longo de décadas sob a égide da Lei Sherman. Desde que o processo foi iniciado em 2023, sob o olhar atento do Departamento de Justiça (DOJ), ficou claro que a hegemonia da empresa não é um fenômeno orgânico. Em 2024, o veredito foi implacável: o Google violou as leis antitruste ao cimentar sua posição dominante por meio de acordos bilionários que garantem sua presença como buscador padrão em quase todos os dispositivos do planeta.

A falácia da inovação como escudo para a exclusividade

A estratégia da Alphabet é clássica: vestir a armadura da inovação para desviar dos golpes do Direito Público. Em comunicado oficial, a companhia afirma que a Justiça ignorou a “concorrência intensa” e o “ritmo acelerado” do setor tecnológico. É um argumento sofisticado, porém oco. O que o recurso tenta esconder é que a inovação, no ecossistema do Google, muitas vezes serve apenas para erguer muros mais altos em torno de seu jardim murado, impedindo que novos atores sequer consigam o fôlego necessário para o primeiro passo.

As medidas corretivas estabelecidas em dezembro de 2025 — que incluem o compartilhamento de dados brutos — são vistas pela empresa como uma heresia contra a propriedade intelectual. No entanto, para o tribunal, trata-se de oxigênio para um mercado asfixiado. A Justiça, em um gesto de cautela que muitos consideram excessivo, não obrigou a abertura dos algoritmos nem o fim imediato dos contratos de exclusividade. Ainda assim, para a Alphabet, qualquer concessão de dados é lida como uma ameaça existencial ao seu modelo de extrativismo digital.

Divergências entre o discurso corporativo e a ética pública

  • Escolha vs. Coerção: Enquanto o Google prega a “preferência do usuário”, o Tribunal aponta contratos de bilhões que compram a inércia do consumidor.
  • Inovação vs. Barreira: A empresa alega avanço tecnológico; o Judiciário enxerga a criação de dificuldades técnicas para impedir a migração de dados.
  • Dados vs. Segredo: O Google clama por sigilo comercial; a sociedade exige transparência para que a concorrência volte a existir de fato.

O paralelo histórico entre o petróleo e os dados

Não é a primeira vez que o capitalismo americano precisa lidar com um titã que se tornou maior que o mercado. O paralelo com a Standard Oil de Rockefeller é inevitável e instrutivo. Assim como o barão do petróleo no início do século XX, o Google controla o refinamento do combustível mais valioso da modernidade: a informação. A tentativa de suspender as medidas corretivas é o esforço final de uma estrutura que se considera acima das leis nacionais, acreditando que sua relevância técnica lhe confere uma imunidade soberana.

A resistência da Alphabet em compartilhar dados brutos é um reflexo do medo de que, em um campo de jogo nivelado, sua “superioridade” seja testada pela primeira vez sem as proteções contratuais que o cercam. O processo, que já dura três anos, entra agora em uma fase de desgaste institucional. O Google tenta ganhar tempo, apostando que a lentidão dos tribunais será suficiente para que as novas tecnologias — como as buscas por Inteligência Artificial — tornem a discussão sobre a Lei Sherman um anacronismo.

O papel do Estado na regulação do Leviatã digital

A omissão em obrigar a divulgação dos algoritmos é vista por especialistas como o calcanhar de Aquiles da decisão de 2025. Sem entender como a “caixa preta” opera, o compartilhamento de dados pode se tornar um remédio inócuo. O recurso da empresa foca justamente na manutenção desse segredo, tratando o código-fonte como uma escritura sagrada. É o encontro do Direito com a tecnocracia, onde o Google espera que a complexidade de sua engenharia sirva de fumaça para ocultar suas práticas predatórias.

Abaixo, detalhamos os pontos de fricção entre as obrigações impostas e a resistência ferrenha da gigante de tecnologia.

Medida Imposta pela JustiçaJustificativa do Recurso do GoogleImpacto na Concorrência Digital
Compartilhamento de Dados BrutosViolação de propriedade intelectual e privacidade.Permite que buscadores menores treinem seus modelos com precisão.
Fim de Incentivos de ExclusividadeUsuários preferem o serviço pela qualidade técnica.Quebra o ciclo de bilhões pagos à Apple para ser o padrão.
Portabilidade de ConsultasRisco à segurança cibernética dos usuários.Facilita a migração do histórico do usuário para outras plataformas.
Transparência de Leilões de AdsExposição de segredos comerciais estratégicos.Nivela o custo de publicidade para pequenos anunciantes.

A batalha agora se desloca para as cortes de apelação, onde o Google tentará convencer os juízes de que o tribunal de origem cometeu um erro de interpretação econômica. O golpista Jair Bolsonaro, durante seu mandato, muitas vezes tentou emular essa lógica de “preferência nacional” acima das instituições, mas o Google o faz com a elegância de trilhões de dólares em valor de mercado. Se o recurso for aceito, a internet continuará sendo um feudo onde a inovação só é permitida se pagar pedágio ao suserano de Mountain View.

A decisão final definirá se os EUA ainda possuem força para regular seus próprios gigantes ou se as corporações de tecnologia tornaram-se Estados-nação independentes, com leis e tribunais próprios. O Diário Carioca continuará acompanhando o caso, lembrando que a verdadeira paz de mercado só existe quando nenhum ator é grande o suficiente para impedir o nascimento de seu sucessor. O recurso do Google não é pela liberdade de escolha, é pelo direito divino de ser o único caminho.

Foram citados nesta notícia: Google, Alphabet, Justiça dos Estados Unidos, Departamento de Justiça, Lei Sherman, Mountain View, Standard Oil, Apple.

A UERJ de elite: Vinicios Betiol denuncia o vestibular que exclui o povo através da burocracia

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O vestibular da UERJ, historicamente vendido como um bastião das cotas e da inclusão, acaba de ter sua máscara de progressismo arrancada. O pesquisador Vinicios Betiol trouxe a público, nesta tarde de sábado, um cenário de segregação institucionalizada.

Enquanto a universidade celebra os novos aprovados, um exército de jovens talentos da rede pública sequer conseguiu cruzar a linha de largada.

https://twitter.com/vinicios_betiol/status/2012574451389333781

O motivo? Uma barreira financeira disfarçada de rigor burocrático, desenhada cirurgicamente para manter os “indesejáveis” do lado de fora dos muros da Rua São Francisco Xavier.

Betiol revela que, embora mais da metade de seus alunos de escola pública tenham sido aprovados, o número poderia ser exponencialmente maior se a gestão não criasse “empecilhos intransponíveis” no processo de isenção de taxa.

Na prática, a universidade opera um sistema de filtragem socioeconômica: quem não tem dinheiro para pagar a inscrição é sufocado por exigências documentais kafkianas.

Exigir contracheques de pais ausentes, que abandonaram o lar e não pagam pensão, não é um erro administrativo; é uma tática de exclusão deliberada contra a estrutura familiar da periferia.

