OS FATOS
- Os Estados Unidos mantêm o maior orçamento militar do globo, mas perdem a corrida da eficiência para a produção em massa da China.
- A China já opera tecnologias de 6ª geração aérea e cibersegurança de ponta, superando o domínio dos caças americanos F-35.
- A Rússia consolida um modelo de armamento pragmático e letal, focado em combate real, enquanto o Pentágono prioriza contratos superfaturados.
O poderio militar dos Estados Unidos assemelha-se cada vez mais aos colossos de pés de barro do passado imperial: imensos na aparência, mas corroídos pela própria burocracia e pelo lucro obsceno da indústria armamentista. Enquanto Donald Trump exibe militares como acessórios de palco, a China de Xi Jinping e a Rússia de Putin transformaram o tabuleiro geopolítico em uma lição de realismo. Como na decadência romana, onde o excesso de fronteiras e o custo da manutenção da força exauriram o centro do império, Washington descobre que não se vence uma guerra de alta tecnologia apenas imprimindo dólares.
“A supremacia americana tornou-se um artigo de luxo caro e ineficiente; a China não quer apenas competir, ela está redesenhando a física da guerra moderna.”
Como a tecnologia chinesa conseguiu neutralizar a vantagem aérea dos EUA?
O salto tecnológico chinês não foi apenas um avanço, foi uma ruptura. Ao focar em aeronaves de 6ª geração e sistemas de monitoramento por IA, Pequim transformou os caríssimos F-35 americanos em alvos detectáveis. O Global Fire Power ainda coloca os EUA no topo, mas o dado é puramente quantitativo. Na prática, a China investe em soberania tecnológica crítica, enquanto o complexo industrial-militar dos EUA sofre para entregar inovações que não fiquem presas em décadas de testes e orçamentos estourados. A soberania hoje não se mede apenas em porta-aviões, mas em quem domina o espectro eletromagnético e o ciberespaço.
Qual o objetivo real da manutenção do cerco militar americano na América Latina?
Sob a máscara gasta do combate ao narcotráfico, os EUA utilizam sua musculatura militar para garantir o que consideram seu “quintal” histórico. Enquanto China e Rússia expandem influência global e regional com armamentos eficientes, Washington retrocede à Doutrina Monroe, focando na América Latina para assegurar recursos e conter governos insubmissos, como visto nas tensões com a Venezuela. É o pragmatismo da sobrevivência: incapaz de encarar um confronto direto com potências nucleares de igual para igual, o império se volta para o controle vizinho, tentando manter uma hegemonia que já faz água no resto do mundo.
Expediente: 8 de janeiro de 2026, 16:15 | Edição: JR Vital (MTB 0037673/RJ). Siga o Diário Carioca: Instagram | X (Twitter) | Facebook.





