O Bangu Atlético Clube inicia sua jornada no Carioca Superbet 2026 com um pé no futuro e outro na sua gloriosa história. Nesta quarta-feira (14), às 21h30, o Estádio de Moça Bonita será o palco de um reencontro com a elite e com a própria mística do clube. O atacante Patryck, carinhosamente conhecido como PK, surge como a voz da confiança de um elenco que, segundo ele, foi montado “com os pés no chão”, mas com a ambição de quem conhece o peso da camisa alvirrubra.
PK, que pertence ao Madureira mas se tornou o herói do acesso ao marcar o gol do título da Série A2, não esconde o entusiasmo. “Minha prioridade sempre foi o Bangu”, afirmou o artilheiro, destacando que a pré-temporada serviu para consolidar um grupo “extremamente competitivo e organizado”. O desafio de estreia, contudo, é a maior prova de fogo possível: o Flamengo. PK reconhece a disparidade, mas avisa que o Bangu sabe alternar entre propor o jogo e baixar o bloco, sem perder sua identidade em casa.
Para além das quatro linhas, um anúncio mexe com o brio da torcida: a volta da camisa 7. O número, que estava aposentado desde 2015 em homenagem ao eterno Marinho — craque do vice-campeonato brasileiro de 1985 —, retornará ao campo. A decisão é um aceno à memória de um dos maiores ídolos do futebol carioca, e o nome do novo herdeiro da 7 será revelado momentos antes do confronto contra o rubro-negro. No Diário Carioca, a análise é de que o Bangu tenta resgatar a liturgia do “Castorismo” — sem o contraventor, mas com o orgulho de quem já fez o Brasil se curvar ao subúrbio.
O Planejamento Estratégico do Alvirrubro
O Bangu de 2026 tenta fugir do estigma de figurante e foca em uma gestão de elenco equilibrada:
| Pilar do Projeto | Descrição | Impacto Esperado |
| Referência Técnica | PK (Patryck) | Poder de fogo e identificação com o acesso. |
| Modelo de Jogo | Bloco baixo e transição veloz. | Neutralizar a posse de bola do Flamengo. |
| Resgate Histórico | Retorno da Camisa 7. | Engajamento da torcida e peso psicológico. |
| Estreia | Moça Bonita (14/01) | Pressão do estádio “raiz” contra o Fla. |
O Retorno da 7
Aposentar camisas é um gesto nobre, mas trazê-las de volta é um ato de coragem. O Bangu entende que, em 2026, símbolos ganham jogos e vendem camisas. Marinho era a alegria pura, o drible que desafiava a lógica. Quem quer que vista a 7 nesta quarta-feira não carregará apenas um número, mas a responsabilidade de honrar um futebol que o Rio de Janeiro sente falta: o futebol de bairro que não teme os condomínios da Barra. PK e seus companheiros têm a chance de provar que a zona oeste ainda pulsa e que Moça Bonita não aceita visitantes sem apresentar a fatura da resistência.