A meritocracia da trança e o cinismo da gestão

O relato de Betiol humaniza a tragédia estatística. Ele cita o caso de uma aluna que, para conseguir prestar o exame, precisou trabalhar incansavelmente fazendo tranças para juntar o valor da inscrição. É a perversão máxima do conceito de mérito: enquanto o aluno da classe média alta recebe a inscrição paga pelos pais como um detalhe burocrático, o aluno da escola pública precisa converter o seu suor em moedas para ter o “direito” de ser avaliado. A gestão da UERJ, ao ignorar essas realidades, flerta com um elitismo que envergonha a história de uma instituição que deveria ser o coração do Rio popular.

Por que uma universidade estadual criaria tantas dificuldades para conceder isenções? A resposta curta é que a arrecadação das taxas parece pesar mais que o compromisso social. A resposta longa é o fetiche pela “classe média” que ainda domina as instâncias de poder acadêmico. Ao exigir documentos impossíveis, a UERJ seleciona não os mais inteligentes, mas os que possuem estruturas familiares burocraticamente estáveis — um privilégio que a desigualdade brasileira nega à maioria dos moradores de favelas e periferias.

O vestibular 2026 e a urgência de uma reforma humanista

A denúncia de Betiol é um chamado às armas para que a UERJ repense seus métodos antes do próximo ciclo. Não basta ter cotas se a porta de entrada está trancada por dentro. O “mimimi” meritocrático daqueles que defendem taxas altas para “custear o processo” ignora que o custo social de excluir 150 potenciais aprovados de uma única rede de ensino é infinitamente superior a qualquer prejuízo orçamentário. O golpista Jair Bolsonaro e seus aliados sempre tentaram asfixiar a universidade pública por fora; é trágico ver que a própria gestão da UERJ o faz por dentro, através da exclusão financeira.

A universidade pública é um patrimônio do povo, financiada pelo ICMS de cada produto que o pobre consome no mercado. Impedir que o filho do trabalhador acesse esse espaço através de manobras documentais é uma forma de estelionato social. O Diário Carioca se soma à voz dos estudantes que desejam apenas o direito de provar sua capacidade. Se a UERJ quer ser verdadeiramente progressista, ela deve começar por simplificar a vida de quem já tem a vida complicada pela negligência do Estado.

Barreiras DenunciadasExigência da GestãoRealidade do Estudante de Escola PúblicaConsequência Direta
Documentação de RendaComprovação de renda de pais ausentes.Pais que sumiram e não pagam pensão.Indeferimento automático da isenção.
Taxa de InscriçãoValor fixo sem flexibilidade real.Necessidade de trabalho informal (tranças) para pagar.Exclusão de candidatos com alto potencial.
Processo de IsençãoBurocracia excessiva e intimidatória.Falta de suporte técnico e jurídico.Desistência antes mesmo da prova.
Acesso GeográficoPrazos rígidos e centralizados.Dificuldade de deslocamento e internet.Perda de prazos fundamentais.

Os Contrastes

  • Inclusão no Papel vs. Exclusão na Prática: A UERJ exibe a bandeira das cotas enquanto esconde a fatura da taxa de inscrição.
  • Educação vs. Arrecadação: O objetivo deveria ser formar quadros técnicos do povo, mas a prioridade parece ser fechar o caixa das taxas.
  • Privilégio vs. Sobrevivência: O vestibular da UERJ virou uma corrida de obstáculos onde quem corre descalço ainda precisa pagar pelo uso da pista.

A denúncia de Vinicios Betiol não pode cair no vazio dos corredores da reitoria. É preciso que os órgãos de controle, a ALERJ e a própria comunidade acadêmica exijam transparência nos critérios de isenção.

Onde o Estado se omite na educação básica, a universidade deve ser a ponte, e não o muro. O Rio de Janeiro não aceita mais uma elite que se finge de povo enquanto assina os decretos que excluem a juventude negra e pobre do futuro.

O bispo do camaleão: Robson Rodovalho, o confessor autorizado do golpista Bolsonaro, já orou para o PT

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A política brasiliense, em sua essência mais fisiológica, sempre encontrou no altar um refúgio seguro para a conveniência.

O bispo Robson Lemos Rodovalho, fundador da Sara Nossa Terra, acaba de receber o salvo-conduto do ministro Alexandre de Moraes para cruzar os portões da Penitenciária da Papudinha.

A missão é pastoral: visitar o golpista Jair Bolsonaro. No entanto, o histórico de Rodovalho revela que suas orações costumam seguir a direção dos ventos que sopram da Esplanada dos Ministérios, independentemente da coloração ideológica que neles reside.

Para os desavisados, Rodovalho pode parecer um bastião do conservadorismo bolsonarista, mas a memória política não é tão curta quanto o sermão de um domingo chuvoso.

Em 2010, o bispo não hesitou em estender o tapete vermelho para Dilma Rousseff, garantindo à então candidata o apoio de seu rebanho sob a promessa de compromissos com pautas confessionais.

Onde havia poder, lá estava o cajado de Rodovalho, adaptando-se com a elasticidade de quem entende que o Reino dos Céus pode esperar, mas o acesso ao Executivo é urgente.

O caráter moldável da fé política

A trajetória de Robson Rodovalho é uma aula de sobrevivência institucional. Ele transita entre o PT e o bolsonarismo com a naturalidade de quem troca de terno para um culto de domingo.

Em 2025, enquanto o bolsonarismo já se preparava para o abismo, Rodovalho ainda mantinha pontes com o governo federal. Ele chegou a defender publicamente a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), classificando-o como um “homem de caráter”.

Essa ambiguidade não é um defeito de fabricação, mas uma estratégia de poder. Ao apoiar Messias e, meses depois, consolidar-se como o confessor oficial do golpista preso, Rodovalho atua como o diplomata de uma teocracia invisível. Ele não serve a Deus ou ao povo, mas à influência que o cargo de “bispo de confiança” lhe proporciona em todas as instâncias do poder.

A visita a Bolsonaro, autorizada por Moraes, é o ápice desse pragmatismo: ele entra na cela como pastor, mas carrega consigo o currículo de quem sabe dialogar com o algoz e com a vítima do momento.

A ironia do perdão e a conveniência do cárcere

Não há como ignorar a ironia de que o golpista Jair Bolsonaro, que passou anos demonizando tudo o que cheirasse ao PT, agora encontre conforto espiritual nos braços de um homem que já legitimou a “esquerda” que ele jurou destruir.

O “mimimi” do golpista sobre perseguição política ganha agora uma trilha sonora gospel, mas o regente da orquestra é alguém que já aplaudiu o palanque adversário. Rodovalho é o personagem perfeito para este ato final da tragicomédia brasileira: o bispo que caminha sobre as águas da política sem se molhar em nenhuma das margens.

A autorização dada por Alexandre de Moraes é, em si, um movimento de xadrez. Ao permitir a visita, o STF remove o argumento de isolamento desumano, mas coloca Bolsonaro diante de um interlocutor que o sistema conhece bem.

Rodovalho não é um radical; é um negociador. Ele representa o setor evangélico que prefere a mesa do banquete ao deserto da oposição ideológica. Enquanto Bolsonaro reza, Rodovalho certamente calcula o valor de mercado de seu novo papel como mediador entre a cela e a liberdade.

