
A teia de conexões do falecido financista Jeffrey Epstein ganhou novos contornos geográficos nesta quarta-feira (4). A presidente do México, Claudia Sheinbaum Pardo, anunciou que o governo federal está disposto a colaborar com as investigações sobre a rede de exploração sexual infantil liderada pelo empresário, desde que haja uma solicitação formal por parte das autoridades dos Estados Unidos. O anúncio ocorre após a divulgação de documentos que vinculam Epstein a um imóvel no luxuoso bairro de Jardines del Pedregal, na Cidade do México, além de registros de festas em polos turísticos como Puerto Vallarta, Tulum e Cancún.
A posição de Sheinbaum foi de cautela institucional, enfatizando que o processo corre sob jurisdição estrangeira. “É uma investigação nos Estados Unidos. Se o Departamento de Justiça solicitar a colaboração do México, participaremos”, declarou a mandatária durante sua conferência matinal. Até o momento, o Palácio Nacional não confirmou o recebimento de qualquer pedido oficial de assistência jurídica, embora os acordos de segurança vigentes entre os dois países ofereçam a estrutura necessária para a cooperação judicial e o compartilhamento de provas no início de 2026.
Perspectivas Editoriais
O caso gera repercussão interna devido à menção de figuras proeminentes da elite mexicana nos expedientes, incluindo empresários como Ricardo Salinas Pliego, Carlos Slim, María Asunción Aramburuzabala e Carla Cussi. As autoridades, no entanto, reforçam que a presença de nomes nos documentos não configura, por si só, prova de crime ou cumplicidade. Jeffrey Epstein, que operou por décadas uma rede de tráfico e abuso sexual de menores, morreu em 2019 em uma prisão de Manhattan sob circunstâncias classificadas pelo Departamento de Justiça dos EUA como resultado de uma cadeia de negligências. Recentemente, Washington removeu milhares de documentos do caso de seus portais oficiais para proteger a identidade das vítimas.
Takeaways:
- México aguarda solicitação do Departamento de Justiça (DOJ) para colaborar.
- Documentos ligam Epstein a endereços na Cidade do México e festas no Caribe.
- Sheinbaum enfatiza que a investigação principal ocorre em território americano.
- Figuras do alto empresariado mexicano são mencionadas nos documentos.
- A menção nos arquivos não implica necessariamente em cometimento de crime.
- Acordos bilaterais permitem assistência legal mútua e compartilhamento de dados.
Fatos-chave:
- Declaração oficial da presidente Claudia Sheinbaum em 4 de fevereiro de 2026.
- Jeffrey Epstein cometeu suicídio em agosto de 2019 enquanto aguardava julgamento.
- Imóvel citado localiza-se na colônia Jardines del Pedregal (CDMX).
- Cidades de Puerto Vallarta, Tulum e Cancún foram citadas como sedes de eventos.
- O DOJ dos EUA retirou documentos do ar na última terça-feira por segurança das vítimas.
- Nomes citados incluem Salinas Pliego, Aramburuzabala, Slim e Carla Cussi.
- O acordo de segurança México-EUA prevê assistência legal mútua em casos federais.





