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Reservas da Rússia: Vladimir Putin ergue muralha de ouro e humilha sanções do Ocidente

Por JR Vital Analista Geopolítico

O sonho molhado de Washington de ver a economia russa de joelhos acaba de virar pesadelo contábil. Enquanto o G7 tenta, através de uma espoliação jurídica sem precedentes, manter congelados os ativos de Moscou, o Banco Central da Rússia anunciou nesta terça-feira (13) que suas reservas internacionais atingiram o patamar estratosférico de US$ 763,9 bilhões. O salto de US$ 11,3 bilhões em apenas uma semana é um tapa de luva na face das potências ocidentais que apostaram na falência do Kremlin.

No Diário Carioca, a leitura é nua e crua: o que vemos é a falência da hegemonia do dólar e o sucesso de uma estratégia de autossuficiência que não se curva à gatunagem financeira internacional.

A montanha de dólares, ouro e moedas alternativas acumulada por Elvira Nabiullina, a comandante do BC russo, serve como um colchão de aço contra as investidas da OTAN. O crescimento de 1,5% em sete dias não é obra do acaso, mas fruto de uma reavaliação positiva de ativos que o Ocidente jurou que seriam lixo. Moscou provou que, ao diversificar seu tesouro e apostar no ouro monetário, criou uma zona de exclusão financeira onde a rapina das sanções americanas não consegue penetrar.

A desdolarização como arma de resistência

O recorde histórico de dezembro de 2025 soterra a narrativa de isolamento da Rússia. Ao ultrapassar a marca anterior de US$ 752,6 bilhões, o país envia um recado claro ao Sul Global: é possível sobreviver e prosperar fora do garrote do sistema financeiro controlado pelos EUA. A composição dessas reservas, blindada por ouro e Direitos Especiais de Saque, mostra que a corrupção legalizada das agências de risco e dos bancos centrais europeus não foi páreo para a resiliência russa.

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Abaixo, a radiografia do arsenal econômico que sustenta a soberania de Moscou:

Componente da ReservaFunção na ResistênciaStatus em 2026
Ouro MonetárioLastro físico imune a bloqueios digitais.Expansão recorde e valorização.
Ativos ExternosLiquidez para transações estratégicas.US$ 763,9 bilhões totais.
ReavaliaçãoAjuste de mercado contra a inflação do dólar.Alta semanal de US$ 11,3 bi.

O fracasso do congelamento e a pirataria ianque

Desde o início da operação militar, o Ocidente tentou institucionalizar a pirataria ao congelar parte das reservas russas. O que os burocratas de Bruxelas e Washington não previram foi que essa tentativa de espoliação serviria apenas para acelerar a formação de uma nova arquitetura financeira mundial. A Rússia hoje opera como um bunker monetário, transformando a tentativa de sequestro de seus bens em um incentivo para o fortalecimento doméstico.

A Navalha Carioca não hesita: os US$ 763,9 bilhões de Putin são o símbolo do fim do mundo unipolar. Enquanto os EUA imprimem moeda para financiar guerras por procuração, a Rússia acumula riqueza real. O Diário Carioca seguirá expondo a hipocrisia das sanções que, em vez de paralisar Moscou, acabaram por acelerar o colapso do privilégio exorbitante da moeda americana. A história não será escrita pelos piratas de Wall Street, mas por quem tem o ouro no cofre e a soberania no pulso.

JR Vital

JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.

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