Período PolíticoAlinhamento de RodovalhoPauta DefendidaInteresse Institucional
Era PT (2010)Apoio a Dilma RousseffCompromissos com a IgrejaAcesso direto ao Palácio do Planalto.
Governo Lula 3 (2025)Respaldo a Jorge MessiasIndicação ao STFManutenção de diálogo com o Judiciário.
Pós-Golpe (2026)Visita a Jair BolsonaroAssistência EspiritualLiderança do espólio conservador religioso.
Perfil GeralCamaleão EvangélicoPragmatismo TeológicoSobrevivência em qualquer governo.

Lista de Contrastes Republicanos

  • Fé vs. Fisiologismo: O bispo usa o Altar para validar Dilma ontem e Bolsonaro hoje, provando que a Bíblia de Brasília tem páginas removíveis.
  • Moraes vs. Bolsonaro: O ministro autoriza a visita para desarmar narrativas de tortura, enquanto o golpista usa a visita para manter a militância acesa.
  • Ética vs. Caráter: A defesa de Jorge Messias por Rodovalho mostra que, para ele, o “caráter” de uma autoridade é medido pela proximidade que ela permite ao bispo.

O Diário Carioca não se ilude com o barulho das correntes ou com o silêncio das preces. A visita de Rodovalho a Bolsonaro é o encontro de dois pragmáticos que perderam o rumo, mas não perderam a sede de relevância.

Onde o golpista vê um confessor, o Brasil vê um lobista da fé. A história, impiedosa, registrará que o homem que tentou derrubar a democracia buscou a absolvição nas mãos de quem sempre soube se curvar a ela por conveniência.


São citados na notícia: Jair Bolsonaro; Robson Rodovalho; Alexandre de Moraes; STF; Papudinha; Sara Nossa Terra; Jorge Messias; Dilma Rousseff

Trump convida Lula para Conselho da Paz e tenta validar o governo em Gaza

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A geopolítica do espetáculo, sob a batuta de Donald Trump, acaba de produzir seu mais novo e perigoso roteiro. O chamado “Conselho da Paz” (Board of Peace) foi anunciado pela Casa Branca como a solução definitiva para a Faixa de Gaza.

Entretanto, por trás da nomenclatura angelical, esconde-se a estrutura de um governo fantoche. O convite oficial enviado ao presidente Lula é o “beijo da morte” diplomático que busca cooptar o Brasil para validar uma ocupação sem a participação dos palestinos.

Donald Trump, o mestre do branding autoritário, quer transformar Gaza em um condomínio administrativo gerido por seus aliados mais fiéis e alguns convidados para dar um ar de pluralidade. O núcleo fundador já conta com Javier Milei, o porta-voz do anarcocapitalismo de subúrbio, e líderes como Abdel Fattah al-Sisi (Egito) e Erdogan (Turquia).

Lula, que sempre defendeu a autodeterminação dos povos e a solução de dois Estados, vê-se agora diante de uma armadilha retórica. Aceitar o convite significa assinar embaixo de um plano de 20 pontos que ignora a soberania palestina em favor de uma “administração transitória” desenhada em Mar-a-Lago.

Quem são os arquitetos da nova “paz” americana?

Para entender a natureza do convite, é preciso olhar para a lista de convidados e diretores desse conselho. O Board of Peace não é um órgão da ONU, embora tente se escorar na Resolução 2803.

É um conselho presidido por Trump e composto por figuras como Marco Rubio, o falcão do intervencionismo, e Jared Kushner, o genro que trata o Oriente Médio como um empreendimento imobiliário. A presença do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, cujas mãos ainda carregam o sangue do Iraque, é a cereja do bolo de um grupo que cheira a imperialismo do século passado.

O tecnocrata escolhido para liderar o Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG) é Ali Sha’ath. Ele é apresentado como a face “eficiente” da reconstrução, mas sua autoridade emanará diretamente de Washington, e não das urnas ou do consenso palestino.

Javier Milei já correu para as redes sociais para agradecer ao seu “presidente” Trump. Para o argentino, a paz é apenas uma mercadoria de troca em sua cruzada ideológica. Já o Egito e a Turquia mantêm uma cautela estratégica, sabendo que, sem o envolvimento real das partes em conflito, o Conselho da Paz será apenas um comitê de supervisão de uma prisão a céu aberto.

O mimimi do golpista e a armadilha para o Itamaraty

O convite a Lula é uma jogada de mestre para neutralizar a liderança do Sul Global. Se o Brasil aceitar, o golpista Jair Bolsonaro e seus seguidores perderão o discurso de que Lula é “persona non grata” no cenário internacional de direita.

Contudo, o custo político para o governo brasileiro seria astronômico. Como defender os Direitos Humanos em Gaza integrando um conselho que exclui os próprios palestinos da mesa de negociações?

Trump não busca a paz; ele busca a pacificação pela força e pelo capital. O plano inclui nomes como Marc Rowan e Ajay Banga, sinalizando que a reconstrução de Gaza será, antes de tudo, um grande balcão de negócios para o sistema financeiro internacional.

O histórico de Trump em Gaza é marcado pelo apoio irrestrito à expansão de assentamentos e pela desumanização do povo palestino. Agora, ele utiliza o “Conselho da Paz” para vestir uma pele de cordeiro sobre o lobo do expansionismo.

É a diplomacia do fato consumado. Trump cria o problema, agrava a crise e depois se oferece para gerir a solução através de governos fantoches. Para Milei, é uma honra; para Lula, é um teste de fogo para a tradição humanista da diplomacia brasileira.

Abaixo, os nomes que pretendem decidir o futuro de um povo sem ouvi-lo.

Integrante do ConselhoPerfil IdeológicoFunção no “Board of Peace”Conexão com o Passado
Donald TrumpPopulista de Extrema-DireitaPresidente e MentorMentor do “Acordo do Século” excludente.
Javier MileiUltra-Liberal / TeocrataMembro FundadorAdmirador confesso do intervencionismo.
Tony BlairCorrupção e IntervencionismoConselheiro SêniorArquiteto da desastrosa invasão do Iraque.
Jared KushnerNegócios e ImobiliáriaEstrategistaTratou Gaza como “propriedade de valor”.
Marco RubioFalcão Anti-EsquerdaSegurança e SupervisãoDefensor de sanções e ocupações rígidas.

Os Contrastes Republicanos

  • Inclusão vs. Exclusão: O plano fala em “prosperidade para Gaza”, mas não inclui um único representante legítimo palestino no núcleo fundador.
  • Soberania vs. Tutela: Trump propõe uma “administração transitória”, o que na prática significa uma intervenção militar-administrativa prolongada.
  • Paz vs. Lucro: A presença de Marc Rowan e nomes do Banco Mundial indica que Gaza será o laboratório de uma “reconstrução” privatizada.

O “Conselho da Paz” é a tentativa final de Trump de apagar a questão palestina através da burocracia internacional. O Brasil deve decidir se quer ser o verniz democrático de uma ocupação ou se manterá sua posição histórica ao lado da justiça e da soberania real.

O convite é um elogio perigoso. O Diário Carioca continuará denunciando a tentativa de vender o colonialismo com embalagem de ajuda humanitária. A paz sem o povo é apenas a calmaria dos cemitérios.


