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Mundo como covil de ladrões

Alemanha rompe o silêncio e acusa Donald Trump de dinamitar a Ordem Global

Por JR Vital Analista Geopolítico

Os Fatos:

  • O presidente alemão Frank-Walter Steinmeier afirmou nesta quarta-feira (7) que os Estados Unidos, sob a égide de Donald Trump, estão destruindo sistematicamente a ordem mundial construída após 1945.
  • Em um discurso contundente, Steinmeier classificou o governo americano como “inescrupuloso” e alertou para o risco de o planeta se transformar em um território onde as grandes potências tratam nações como propriedade privada.
  • A fala ocorre em um contexto de choque diplomático: a recente intervenção militar dos EUA na Venezuela para depor Nicolás Maduro e a absurda tentativa de Trump de anexar a Groenlândia, território dinamarquês.

O cenário internacional deixou de ser um tabuleiro de xadrez para se assemelhar a uma taverna de piratas, onde o capitão mais ruidoso dita as regras pelo cano do revólver. Frank-Walter Steinmeier, ao descrever o mundo como um potencial “covil de ladrões”, resgatou o espírito de advertência de Immanuel Kant em sua “Paz Perpétua”, mas com a urgência de quem vê o telhado da democracia global em chamas. É uma ironia ácida que a nação que outrora liderou o Plano Marshall e a reconstrução democrática da Europa seja hoje a mesma que empunha a tocha do isolacionismo e da rapina territorial. De invasões na América Latina a pretensões coloniais sobre a Groenlândia, Washington parece ter trocado a Constituição pelo manual de instruções de um império decadente.

Quando o guardião da ordem torna-se o principal saqueador do sistema, a diplomacia deixa de ser um exercício de razão para se tornar uma contagem de baixas. A Alemanha sabe, por cicatrizes históricas, onde esse caminho termina.

Por que a declaração de Steinmeier representa uma ruptura diplomática histórica?

Tradicionalmente, a política externa alemã é conduzida com a sobriedade técnica do chanceler Friedrich Merz. O fato de o Presidente da República — cargo usualmente cerimonial e de reserva moral — vir a público para chamar o principal aliado de “inescrupuloso” indica que a paciência europeia evaporou. Steinmeier não está apenas criticando uma administração, mas diagnosticando uma “segunda ruptura histórica” que equipara as ações de Trump às agressões territoriais russas na Crimeia e na Ucrânia. É o reconhecimento oficial de que o “parceiro transatlântico” tornou-se uma ameaça existencial à estabilidade do Velho Continente.

Qual o papel reservado ao Brasil no novo equilíbrio de forças proposto pela Alemanha?

Steinmeier foi explícito ao convocar Brasil e Índia para a linha de frente da preservação da ordem mundial. Para o Diário Carioca, essa menção não é gratuita: o Brasil de 2026, consolidado como pilar da democracia no Hemisfério Sul e combatente feroz do golpismo, é visto por Berlim como um contrapeso necessário à truculência de Washington. Em um momento em que os EUA tratam a soberania alheia como mercadoria — seja na Venezuela ou no Ártico — a liderança brasileira é convocada a agir como um freio ético. A democracia global está sob ataque, e a resistência agora fala português e hindi, desafiando a lógica de que o mundo pertence a quem tem menos escrúpulos.

Expediente: 08/01/2026 – 20:40 | Edição: JR Vital (MTB 0037673/RJ). Siga o Diário Carioca: Instagram | X (Twitter) | Facebook.

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JR Vital

JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.

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