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O Passe de Letra no Judiciário

Moraes empurra para Gilmar o destino de Bolsonaro: o decano decidirá se o golpista vai para o sofá

Por JR Vital Analista Geopolítico

O jogo de xadrez processual no Supremo Tribunal Federal ganhou um lance de mestre nesta sexta-feira (16). O ministro Alexandre de Moraes, o “algoz” preferido da militância bolsonarista, decidiu que a batata quente da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro agora pertence a Gilmar Mendes.

Ao remeter o habeas corpus protocolado pelo advogado Paulo Carvalhosa para o decano da Corte, Moraes não apenas segue o regimento interno — já que o pedido questiona seus próprios atos —, mas também distribui o peso político de manter (ou não) o ex-presidente atrás das grades da Papudinha.

Bolsonaro, que carrega nas costas uma sentença de 27 anos por tentar implodir a democracia, agora aguarda que a famosa “garantística” de Gilmar seja o salvo-conduto para trocar o rancho militar pela varanda de casa.

A transferência para o Núcleo de Custódia da PM-DF, a “Papudinha”, já havia sido um gesto de flexibilização diante da pressão da família e de aliados como Tarcísio de Freitas. Contudo, para quem sonhava com a intervenção divina ou de Trump, a realidade de uma cela — ainda que com ar-condicionado — parece ter batido forte.

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O pedido de Carvalhosa foca nas “condições pessoais” do condenado, um eufemismo jurídico para a idade e o histórico médico de Jair. Enquanto Michelle Bolsonaro pede trégua nas redes sociais para facilitar o café com os ministros, Gilmar Mendes se torna o senhor do destino de um homem que passou anos atacando o tribunal onde agora busca socorro.

O garantismo de Gilmar Mendes será estendido ao líder do golpe de Estado ou o rigor da lei prevalecerá sobre a conveniência política do momento?

Será que a defesa de Bolsonaro — que ironicamente não assina este habeas corpus específico — prefere o silêncio estratégico enquanto terceiros testam a temperatura do STF?

A história do tribunal mostra que Gilmar não costuma se furtar a decisões polêmicas em nome do devido processo legal, mas o crime de tentativa de golpe não é um furto de galinhas.

Bolsonaro está custodiado por atacar as instituições; agora, depende da benevolência da mais poderosa delas para não passar o restante de 2026 vendo o sol nascer quadrado em um batalhão da PM.


O Caminho da Custódia: Da PF ao Sofá?

Estágio da PenaLocal de ConfinamentoStatus JurídicoO Olhar do Diário
Fase 1Superintendência da PF (Brasília)Prisão Regime Fechado.O isolamento necessário do conspirador.
Fase 2 (Atual)Papudinha (Batalhão da PM)Transferência por segurança.O privilégio militar para quem desprezou a farda.
Fase 3 (Pleito)Prisão DomiciliarPedido de Habeas Corpus.A tentativa final de transformar a pena em férias.
O ÁrbitroGilmar MendesRelator do HC.A balança que decidirá entre o rigor e o alívio.

A análise técnica do Diário Carioca é mordaz: a remessa para Gilmar Mendes é o cumprimento frio do rito, mas carrega um simbolismo avassalador. Moraes sai da linha de tiro direta e deixa para o ministro que mais preza pela “estabilidade institucional” a palavra final sobre o conforto do golpista.

Se o HC for aceito, o bolsonarismo venderá como vitória; se negado, Gilmar virará o novo alvo das lives dominicais. No fim, a Papudinha é apenas o purgatório de um homem que ainda não entendeu que a democracia não negocia com quem tentou assassiná-la.

JR Vital

JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.

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