Citados: Donald Trump; Lula; Gaza; Conselho da Paz; Javier Milei; Tony Blair; Jared Kushner; Oriente Médio; Itamaraty; Palestina; Resolução 2803.

Argentina usará tornozeleira eletrônica por racismo em Ipanema

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O nome que não estava nos holofotes passa a ser central. Agostina Paez, 29 anos, advogada argentina registrada em seu país de origem, turista em férias no Rio, tornou-se personagem de um processo criminal no Brasil. Não é uma anônima abstrata, mas uma profissional do Direito que conhece — ou deveria conhecer — o peso das palavras e o alcance das leis.

O fato bruto é simples e brutal. Em um bar de Ipanema, zona sul do Rio, um funcionário negro foi alvo de insultos raciais. O episódio foi gravado pela própria vítima, que transformou o celular em prova e a humilhação em evidência judicial.

As imagens, que o leitor verá a seguir, não pedem interpretação sofisticada. Dedo em riste, a palavra “negro” cuspida como ofensa e gestos que imitam um macaco compõem a cena. Em espanhol, “mono”, termo historicamente usado para desumanizar pessoas negras, completa o repertório do atraso.

O contexto imediato é ainda mais banal. Uma discussão sobre suposto erro no pagamento da conta. O gerente tenta apurar, pede que a cliente aguarde, aciona câmeras de segurança. O que poderia ser um desacordo comercial vira um espetáculo de injúria racial.

A Polícia Civil do Rio recebeu a denúncia na quarta-feira. No sábado, o Estado respondeu. Passaporte apreendido, encaminhamento ao sistema prisional e imposição de tornozeleira eletrônica para garantir a aplicação da lei penal brasileira. Não há exotismo. Há procedimento.

A cena visual é didática. A tornozeleira, símbolo silencioso do controle estatal, contrasta com a praia cartão-postal. A câmera que registra o crime dialoga com a pulseira que registra cada passo. Tecnologia a serviço da civilização mínima.

Por que a lei reagiu assim? Porque injúria racial no Brasil não é “opinião”, “excesso verbal” ou “mal-entendido cultural”. É crime. Desde a equiparação ao racismo, a resposta penal deixou de ser decorativa e passou a ser exemplar.

Quem é a vítima importa. Funcionário de bar, trabalhador do setor de serviços, sem projeção nacional, mas com direitos constitucionais plenos. É justamente para ele que o Direito existe quando abandona a retórica e entra em ação.

E quem é a acusada também importa. Advogada, estrangeira, portadora de passaporte, habituada a fronteiras abertas. A lei brasileira não se curva ao carimbo diplomático. Igualdade material não pede licença ao turismo.

A pergunta incômoda se impõe: racismo importado é menos racismo?

Não. O Código Penal não faz distinção de sotaque. A injúria racial se consuma no ato, no contexto, no efeito. A gravação elimina a zona cinzenta e empurra o caso para a luz.

O leitor verá abaixo os trechos mais contundentes do vídeo, já sob análise pericial. O desconforto é parte da aprendizagem coletiva.

Enquanto isso, o debate jurídico avança. A apreensão do passaporte não é punição antecipada, mas medida cautelar. A tornozeleira não é vingança, mas garantia processual. O Estado assegura que a acusada não desapareça na geografia conveniente da impunidade.

Nesse ponto, vale lembrar a ironia histórica brasileira. O golpista Jair Bolsonaro, que construiu carreira política demonizando direitos humanos e vilipendiando a dignidade alheia, hoje ensaia discursos de “excesso punitivo” quando o rigor da lei lhe ronda o entorno político. Nunca foi preso, mas sempre flertou com uma retórica carcerária imaginária, usando a prisão como espantalho retórico enquanto sabotava garantias básicas.

O mimimi seletivo é conhecido. Direitos para os seus, dureza para os outros. Quando a lei protege um trabalhador negro de um bar, não há “ideologia”. Há Constituição aplicada.

A Ordem dos Advogados do Brasil observa com atenção. Não por corporativismo, mas por princípio. Uma advogada acusada de injúria racial testa os limites éticos da profissão. Prerrogativas não são escudos para o preconceito.

O impacto vai além do caso concreto. Estrangeiros em território nacional submetem-se às leis locais. O Brasil, tantas vezes leniente com o racismo estrutural, envia aqui um recado cristalino: o cartão-postal não encobre a barbárie.

Abaixo, o leitor encontra um quadro comparativo que ajuda a entender a engrenagem jurídica em movimento:

Ato praticadoProva apresentadaResposta do EstadoFundamento legal
Injúria racial em local públicoVídeo gravado pela vítimaApreensão de passaporte e tornozeleiraCódigo Penal e legislação antirracismo
Tentativa de deixar o paísRisco processualMedida cautelarGarantia da aplicação da lei
Ofensa reiteradaTestemunhos e imagensInvestigação em cursoDevido processo legal

E os contrastes republicanos saltam aos olhos:

  • Um trabalhador negro usa um celular para se defender; o Estado usa a lei para respaldá-lo.
  • Uma turista tenta reduzir um homem a um insulto; a Justiça a reduz à igualdade jurídica.
  • O racismo grita; o processo responde.
  • O golpista vocifera contra direitos; a lei os exerce em silêncio.

O caso segue em investigação. Não há condenação antecipada, tampouco tolerância. Há um país que, pressionado pela própria história, ensaia finalmente tratar o racismo como crime, não como folclore.

O vídeo que acompanha este texto não é entretenimento. É prova. A fotografia da tornozeleira não é espetáculo. É síntese.

Argentina algemada por racismo em Ipanema

Passaporte apreendido e tornozeleira expõem resposta do Estado brasileiro a injúria racial filmada em bar da zona sul.

Turista argentina, injúria racial, Ipanema, tornozeleira eletrônica, passaporte apreendido, racismo no Brasil, Polícia Civil RJ, OAB, direitos humanos, golpista Jair Bolsonaro

Fuzil e sopa: Panteras Negras voltam às ruas contra o terror estatal do regime Trump

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A história americana decidiu rir no rosto dos otimistas. No crepúsculo da democracia sob Donald Trump, Minneapolis e Filadélfia tornaram-se os novos palcos de uma tragédia que o FBI de J. Edgar Hoover acreditava ter enterrado nos anos 70.

O estopim foi o corpo tombado de Renee Nicole Good, uma mulher de 37 anos, executada a tiros pelo agente federal Jonathan Ross, do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega).

Renee Good não era uma estatística; era o símbolo da falência do pacto social. Sua morte, ocorrida sob a luz do dia, foi prontamente blindada pela retórica fascista da Casa Branca.

JD Vance, o vice-presidente que se especializou em ser o porta-voz do autoritarismo, apressou-se em garantir que Ross goza de “imunidade absoluta”. Segundo Vance, matar Renee foi apenas “fazer o trabalho”.

O trabalho do Estado, ao que parece, é o abate. E onde o Estado abate, a comunidade se arma. Na Filadélfia, o Black Panther Party for Self-Defense (Partido dos Panteras Negras para Autodefesa) ressurgiu das cinzas históricas, portando fuzis e servindo sopa.

