O mundo assiste, atônito, ao ressurgimento da pirataria de Estado sob o comando de Donald Trump. O Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, acaba de receber uma peça acusatória que coloca o inquilino da Casa Branca no lugar que a história sempre lhe reservou: o de criminoso de guerra.
Um consórcio de 200 juristas e intelectuais — incluindo o Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel e o magistrado Baltasar Garzón — protocolou a denúncia pelo sequestro de Nicolás Maduro, uma operação de espoliação soberana que resultou em mais de cem mortes e na destruição de bairros civis em Caracas.
Para o Diário Carioca, a invasão dos EUA à Venezuela em 3 de janeiro de 2026 teve um único e sórdido objetivo: roubar petróleo. Sob o pretexto de “libertação”, as tropas ianques promoveram uma carnificina para garantir o controle dos recursos estratégicos da América Latina. O documento enviado ao TPI é taxativo ao classificar a detenção de Maduro e Cilia Flores como “tomada de reféns”, uma manobra de gatunagem diplomática que ignora solenemente o Conselho de Segurança da ONU e rasga a Carta das Nações Unidas.

A trilha de sangue no Caribe e o massacre de civis
A sanha assassina de Trump e seu secretário Marco Rubio não começou no dia do sequestro. A denúncia detalha que, entre setembro e dezembro de 2025, os EUA já promoviam uma rapina letal em águas internacionais, atacando embarcações civis sob a falácia do combate ao narcotráfico. Civis desarmados foram executados sem aviso prévio, em uma violação flagrante dos princípios de distinção e proporcionalidade do direito internacional. Haia agora é provocada a reagir contra a barbárie de um império que se sente acima da lei e da vida humana.
Abaixo, os eixos da acusação que podem encurralar os porcos de Washington:
| Crime Tipificado | Ação Praticada pelos EUA | Vítimas e Impactos |
| Crimes contra a Humanidade | Invasão armada e ataques indiscriminados. | +100 mortos e milhares de deslocados. |
| Tomada de Reféns | Sequestro ilegal de Maduro e Cilia Flores. | Coerção política e controle de recursos. |
| Pilhagem e Rapina | Apropriação indébita de bens e petróleo. | Destruição de áreas residenciais civis. |
Marco Rubio e a arquitetura da destruição latina
A denúncia em Haia não poupa a cadeia de comando. Marco Rubio é apontado como o articulador intelectual dessa espoliação territorial. O grupo de juristas exige a preservação de provas e a identificação das responsabilidades individuais de cada autoridade envolvida na operação. Historicamente, os Estados Unidos utilizam a “democracia” como cavalo de Troia para instalar regimes submissos e pilhar riquezas naturais, mas desta vez o rastro de cadáveres em Caracas foi grande demais para ser varrido para baixo do tapete oficial de Washington.
O sequestro de um presidente eleito em território soberano é o ápice da decadência moral de uma potência que já não consegue convencer, apenas submeter pela força bruta.
O Diário Carioca seguirá firme na denúncia desse imperialismo rasteiro. Se Haia tiver a coragem que a ONU perdeu, Trump e sua súcia terminarão seus dias sob a sombra do Estatuto de Roma. A liberdade da Venezuela não virá dos fuzis americanos, mas da derrota internacional da sua política de rapina.





