A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni reafirmou nesta sexta-feira a proposta italiana de conceder garantias de segurança à Ucrânia sem sua adesão formal à OTAN, durante encontros diplomáticos que antecedem a reunião entre Volodymyr Zelensky e Donald Trump.
A iniciativa visa proteger o território ucraniano enquanto preserva equilíbrio estratégico na Europa.
Proposta italiana de proteção sem adesão
A primeira-ministra Giorgia Meloni detalhou que a Itália busca estender à Ucrânia uma proteção coletiva inspirada no artigo 5º da OTAN, sem comprometer tropas europeias ou exigir entrada formal no bloco.
A medida, segundo Meloni, é mais sustentável diplomaticamente e fortalece a liderança italiana em negociações internacionais.
O plano despertou atenção positiva entre líderes como Emmanuel Macron, que pediu estudos técnicos complementares, e provoca debate sobre o equilíbrio entre defesa ucraniana e coesão europeia.
Reações políticas na Itália
Partidos da coalizão e da oposição divergem sobre a linha de Meloni. O Fratelli d’Italia elogia a primeira-ministra como líder consistente e diplomática. Já o Partido Democrático manifesta ceticismo, alertando que negociações sem alinhamento europeu podem enfraquecer a frente pró-Ucrânia.
O Movimento 5 Estrelas defende cautela, priorizando diálogo multilateral e envolvendo ONU e outras instituições. More Europe e Forza Italia pedem equilíbrio entre firmeza e diplomacia, evitando pressões externas diretas de Donald Trump.
A Liga observa com atenção os desdobramentos do encontro Trump-Putin no Alasca, mantendo postura próxima aos aliados americanos, enquanto Aliança Verde e de Esquerda alerta para riscos de escalada militar e defende um papel neutro da Itália nas negociações.
Perspectivas internacionais
A movimentação de Giorgia Meloni ocorre em um contexto delicado de segurança global, com a guerra na Ucrânia ainda ativa e tensões diplomáticas envolvendo Estados Unidos, Rússia e países europeus.
A proposta italiana busca assegurar proteção concreta ao país atacado sem provocar concessões desnecessárias ou rupturas estratégicas.
O encontro em Washington será decisivo para transformar intenções diplomáticas em compromissos formais de segurança, enquanto a Itália tenta consolidar liderança europeia e garantir proteção à Ucrânia sem expor o continente a riscos militares diretos.