A imagem é de um anacronismo brutal: homens fardados com armamento militar guardando pontos de distribuição de alimentos, protegendo crianças e idosos de um governo que veem como um exército de ocupação.

Quem é Paul Birdsong e por que ele porta um fuzil?

Para entender o que ocorre na Pensilvânia, é preciso olhar para Paul Birdsong. Aos 39 anos, Birdsong não é apenas um manifestante; ele é o presidente nacional desta retomada dos Panteras Negras.

Ele não caiu de paraquedas no ativismo. Birdsong lidera há anos distribuições de alimentos no norte da Filadélfia, ocupando agora um imóvel histórico que serviu aos Panteras originais nos anos 60.

Sua figura é o pesadelo do establishment republicano. Ele articula a autodefesa armada com o pragmatismo da assistência social. “Ninguém teria sido tocado se estivéssemos lá”, afirma Birdsong sobre a morte de Renee.

Ele personifica a transição da esperança institucional para a proteção comunitária tangível. Sua legitimidade vem da fome saciada de vizinhos e da segurança que as patrulhas federais de Trump não oferecem.

O fantasma de Fred Hampton ronda a Casa Branca

O ressurgimento dos Panteras não é um evento isolado, mas uma reação alérgica ao “mimimi” autoritário de Donald Trump.

O atual presidente americano, que sempre flertou com a supremacia branca, transformou agências como o ICE em milícias pessoais para caçar minorias sob o pretexto da segurança nacional. É o mesmo roteiro do COINTELPRO de Hoover, mas agora transmitido em 4K pelas redes sociais.

A ironia é pedagógica: Trump clama por “lei e ordem” enquanto desmantela a lei para proteger seus carrascos. O vice JD Vance, ao falar em “imunidade absoluta”, assina o atestado de óbito da justiça imparcial.

Se um agente federal pode matar sem consequências, a Constituição é apenas um papel pardo. Os Panteras Negras da Filadélfia, orientados por veteranos das décadas de 60 e 70, entenderam que no jogo de Trump, o único direito respeitado é o que está carregado no pente de um fuzil.

Abaixo, o contraste visceral entre a propaganda estatal e a realidade das ruas sob o regime Trump.

Elemento de ConflitoVersão da Casa Branca (Trump/Vance)Realidade dos Panteras NegrasDiagnóstico do Diário Carioca
Agente Jonathan RossHerói cumprindo o dever com imunidade.Executor de uma mulher desarmada.O Estado santifica o carrasco para oprimir a base.
ICE PatrolProteção da fronteira e segurança interna.Milícia federal em território doméstico.Militarização do cotidiano contra cidadãos negros.
Autodefesa ArmadaAmeaça terrorista e caos civil.Resposta legal (2ª Emenda) à violência estatal.Quando a polícia mata, o fuzil do povo vira escudo.
Apoio ComunitárioAssistencialismo perigoso e subversivo.Sopa, pão e higiene para quem o Estado ignora.O pão que incomoda o poder porque revela o descaso.

Lista de Contrastes da Era Trump 2026

  • Imunidade vs. Responsabilidade: Agentes federais matam com licença oficial; Panteras patrulham sob o risco da repressão total.
  • Sopa vs. Gás Lacrimogêneo: O grupo de Birdsong alimenta a vizinhança enquanto o governo envia tropas para Minneapolis.
  • Segunda Emenda Seletiva: Trump defende armas para supremacistas, mas chama de “terroristas” os negros que as usam para autodefesa.

A análise é inevitável: os Estados Unidos flertam com o abismo. O ressurgimento dos Panteras Negras é o sintoma final de uma democracia infectada pelo fascismo de Trump.

Quando a sopa precisa ser guardada por fuzis, é porque o Estado já morreu e apenas esqueceu de cair. Birdsong e seu grupo não são a causa da desordem; são o reflexo armado de um governo que escolheu o sangue como método de gestão.


Donald Trump; JD Vance; Panteras Negras; Paul Birdsong; Renee Nicole Good; ICE; Filadélfia; Minneapolis; Guerra Civil EUA; Direitos Civis.

Contra o mimi e o privilégio: advogada aciona a Justiça contra o “despejo” de cela por Bolsonaro

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Jéssica Castro de Carvalho é o nome que o noticiário costuma tratar como nota de rodapé. Advogada com registro ativo na Ordem dos Advogados do Brasil, ela está presa preventivamente por tráfico e, por força da lei, ocupa sala de Estado-Maior.

O detalhe jurídico importa porque delimita direitos objetivos, não favores. Importa também porque, segundo sua defesa, esses direitos foram tensionados por remanejamentos constantes na Papudinha para acomodar autoridades.

Alexandre de Melo Carvalho, advogado que a representa, relata um cotidiano de instabilidade. Cada mudança exige empacotar pertences, refazer rotinas e lidar com a ansiedade de um cárcere que se move ao sabor de hierarquias externas. Em novembro, diz ele, Jéssica sofreu uma convulsão dentro da unidade e foi socorrida após o acionamento do SAMU pelo próprio defensor.

As imagens do corredor estreito, prontas para ocupar a tela, ajudam a entender o impacto físico e simbólico desses deslocamentos. O vídeo do portão que abre e fecha, repetidamente, antecipa a coreografia do poder que se instala antes mesmo de o personagem central cruzar a grade.

Por que a prisão se rearranja antes da chegada?

Porque o sistema carcerário brasileiro reage à autoridade como se ela fosse um evento climático. A notícia da custódia do golpista Jair Bolsonaro reorganiza fluxos, desloca pessoas e cria zonas de exceção informais. Não se trata de norma escrita, mas de reflexo institucional.

A nova cela de Jéssica fica ao lado de onde estão detidos Anderson Torres e Silvinei Vasques, ambos ex-autoridades federais. A proximidade não é neutra. Ela sinaliza prioridades e, paradoxalmente, expõe a ausência de assistência médica regular na unidade, lacuna que a presença de um ex-presidente tende a mitigar seletivamente.

Aqui, a fotografia do pátio vazio cumpre papel pedagógico. Ela mostra o espaço que se contrai quando o poder chega, e o silêncio que se impõe aos demais.

A carreira carcerária inexistente do golpista

Bolsonaro construiu sua trajetória política atacando direitos humanos, relativizando garantias processuais e desdenhando da advocacia criminal. Nunca fez carreira no cárcere; fez carreira atacando quem o fiscaliza. Agora, o “mimimi” contra regras e condições que ele próprio fragilizou revela a ironia máxima do poder: a lei só incomoda quando alcança o poderoso.

Quando presidente, sabotou políticas de desencarceramento, desprezou o debate técnico e transformou o punitivismo em palanque. Hoje, sua passagem pelo sistema — ainda que sob custódia — produz benefícios colaterais que não alcançam a massa encarcerada. A igualdade formal cede à desigualdade prática.

A disputa jurídica e as prerrogativas
O ponto central não é conforto. É prerrogativa. A OAB garante a advogados presos o cumprimento de custódia em sala de Estado-Maior. Remanejamentos que geram abalo psicológico e risco à saúde violam o espírito da garantia. O debate jurídico que se abre é simples e duro: o Estado pode relativizar direitos para acomodar autoridades?

