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Damares Alves ressuscita “Jesus na goiabeira” ao dizer que Bolsonaro é torturado na PF

Por JR Vital Analista Geopolítico

Damares Alves, a campeã olímpica da desinformação metafísica, decidiu que 2026 é o ano de transformar a Superintendência da PF em uma masmorra medieval.

Ao levar ao STF a narrativa alucinante de que Jair Bolsonaro — preso por tentar implodir a democracia — sofre “tortura”, ela ignora que o ex-capitão desfruta de uma sala de Estado-Maior com banheiro privativo, luxo negado à massa carcerária que ela mesma ajudou a empilhar enquanto ministra. Historicamente, Damares usa o transe religioso como cortina de fumaça para a impunidade: da “visão” no pé de goiaba às mentiras desdentadas sobre crianças no Marajó, o método é o pânico moral. Na lógica da senadora, a falta de sol para um golpista é crime humanitário, mas a tentativa de golpe de Estado é apenas um detalhe espiritual.

OS FATOS:

  • A Alucinação: Damares denuncia “tortura” baseada em barulhos de reforma e ar-condicionado desligado à noite.
  • A Realidade: PF confirma que as instalações seguem o padrão legal e que o preso possui regalias superiores à média.
  • O Histórico: Senadora acumula processos por fake news e prevaricação desde a farsa do Marajó em 2022.

A volta triunfal da ficção como estratégia de defesa

Damares Alves opera na frequência do “realismo fantástico da extrema-direita”. Se em 2022 ela via crianças com dentes arrancados por razões que a biologia desconhece, em 2026 ela enxerga “alagamentos” em uma cela de segurança máxima. O objetivo não é convencer o STF — que já conhece o prontuário de fabulações da senadora —, mas alimentar o ecossistema de desinformação do bolsonarismo com a imagem de um “messias” martirizado. É a aplicação prática do que Bertolt Brecht avisava: “o pior cego é aquele que não quer ver”, especialmente quando a cegueira rende votos e engajamento em redes sociais que lucram com o caos.

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O martírio de luxo e a cegueira seletiva

Enquanto chora por Bolsonaro, Damares silencia sobre o sistema prisional brasileiro, onde a tortura é estatística diária contra pobres e pretos. O “sofrimento” do ex-presidente, que bateu a cabeça após uma queda solitária na cela — acidente prontamente atendido por médicos sob ordens de Moraes —, vira “negligência criminosa” na voz da senadora. A Navalha Carioca não perdoa: o que Damares chama de tortura, o brasileiro comum chama de Justiça. A tentativa de transformar o cárcere de um golpista em um retiro espiritual de sofrimento é apenas a última peça de um teatro mambembe que já perdeu o público, mas ainda tenta incendiar as cortinas.

O DICIONÁRIO DAMARES DA CONVENIÊNCIA

Termo da SenadoraO que realmente aconteceuParalelo histórico
“Prática de Tortura”Ar-condicionado desligado após as 22hMentiras do Marajó (2022)
“Negligência Médica”Atendimento imediato após queda acidentalVeto à ciência na pandemia
“Situação Inumana”Cela de 12 $m^2$ com frigobar e TVO cárcere real dos esquecidos

O STF pode ignorar a denúncia de Damares sem ferir o rito jurídico?

Sim. Como a PF já apresentou relatórios técnicos desmentindo as “alucinações” de alagamento e tortura, a tendência é que o ministro Alexandre de Moraes arquive o pedido por falta de objeto real. A denúncia serve apenas como combustível para a narrativa da extrema-direita para as eleições de 2026, tentando elevar um condenado por crimes contra a democracia ao status de “preso político” — uma ofensa à memória de quem realmente sofreu nos porões da ditadura militar.

JR Vital

JR Vital é jornalista e editor do Diário Carioca. Analista Político, Formado no Rio de Janeiro, pela faculdade de jornalismo Pinheiro Guimarães, atua desde 2007, tendo passado por grandes redações, como Visto Livre Magazine, Folha do Centro, Universo Musical, Alô Rio e outros.

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