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Sob suspeita de insider trading, secretária da Casa Branca é acusada de manipular apostas

Por JR Vital Analista Geopolítico

OS FATOS

  • A secretária de imprensa Karoline Leavitt encerrou uma coletiva 30 segundos antes da marca de 65 minutos, contrariando 98% das probabilidades do mercado.
  • O movimento garantiu retornos de 50 vezes o valor investido para quem apostou no “Não”, levantando denúncias de uso de informação privilegiada.
  • O episódio ocorre em meio a polêmicas sobre lucros milionários com o sequestro de Nicolás Maduro, sinalizando uma promiscuidade entre inteligência estatal e apostas.

O Capitólio e a Casa Branca parecem ter trocado a liturgia do cargo pelas luzes piscantes de um cassino de Vegas. A cena de Karoline Leavitt consultando o relógio antes de cortar a fala, como quem vigia o cronômetro de uma roleta, é a síntese da decadência institucional. Como na sátira distópica de “Idiocracia”, a política externa e a comunicação oficial dos Estados Unidos agora servem de lastro para contratos de derivativos, onde o tempo de uma resposta vale mais do que o conteúdo da verdade proferida.


“Quando a duração de uma coletiva de imprensa se torna um ativo financeiro manipulável, a democracia deixa de ser um sistema de governo para se tornar um subproduto do azar alheio.”


Como funcionou a suposta manipulação no mercado de previsão Kalshi?

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As regras eram milimétricas: a aposta vencia se a coletiva ultrapassasse os 65 minutos. No site Kalshi, o favoritismo era absoluto para a duração longa, até que Leavitt, em um movimento descrito como “cirúrgico” por traders, calou-se aos 64 minutos e 30 segundos. O lucro estratosférico de quem estava do lado “vencedor” da aposta — em sua maioria contas que agiram nos minutos finais — aponta para um vazamento interno. Não se trata apenas de sorte; é o uso da máquina pública para alimentar a conta bancária de iniciados, transformando a transparência governamental em um balcão de insider trading a céu aberto.

Existe uma conexão entre o “timing” de Leavitt e as apostas sobre Maduro?

A coincidência é incômoda e aponta para um padrão sistêmico de vazamentos na administração americana. Enquanto o Polymarket registrava apostas certeiras sobre o destino de Nicolás Maduro horas antes da operação militar, a Casa Branca agora se vê enredada em suspeitas de que sua própria comunicação é pautada por interesses de mercado. O estágio atual do capitalismo em Washington ignora crimes de guerra e crises humanitárias para focar na “eficiência” de acertar o segundo exato de um encerramento de coletiva. Onde termina o Estado e onde começa a casa de apostas? No governo atual, a linha parece ter sido apagada pelo lucro fácil.


Expediente: 8 de janeiro de 2026, 14:40 | Edição: JR Vital (MTB 0037673/RJ). Siga o Diário Carioca: Instagram | X (Twitter) | Facebook

JR Vital

JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.

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