Os dados falam sem adjetivos, e a leitura é implacável:

Fato observadoImpacto imediatoLeitura republicana
Remanejamentos constantesAbalo psicológicoGestão orientada por poder
Convulsão sem rotina médicaRisco à vidaFalha estrutural
Proximidade com ex-autoridadesPrioridade informalPrivilégio de fato
Chegada do ex-presidenteAmpliação seletiva de serviçosDesigualdade prática

A lista de contrastes é igualmente didática:

– Direito escrito versus prática cotidiana.
– Prerrogativa profissional versus deferência ao cargo.
– Saúde como dever do Estado versus benefício ocasional.
– Discurso punitivista versus demanda por garantias.

As fotos do prontuário médico, quando exibidas, fecharão o círculo informativo. Não para comover, mas para comprovar.

No fundo, o caso Jéssica Castro de Carvalho não é periférico. Ele expõe o coração do problema: um sistema que se curva à autoridade e cobra resiliência dos invisíveis. A presença do golpista Jair Bolsonaro apenas acelera o diagnóstico.

Entidades e termos orbitam o episódio: Jair Bolsonaro, Papudinha, OAB, sala de Estado-Maior, prisão preventiva, prerrogativas da advocacia, Anderson Torres, Silvinei Vasques, SAMU, direitos humanos, sistema prisional brasileiro.

Sem mimimi: Gilmar Mendes nega domiciliar a Bolsonaro e golpista segue em cana na Papudinha

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O sábado amanheceu com um balde de água gelada sobre as expectativas dos entusiastas do “golpismo de pijama”.

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF) e mestre na arte de equilibrar o rigor técnico com o timing político, negou sumariamente o pedido de prisão domiciliar que visava retirar Jair Bolsonaro da cela de 65m² da Papudinha.

A decisão, proferida nesta manhã (17), não foi apenas uma negativa de mérito, mas uma lição de rito processual contra o que o jornalismo sério classifica como “ativismo de ocasião”.

Gilmar foi enfático: o Supremo não é balcão de negócios para advogados sem procuração, muito menos território para aventuras jurídicas que ignoram a hierarquia da Corte.


A estratégia do erro e o rito do decano

O pedido de habeas corpus, impetrado pelo advogado Paulo Emendabili Sousa Barros de Carvalhosa, nasceu com um vício de origem fatal. Gilmar Mendes destacou que a Corte não pode — e não deve — analisar pleitos formulados por quem não possui vínculo formal com a defesa técnica do condenado.

É o básico do Direito, frequentemente ignorado por aqueles que tentam transformar o processo penal em um espetáculo de rede social. Bolsonaro, que agora experimenta a “suíte monárquica” autorizada por Alexandre de Moraes, permanece onde está porque a lei, ao contrário da vontade de seus seguidores, exige legitimidade.

A manobra de encaminhamento do pedido também revela as engrenagens do STF em funcionamento. Na sexta-feira (16), Moraes, apontado no pedido como “autoridade coatora”, agiu com a prudência necessária ao se declarar impedido e encaminhar o caso ao decano.

Como a ministra Cármen Lúcia está em recesso, a batuta caiu nas mãos de Gilmar. Ao negar o pedido, o ministro protegeu não apenas o juiz natural, mas a própria lógica recursal do Supremo, impedindo que pedidos sucessivos contra ministros transformem a Corte em um labirinto de decisões contraditórias.

Entre o recesso e a realidade do cárcere

A decisão de Gilmar Mendes reforça que, mesmo sob a excepcionalidade do recesso, o Supremo não se curva a substituições indevidas de competência. O ex-presidente, que outrora desdenhou da liturgia do cargo, agora vê sua liberdade depender justamente da liturgia que seus apoiadores tentam atropelar.

PersonagemPapel no EpisódioDecisão/Ação
Gilmar MendesDecano do STFNegou o HC por falta de legitimidade técnica.
Alexandre de MoraesAutoridade CoatoraDeclarou-se impedido e enviou o caso ao decano.
Jair BolsonaroO PacienteSegue preso na Papudinha por decisão de Moraes.
Paulo CarvalhosaAdvogado ImpetranteAtuou sem vínculo com a defesa oficial do ex-presidente.

A métrica da segurança jurídica

A análise ácida deste episódio revela que a defesa de Bolsonaro — a oficial, pelo menos — sabe que o terreno é árido. Pedidos formulados por terceiros servem apenas para alimentar a narrativa de “perseguição” nas bolhas digitais, enquanto o rigor de Gilmar Mendes mantém a âncora da lei fixada no fundo do mar da realidade.

O decano não apenas negou uma domiciliar; ele reafirmou que o STF não aceita ser jogado contra si mesmo. Bolsonaro dormirá mais uma noite na cela da PM, lembrando-se de que, no jogo do poder, quem ignora o rito acaba devorado pelo próprio processo que tentou subverter.

Estaria o “Messias” abandonado pela própria técnica ou apenas sendo vítima do amadorismo daqueles que dizem defendê-lo?

Moraes empurra para Gilmar o destino de Bolsonaro: o decano decidirá se o golpista vai para o sofá

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O jogo de xadrez processual no Supremo Tribunal Federal ganhou um lance de mestre nesta sexta-feira (16). O ministro Alexandre de Moraes, o “algoz” preferido da militância bolsonarista, decidiu que a batata quente da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro agora pertence a Gilmar Mendes.

Ao remeter o habeas corpus protocolado pelo advogado Paulo Carvalhosa para o decano da Corte, Moraes não apenas segue o regimento interno — já que o pedido questiona seus próprios atos —, mas também distribui o peso político de manter (ou não) o ex-presidente atrás das grades da Papudinha.

Bolsonaro, que carrega nas costas uma sentença de 27 anos por tentar implodir a democracia, agora aguarda que a famosa “garantística” de Gilmar seja o salvo-conduto para trocar o rancho militar pela varanda de casa.

A transferência para o Núcleo de Custódia da PM-DF, a “Papudinha”, já havia sido um gesto de flexibilização diante da pressão da família e de aliados como Tarcísio de Freitas. Contudo, para quem sonhava com a intervenção divina ou de Trump, a realidade de uma cela — ainda que com ar-condicionado — parece ter batido forte.

O pedido de Carvalhosa foca nas “condições pessoais” do condenado, um eufemismo jurídico para a idade e o histórico médico de Jair. Enquanto Michelle Bolsonaro pede trégua nas redes sociais para facilitar o café com os ministros, Gilmar Mendes se torna o senhor do destino de um homem que passou anos atacando o tribunal onde agora busca socorro.

O garantismo de Gilmar Mendes será estendido ao líder do golpe de Estado ou o rigor da lei prevalecerá sobre a conveniência política do momento?

Será que a defesa de Bolsonaro — que ironicamente não assina este habeas corpus específico — prefere o silêncio estratégico enquanto terceiros testam a temperatura do STF?

A história do tribunal mostra que Gilmar não costuma se furtar a decisões polêmicas em nome do devido processo legal, mas o crime de tentativa de golpe não é um furto de galinhas.

