quarta-feira, janeiro 21, 2026
22 C
Rio de Janeiro
InícioPolíticaO desespero do Fascismo: Bolsonaristas invadem a USP para agredir alunos e a Democracia
Se deram mal

O desespero do Fascismo: Bolsonaristas invadem a USP para agredir alunos e a Democracia

O ex-deputado Douglas Garcia e o vereador Rubinho Nunes (ambos do União Brasil) infiltraram-se no evento para provocar os presentes, resultando em confrontos físicos, camisas rasgadas e relatos de agressões contra estudantes.

Por JR Vital Analista Geopolítico
São Paulo
  • Manifestantes se reuniram nesta quinta-feira (8), no Salão Nobre da Faculdade de Direito da USP, para celebrar o veto de Lula ao PL da Dosimetria e marcar os três anos da resistência ao golpe de 2023.
  • O ex-deputado Douglas Garcia e o vereador Rubinho Nunes (ambos do União Brasil) infiltraram-se no evento para provocar os presentes, resultando em confrontos físicos, camisas rasgadas e relatos de agressões contra estudantes.
  • O ato, organizado pelo grupo Prerrogativas, Centro Acadêmico XI de Agosto e PT, lançou um manifesto histórico que reafirma a punição aos golpistas como condição sine qua non para a pacificação do país.

As Arcadas do Largo de São Francisco, berço da resistência democrática e solo onde se leu a histórica “Carta aos Brasileiros”, foram hoje palco de um espetáculo deprimente de covardia política. Douglas Garcia e Rubinho Nunes, personificações do que há de mais abjeto na política paulista, tentaram mimetizar a tática das camisas-negras de Mussolini: invadir espaços de livre pensamento para semear o caos e a violência.

Ao subirem às galerias para filmar e provocar sob gritos de “fascista”, os parlamentares não buscavam o debate, mas o recorte para suas redes sociais de ódio. A agressão ao jovem Luiz Nicoletti é o retrato fiel dessa direita que, ao ver a anistia escorrer por entre os dedos com o veto presidencial, recorre ao único idioma que domina: a força bruta. O paralelo com a invasão da USP pela ditadura em 1968 é inevitável, mas desta vez, a democracia tem anticorpos e a história não será reescrita por quem tem o soco como argumento.

A extrema-direita não suporta o silêncio da lei e o barulho da justiça. Quando a impunidade lhes é negada pela caneta de Lula, eles tentam conquistá-la no grito e no empurrão dentro do templo do Direito.

O que significa a presença de agitadores bolsonaristas em um ato acadêmico contra a anistia?

Significa que o projeto de impunidade está em colapso. A tentativa desesperada de Douglas Garcia e Rubinho Nunes de tumultuar um evento que reunia intelectuais, artistas como Paulo Betti e lideranças históricas como José Genoíno, demonstra que o bolsonarismo perdeu a batalha das ideias. Eles entraram na Faculdade de Direito não como parlamentares, mas como agentes provocadores, esperando uma reação para posarem de vítimas. A omissão da polícia, que assistiu à pancadaria sem intervir, é um lembrete perigoso de que as instituições de segurança ainda precisam de uma “limpeza seletiva” para servir ao Estado, e não a milícias ideológicas.

Qual a importância do manifesto lido na USP para o atual cenário político brasileiro?

O documento assinado por Marco Aurélio de Carvalho, Pierpaolo Bottini e outras 40 entidades é o marco de que o 8 de Janeiro não é uma data de comemoração, mas de vigilância eterna. Ao clamarem “Sem Anistia”, os signatários blindam o Supremo Tribunal Federal e o governo contra a pressão de um Congresso que, sob o comando de figuras como Davi Alcolumbre, ainda tenta costurar saídas honrosas para criminosos. O Diário Carioca subscreve a tese: anistiar o golpismo é convidar o próximo tirano a bater à porta. A democracia brasileira sobreviveu ao bombardeio em Caracas e aos ataques em Brasília; não será um vereador em busca de cliques que irá derrubá-la nas escadarias da USP.

- Advertisement -

Expediente: 08/01/2026 – 22:30 | Edição: JR Vital (MTB 0037673/RJ). Siga o Diário Carioca: Instagram | X (Twitter) | Facebook.

JR Vital

JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.

Parimatch_Cassino_onlineParimatch_Cassino_onlineParimatch_Cassino_onlineParimatch_Cassino_online

Mais Notícias

Em Alta:

Mais Lidas