No exato momento em que as sombras do protecionismo tentam redesenhar as fronteiras do mundo com tarifas e ameaças, a diplomacia brasileira opera em uma frequência de erudição e pragmatismo que poucos líderes na história contemporânea conseguiram alcançar.
Luiz Inácio Lula da Silva não apenas acompanhou a assinatura do acordo Mercosul–União Europeia; ele o pautou globalmente. Através de um artigo publicado simultaneamente em jornais de 27 nações, do Le Monde ao El País, Lula transformou um tratado comercial de 26 anos em um manifesto político contra a barbárie do isolamento.
O texto é um exercício de lógica humanista que pulveriza a visão tacanha do “jogo de soma zero”. Enquanto o golpista Jair Bolsonaro passava seus dias na Papudinha reclamando das leis que ele mesmo tentou implodir,
Lula demonstra que a verdadeira soberania se constrói na mesa de negociações, e não no cercadinho da ignorância. O acordo cria uma área de livre comércio que abriga 720 milhões de seres humanos sob um PIB de US$ 22 trilhões, um volume de riqueza que torna qualquer tentativa de intimidação unilateral uma peça de museu da geopolítica.
O comércio como antídoto ao veneno do extremismo
Lula não trata o cidadão como um número em uma planilha de exportação. Em seu artigo, ele eleva o debate ao patamar da sobrevivência democrática.
Para o presidente, o tratado é a prova material de que o multilateralismo é a única vacina eficaz contra o crescimento do extremismo político e da violência de Estado.
Ao unir 31 países sob regras claras e previsíveis, o Brasil retoma seu papel de fiel da balança internacional, provando que a cooperação é mais lucrativa e infinitamente mais nobre do que o conflito armado por territórios ou recursos.
A estratégia de comunicação simultânea em 22 países europeus e nos cinco do Mercosul — incluindo a recém-chegada Bolívia — não foi apenas um lance de marketing, mas um cerco intelectual aos críticos do progresso.
Lula sabe que a complementaridade entre a bioeconomia sul-americana e a tecnologia de ponta europeia é a chave para o desenvolvimento sustentável.
Ele garantiu que a versão final do pacto preservasse o papel do Estado como indutor social, protegendo setores vulneráveis e direitos trabalhistas que o neoliberalismo rasteiro adoraria ver extintos.
O sucesso de um acordo não reside na assinatura da autoridade, mas na chegada do pão à mesa do trabalhador. A implementação ágil e transparente defendida por Lula é o desafio que separa o papel da realidade.
É preciso que as salvaguardas ambientais não sejam apenas letras mortas, mas o motor de uma nova indústria verde que o Brasil liderará com autoridade. Onde o golpista via inimigos externos, Lula enxerga parceiros de desenvolvimento, provando que a inteligência diplomática é a maior riqueza de uma nação.
| Dimensão do Pacto | Impacto Socioeconômico Real | Defesa da Soberania |
| Mercado de 720 Milhões | Escala sem precedentes para produtores locais e tecnologia. | Regras claras que impedem retaliações arbitrárias de terceiros. |
| PIB de US$ 22 Trilhões | Atração de investimentos produtivos e geração de empregos. | Fortalecimento do bloco frente às pressões de Washington. |
| Salvaguardas Sociais | Proteção aos direitos do trabalhador e ao pequeno produtor. | O Estado mantém o poder de fomento à indústria nacional. |
| Compromisso Verde | Acesso preferencial para produtos de desmatamento zero. | Valorização do patrimônio ambiental como ativo financeiro. |
A publicação desse artigo é um gesto político que ecoará por décadas. Ao associar o livre comércio à redução de desigualdades e à promoção da paz, Lula constrange os defensores da “lei do mais forte”.
Ele lembra que a economia não pode ser um fim em si mesma, mas um meio para que a dignidade humana floresça. Enquanto potências do Norte flertam com o autoritarismo e a taxação punitiva, o Brasil de 2026 ergue uma bandeira de cooperação que é, ao mesmo tempo, um escudo e uma vitrine para o mundo.
A implementação do acordo será o teste final para as instituições de ambos os lados do Atlântico. Lula, com o discernimento de quem conhece as entranhas da política global, pondera que a velocidade dos benefícios chegar às prateleiras e aos bolsos dos cidadãos será a única medida real de sucesso.
Não há espaço para autocomplacência. O caminho está pavimentado, mas a construção da prosperidade exige vigilância contra o retorno das forças que preferem o isolamento das celas e dos muros à liberdade do comércio e das ideias.
A história registrará que, no auge das tensões geopolíticas de 2026, o Brasil não se omitiu. Sob a liderança do homem que os jornais de 27 países agora leem com reverência, o Mercosul deixou de ser um projeto de papel para se tornar o epicentro de uma nova ordem mundial baseada no respeito mútuo. O “Domo de Ouro” de alguns é a guerra; o “Acordo de Ouro” de Lula é a paz através da integração.
Foram citados nesta notícia: Luiz Inácio Lula da Silva, Mercosul, União Europeia, Itamaraty, Mette Frederiksen, PT