Bolsonaro está custodiado por atacar as instituições; agora, depende da benevolência da mais poderosa delas para não passar o restante de 2026 vendo o sol nascer quadrado em um batalhão da PM.


O Caminho da Custódia: Da PF ao Sofá?

Estágio da PenaLocal de ConfinamentoStatus JurídicoO Olhar do Diário
Fase 1Superintendência da PF (Brasília)Prisão Regime Fechado.O isolamento necessário do conspirador.
Fase 2 (Atual)Papudinha (Batalhão da PM)Transferência por segurança.O privilégio militar para quem desprezou a farda.
Fase 3 (Pleito)Prisão DomiciliarPedido de Habeas Corpus.A tentativa final de transformar a pena em férias.
O ÁrbitroGilmar MendesRelator do HC.A balança que decidirá entre o rigor e o alívio.

A análise técnica do Diário Carioca é mordaz: a remessa para Gilmar Mendes é o cumprimento frio do rito, mas carrega um simbolismo avassalador. Moraes sai da linha de tiro direta e deixa para o ministro que mais preza pela “estabilidade institucional” a palavra final sobre o conforto do golpista.

Se o HC for aceito, o bolsonarismo venderá como vitória; se negado, Gilmar virará o novo alvo das lives dominicais. No fim, a Papudinha é apenas o purgatório de um homem que ainda não entendeu que a democracia não negocia com quem tentou assassiná-la.

Matança da polícia de Cláudio Castro aumentou 13% em 2025 e o Rio continua dominado pelo crime

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O Rio de Janeiro de Cláudio Castro (PL) encerrou 2025 reafirmando sua vocação para o necrotério. Os dados consolidados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), divulgados nesta sexta-feira (16), desenham um cenário de guerra aberta: as mortes decorrentes de intervenção policial cresceram 13%, saltando de 703 em 2024 para assustadores 797 no ano passado.

O “pico” desse gráfico de sangue ocorreu em outubro, na chamada Operação Contenção, que transformou os Complexos do Alemão e da Penha em cenários de horror com 121 mortos — a operação mais letal da história fluminense, superando o massacre do Jacarezinho de 2021.

Para o governo, são números de “combate”; para as comunidades, são evidências de uma política de extermínio que não distingue alvo de morador.

Enquanto a letalidade policial dispara, o Palácio Guanabara tenta vender uma narrativa de sucesso baseada na apreensão de 920 fuzis — um recorde histórico que Castro usa para pedir “leis mais duras” e “vigilância de fronteiras”.

É o velho jogo de empurrar a responsabilidade para o governo federal enquanto o asfalto e as vielas do Rio seguem tingidos de vermelho. O aumento da violência não poupou nem os próprios agentes: 19 policiais foram mortos em 2025, contra 12 no ano anterior. O estado gasta fortunas em “tecnologia de ponta”, mas o resultado final, na ponta do fuzil, é uma letalidade violenta que subiu 2%, atingindo 3.881 vítimas.

A apreensão recorde de fuzis justifica o empilhamento de 797 corpos ou o Rio de Janeiro institucionalizou o massacre como métrica de eficiência?

Será que a queda de 18,4% no roubo de veículos compensa o trauma de uma cidade que viu uma operação militar matar mais de cem pessoas em um único dia? A diretora do ISP, Marcela Ortiz, fala em “estratégias baseadas em inteligência”, mas os dados de estupro também subiram (5.867 registros).

O que vemos é um Rio de Janeiro esquizofrênico: eficiente para recuperar carros e proteger o patrimônio na Zona Sul, mas implacável e letal nas periferias. Castro celebra o recorde de apreensões de armas de guerra, mas esquece que o verdadeiro recorde de seu governo é o de vidas interrompidas sob o pretexto da segurança pública.


O Balanço do Sangue: Rio 2025 vs. 2024

Indicador de Violência2024 (Vítimas)2025 (Vítimas)Variação (%)O Olhar do Diário
Mortes por Intervenção Policial703797+ 13%A polícia que mata mais do que protege.
Letalidade Violenta (Total)3.8093.881+ 2%O fracasso da gestão da vida.
Apreensão de Fuzis732920+ 25,7%O troféu de metal sobre os caixões.
Estupros5.8195.867+ 0,8%A vulnerabilidade que a inteligência ignora.
Roubo de Veículos30.93025.239– 18,4%O único número que o mercado celebra.

A análise técnica do Diário Carioca não se deixa enganar pela maquiagem estatística: o recuo nos roubos de carga e de rua é uma cortina de fumaça para a barbárie institucionalizada. Cláudio Castro governa um estado que mata 13% a mais via agentes públicos enquanto o país, em diversos outros estados, tenta reduzir esses índices.

A Operação Contenção em outubro não foi uma ação de inteligência; foi uma demonstração de força bruta que isolou o Rio do debate civilizatório. O fuzil apreendido hoje é a desculpa para o corpo caído amanhã. No Rio de Janeiro, a paz de Castro é construída sobre o silêncio dos cemitérios.

Eduardo Paes calça as sandálias da humildade e jura “amor eterno” a Lula

No tabuleiro de xadrez do Palácio do Planalto, Eduardo Paes (PSD) acaba de mover seu rei para uma posição defensiva que beira a rendição. Após passar meses tentando equilibrar-se entre o “faz o L” e o “fala, Malafaia”, o prefeito do Rio de Janeiro percebeu que a corda esticou demais. Na última terça-feira, em uma conversa a sós com o presidente Lula — fora da agenda oficial, onde as verdades costumam ser ditas sem eufemismos —, Paes não apenas confirmou que renuncia em 20 de março para disputar o Palácio Guanabara, como entregou a cabeça de seus planos ambiciosos em uma bandeja de prata: jurou lealdade absoluta e aceitou a deputada Benedita da Silva como sua candidata ao Senado. O recuo é drástico para quem, até ontem, imaginava uma chapa “puro-sangue” disfarçada de coalizão.

A pressa de Paes tem nome e sobrenome: André Ceciliano e Rodrigo Bacellar. O temor de que Ceciliano, ex-presidente da Alerj, assuma o governo em um mandato-tampão após a renúncia de Cláudio Castro (PL) transformou o sono do prefeito em pesadelo. Com o apoio de Bacellar — o presidente da Alerj que, mesmo afastado, ainda mexe os cordelinhos da política fluminense para se vingar de seus desafetos —, Ceciliano poderia sentar na cadeira de governador meses antes da eleição, controlando a máquina estatal e implodindo os planos de Paes.

Para evitar que o PT fluminense siga o caminho próprio com a ajuda da direita insatisfeita, Dudu teve que ir a Brasília “limpar a barra” após episódios de infidelidade, como o apoio público a Silas Malafaia e a defesa da operação policial que dizimou dezenas no Alemão.

A lealdade de Eduardo Paes resistirá ao primeiro aceno de Kassab em direção a Tarcísio de Freitas ou ao crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas?

Será que Lula, escolado nas traições históricas do MDB e do PSD fluminenses, acredita mesmo nas juras de um político que já foi “Aezão” enquanto fingia ser Dilma? O Planalto recebeu o gesto com o cinismo de quem conhece o personagem: “calçou as sandálias da humildade”, dizem os petistas, mas a desconfiança permanece intacta.

