O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) elevou o nível de atenção ao patamar máximo e emitiu alerta vermelho de “grande perigo” para uma onda de calor que atinge oito estados do país. A previsão indica que o fenômeno deve persistir, ao menos, até segunda-feira (29).
O aviso de calor extremo concentra-se especialmente no centro-sul do país, onde o ar quente permanece estagnado e dificulta qualquer alívio térmico.
As áreas mais afetadas incluem todo o estado de São Paulo, com máximas entre 34°C e 35°C na capital; o Rio de Janeiro, onde os termômetros podem alcançar 39°C; além do Paraná, do norte de Santa Catarina, do leste de Mato Grosso do Sul, de Goiás, do Triângulo Mineiro e do sul de Minas Gerais.
Nessas regiões, a manutenção de temperaturas ao menos 5°C acima da média histórica por mais de cinco dias caracteriza tecnicamente a onda de calor, ampliando de forma significativa os riscos de hipertermia e desidratação.
Bloqueio atmosférico sustenta o calor
A principal causa desse cenário é um bloqueio atmosférico que dificulta a formação de nuvens de chuva e impede o avanço de frentes frias. O sistema mantém o ar abafado e o céu aberto, favorecendo o aquecimento contínuo da superfície desde as primeiras horas do dia.
Mudança gradual no padrão
O padrão meteorológico deve começar a apresentar uma alteração gradual a partir da tarde de sábado. O calor acumulado, combinado ao avanço de umidade pelas bordas do sistema de alta pressão, tende a aumentar a instabilidade.
Risco de temporais
Apesar de o calor não diminuir de forma significativa, a previsão indica maior risco de temporais isolados entre a tarde e a noite de sábado e domingo.
Especialistas reforçam a importância da hidratação constante e da atenção a sinais como cansaço excessivo e tontura, sintomas frequentes do estresse térmico agravado pela falta de resfriamento noturno nas áreas urbanas.