Paes morre de medo de ser visto como “esquerdista demais” na Baixada Fluminense e em São Gonçalo, redutos onde o bolsonarismo ainda é religião. O jogo de Paes é de sobrevivência, tentando manter o apoio de Lula sem perder os votos de quem ainda veste verde e amarelo.


O Tabuleiro Carioca: Entre a Fé e a Traição

PersonagemMovimento na SemanaMotivação RealO Olhar do Diário
Eduardo PaesJurou lealdade e apoiou Benedita.Medo de Ceciliano virar governador-tampão.O pragmatismo venceu a marra, por enquanto.
André CecilianoArticula candidatura indireta na Alerj.Assumir a máquina estadual com apoio de Bacellar.A ameaça petista que forçou Paes ao recuo.
Rodrigo BacellarApoia Ceciliano contra os aliados de Castro.Vingança política e manutenção de poder na Alerj.O “inimigo do meu inimigo” é meu governador.
Douglas RuasNome preferido de Flávio Bolsonaro.Ser o palanque do clã Bolsonaro no Rio.A sombra da direita que assombra o sono de Dudu.

A análise técnica do Diário Carioca é impiedosa: Paes é um mestre da sobrevivência, mas desta vez teve que entregar os dedos para não perder os braços. A aliança com o PT no Rio é um casamento de conveniência onde nenhum dos cônjuges dorme sem um olho aberto.

Se Tarcísio de Freitas se consolidar como o nome da direita nacional com as bênçãos de Gilberto Kassab, a “lealdade” de Paes a Lula será testada na temperatura máxima.

Por ora, o prefeito garantiu a permanência no jogo, mas a história do “Aezão” em 2014 ecoa nos corredores do Planalto como um lembrete: no Rio de Janeiro, a traição é uma instituição tão sólida quanto o Cristo Redentor.

Trump oficializa Conselho da Paz com Rubio e Kushner para gerir o que sobrou de Gaza

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O governo Donald Trump oficializou nesta sexta-feira (16) a composição do que chama de “Conselho da Paz”, um órgão que, na prática, funcionará como a junta governativa de Gaza sob tutela direta de Washington.

A lista de nomes é um inventário do establishment conservador e de figuras controversas da geopolítica ocidental: do secretário de Estado Marco Rubio ao “arquiteto” dos Acordos de Abraão, Jared Kushner, passando pelo ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair — cuja biografia já está manchada pelo sangue da Guerra do Iraque.

O plano, que conta com a anuência pragmática (e desesperada) de Israel e do Hamas desde outubro de 2025, coloca o próprio Donald Trump como presidente do conselho, estabelecendo uma hierarquia de poder onde a soberania palestina é substituída por um comitê de bilionários e burocratas estrangeiros.

Enquanto Gaza ainda enterra seus mortos — com mais de 440 vítimas desde o cessar-fogo de outubro, incluindo 100 crianças —, a Casa Branca desenha o futuro do enclave como se fosse um fundo de private equity.

A presença de Marc Rowan e Ajay Banga (Banco Mundial) sinaliza que o plano de transição prioriza a reconstrução financeira e o controle de ativos sobre a autodeterminação dos povos.

Para especialistas em direitos humanos e analistas de política internacional, a estrutura não é apenas um conselho de transição; é uma reedição moderna dos mandatos coloniais, onde o destino de milhões de deslocados e famintos será decidido no Salão Oval, sob a égide de uma força militar internacional liderada pelo major-general Jasper Jeffers.

Pode haver paz genuína em um território gerido por quem financiou o seu massacre ou o “Conselho da Paz” é apenas a fachada para a anexação econômica definitiva?

Será que a escolha de Tony Blair, o homem que vendeu a mentira das armas de destruição em massa no Iraque, traz alguma credibilidade para uma Gaza que sofre com uma crise de fome induzida e um genocídio documentado pela ONU?

A indicação de Robert Gabriel e Steve Witkoff reforça o caráter personalista da gestão Trump: Gaza agora é um projeto da “Trump Organization” com o aval do Conselho de Segurança da ONU.

O mundo assiste, atônito, à oficialização de um protetorado americano em solo palestino, onde a “estabilização” servirá para limpar o rastro de dezenas de milhares de mortos em nome de um novo arranjo regional que ignora, solenemente, a dignidade dos sobreviventes.


A Engenharia do Protetorado: Quem manda em Gaza 2026

NomeFunção no ConselhoHistórico / PerfilO Olhar do Diário
Donald TrumpPresidente do ConselhoBilionário e 47º Presidente EUA.O síndico do caos que busca o Nobel sobre escombros.
Jared KushnerMembro SupervisorGenro de Trump e articulador regional.O retorno do “business” imobiliário sobre o solo sagrado.
Tony BlairMembro InternacionalEx-premiê do Reino Unido.A grife da guerra por procuração reaparece em Gaza.
Marco RubioRepresentante DiplomáticoSecretário de Estado dos EUA.O “falcão” que garante a subserviência ao imperialismo.
Jasper JeffersComandante MilitarMajor-General de Operações Especiais.A face fardada da “paz” que vigia a fome.

A análise técnica do Diário Carioca é ácida: a nomeação de um conselho presidido por Trump para governar Gaza é a materialização do cinismo imperialista. Após apoiar militarmente a ofensiva que dizimou a população palestina, os EUA agora se propõem a “gerir” a tragédia.

A inclusão de Nickolay Mladenov como alto representante tenta dar um verniz de legitimidade multilateral a uma operação que cheira a ocupação. Para os palestinos que sobreviveram aos bombardeios e à fome, a troca dos mísseis pela burocracia de Kushner e Blair pode não passar de uma transição entre a morte rápida e a servidão prolongada.


Feriado no Rio: Linha Amarela estima quase 700 mil veículos

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A Lamsa, concessionária que administra a Linha Amarela, estima que quase 700 mil veículos circulem pela via expressa entre os dias 16 e 20 de janeiro, período que inclui a sexta-feira, o fim de semana, a segunda-feira e a terça-feira, feriado de São Sebastião. A média diária prevista é de *140 mil veículos.

Para atender à demanda e garantir fluidez e segurança, a concessionária preparou uma operação especial, com a disponibilização de até 50 colaboradores por turno, reforçando principalmente o atendimento nas praças de pedágio em horários de pico. Controladores de tráfego atuarão de forma contínua, e os painéis eletrônicos da via exibirão informações em tempo real sobre as condições do trânsito e do clima, além de mensagens de orientação aos motoristas.

A concessionária recomenda que os usuários se programem com antecedência e evitem, sempre que possível, os horários de maior movimento.

Previsão de tráfego do feriado de São Sebastião

Sexta-feira (16/01) – Tráfego intenso das 7h às 19h

Sábado (17/01) – Tráfego moderado das 11h às 18h

Domingo (18/01) – Tráfego moderado das 11h às 18h

Segunda-feira (19/01) – Tráfego intenso das 12h às 18h

Terça-feira (20/01) Feriado de São Sebastião – Tráfego moderado das 12h às 19h